sexta-feira, 13 de maio de 2016

TAMBÉM TU, AXIMAGE?


A sondagem da Aximage, para o Correio da Manhã e o Negócios, divulgada esta tarde, ainda enfatiza mais a subida da Esquerda: 54,8%. Aqui, o PS está 6,2% à frente do PSD. Mesmo somando PSD e CDS (36,3%), o PS vence.

A imagem é do Negócios. Clique para ver melhor.

EUROSONDAGEM EXPRESSO & SIC


Maioria de Esquerda = 52,8%. Subiu 0,5% relativamente a Abril. PSD e CDS desceram. Em matéria de popularidade, António Costa sobe: tem agora 43,5% de avaliação positiva. Mas Marcelo continua a liderar, com 68,4% de avaliação positiva. Clique na imagem para ler melhor.

FEITO

O diploma do BE sobre ‘gestação de substituição’, vulgo barrigas de aluguer, foi aprovado com os votos do PS, BE, PEV, PAN e 24 deputados do PSD, um dos quais foi Passos Coelho. O PCP e o CDS votaram contra.

As alterações à Lei da Procriação Medicamente Assistida foram igualmente aprovadas com os votos do PS, BE, PCP, PEV, PAN e 16 deputados do PSD. O CDS votou contra e houve 3 abstenções no PSD. A nova redacção da lei vem permitir o recurso a técnicas de fertilização a mulheres sozinhas, bem como a mulheres casadas ou em união de facto com outra mulher. Até aqui, só os casais heterossexuais tinham direito a PMA.

DIREITO DE ESCOLHA

Segundo a VISÃO, «a mãe de uma criança de 13 anos com necessidades educativas especiais terá sido aconselhada a procurar uma escola pública...» quando tentou inscrever o filho no Colégio Liceal de Santa Maria de Lamas, «um estabelecimento de ensino privado situado no concelho de Santa Maria da Feira que mantém um contrato de associação com o Estado no valor de quase seis milhões de euros anuais relativos a 74 turmas.» Comentários para quê?

quinta-feira, 12 de maio de 2016

RABINDRANATH TAGORE


Hoje na Sábado escrevo sobre A Asa e a Luz, de Rabindranath Tagore (1861-1941), um nome familiar aos leitores do Ocidente, embora a cultura bengali não sobreviva sob o holofote mediático. Tendo visitado a Inglaterra na adolescência, ainda no tempo da rainha Vitória, Tagore desde cedo desenvolveu contactos e amizades com várias das personalidades que marcaram o século XX: Gandhi, Einstein, Yeats e Gide são alguns exemplos. Essa circunstância talvez explique o espectro de interesses que a obra reflecte. Dito de outro modo, foi um intelectual comprometido com o seu tempo. Isso é mais visível na literatura e na música (a título de curiosidade, refira-se que Tagore é o autor dos hinos nacionais da Índia e do Bangladesh), mas estende-se a outras áreas da criação artística. Neste volume, coligem-se aforismos de duas obras: Stray Birds (1916) e Fireflies (1928), inéditas em Portugal. Poemas muito breves que podemos ler como haikus: «O mundo sabe que o pouco / é mais do que o muito.» A tradução foi feita a partir das edições de língua inglesa organizadas pelo próprio autor. Três estrelas.

DILMA AFASTADA


Aconteceu. 55 senadores votaram a favor do impeachment. O último acto de Dilma como Presidente foi exonerar Lula e os membros do seu Governo. A imagem é do Estadão. Clique.

FESTIVAL LITERÁRIO DA GARDUNHA


Depois de nos últimos doze meses ter recusado todos os convites, estarei presente no Festival Literário da Gardunha, que se realiza no Fundão nos próximos dias 21 e 22. Comigo estarão, entre outros, Ana Margarida de Carvalho, Cesar Antonio Molina, Clara Ferreira Alves, Cristina Carvalho, Dulce Maria Cardoso, Fernando Dacosta, Fernando Echevarría, Gonçalo M. Tavares, Helena Buescu, José Viale Moutinho, Julieta Monginho, Manuel da Silva Ramos, Marcello Duarte Mathias, Manuel Gusmão, Mário Zambujal, Paula Morão, Pedro Mexia e Tiago Salazar. Margarida Gil dos Reis é a alma do Festival. Camané e Mário Laginha também vão estar.

ATÉ TU, ITÁLIA!

Por 372 votos a favor, 51 contra e 99 abstencões, o Parlamento italiano aprovou ontem a lei das uniões civis entre pessoas do mesmo sexo. As ‘uniões civis’ são casamentos que não se chamam casamentos: o acto é formalizado no Registo Civil e tem associados todos os direitos do casamento. Só não tem o nome. (Era o que a Direita portuguesa queria. A Direita e alguma Esquerda.) A Itália segue o modelo vigente na Alemanha. Matteo Renzi declarou: «As leis são feitas para pessoas, não para ideologias. Hoje é um dia feliz para todos

Neste momento, o casamento entre pessoas do mesmo sexo é legal nos seguintes países: África do Sul, Argentina, Bélgica, Brasil, Canadá, Colômbia, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos (em todos os Estados), Finlândia, França, Gronelândia, Holanda, Islândia, Irlanda, Luxemburgo, Malta, México, Nova Zelândia, Noruega, Portugal, Reino Unido (inclui Escócia e País de Gales), Suécia e Uruguai.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

DIREITOS HUMANOS


O estudo é da ILGA-EUROPA e abrange 49 países. Malta foi uma revelação. Um exemplo que distingue Malta de Portugal: em Malta, o reconhecimento legal da identidade transexual exclui parecer médico. É mesmo proibido. Pelo contrário, em Portugal exige-se um diagnóstico de disforia de género para os documentos de identificação registarem o [novo] sexo. O estudo assinala que 34% dos portugueses considera ‘errada’ a prática de actos sexuais entre pessoas do mesmo sexo. Em Malta, só 24% da população tem esse preconceito.

Infografia do Público. Clique para ler melhor.

terça-feira, 10 de maio de 2016

ESCOLHAS?

A fronda das associações de ensino privado contra o Governo atingiu o paroxismo com o espectáculo ridículo das cem mil cartas, metade entregues em São Bento, a outra metade em Belém. Cereja em cima do bolo, as declarações do cardeal-patriarca de Lisboa. Afirmou o prelado que o Estado deve respeitar o «justo financiamento» das escolas particulares e «as escolhas» dos pais. É uma vergonha que numa República laica e num país onde muitas escolas públicas estão em risco de ruína (sirva de exemplo, entre todos, o Liceu Camões, em Lisboa), o Estado gaste um cêntimo a subsidiar escolhas desta natureza.

AKRASIA

Parece anedota mas não é. Waldir Maranhão, presidente interino da Câmara de Deputados, revogou o seu próprio despacho. Ontem de manhã anulou a votação do impeachment, mas, à noite, vendo que o Senado iria dar continuidade ao processo, revogou a decisão.

Com horas de intervalo, tudo mudou duas vezes. Como previsto, a votação do impeachment de Dilma, acusada de crime de responsabilidade, terá lugar amanhã, quarta-feira, no Senado.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

BAGUNÇADA

Renan Calheiros, presidente do Senado, comunicou ao Plenário de senadores que decidiu dar continuidade à tramitação do impeachment de Dilma. Dito de outro modo: fez tábua rasa do despacho de Waldir Maranhão, presidente interino da Câmara de Deputados. A coisa promete.

REVIRAVOLTA EM BRASÍLIA

Waldir Maranhão, presidente interino da Câmara de Deputados do Brasil, anulou a votação do impeachment de Dilma.

Lembrar que Eduardo Cunha foi há dias suspenso da presidência da Câmara por acórdão do Supremo Tribunal Federal. O processo volta à estaca zero: os deputados federais têm de voltar a analisar o pedido de impeachment.

Argumento de Waldir Maranhão — «Não poderiam os senhores parlamentares antes da conclusão da votação terem anunciado publicamente seus votos, na medida em que isso caracteriza prejulgamento e clara ofensa ao amplo direito de defesa que está consagrado na Constituição. Do mesmo modo, não poderia a defesa da senhora Presidente da República ter deixado de falar por último no momento da votação, como acabou ocorrendo

O Senado terá de devolver o processo à Câmara de Deputados.

ESTADO VS PRIVADOS

A partir do próximo ano lectivo, o ministério da Educação não vai autorizar novos contratos de associação para turmas em início de ciclo (5.º, 7.º e 10.º anos escolares) em áreas onde já existem escolas públicas. Ler com atenção: turmas em início de ciclo. Dito de outro modo: quem começou, acaba.

A este propósito (as novas regras que vão pautar os contratos de associação entre o Estado e os estabelecimentos de ensino privado), Passos Coelho afirmou ter dúvidas sobre se Tiago Brandão Rodrigues seria mesmo ministro da Educação. A tese não é original: Helena Matos tem repetido que o ministro ‘de facto’ é o patrão da Fenprof. Mas Helena Matos é comentadora, não é deputada nem líder do maior partido da Oposição. Pode dizer o que lhe vier à cabeça que é para isso que lhe pagam. Passos Coelho está obrigado a outra compostura.

Ontem mesmo, o Governo exigiu explicações ao líder do PSD. Tudo isto é deplorável. A mim sempre fez muita confusão o Estado financiar o ensino privado. Mais: como contribuinte, sinto-me directamente lesado.

sábado, 7 de maio de 2016

SADIQ KHAN


Com 57% dos votos, Sadiq Khan, 45 anos, muçulmano de origem paquistanesa, membro do Labour, tornou-se o mayor de Londres, derrotando o milionário Zac Goldsmith, do Partido Conservador. Na primeira volta, Sadiq tinha obtido 44% contra 35% de Zac. Sadiq nasceu em Londres dois anos depois dos pais terem abandonado o Paquistão. Sucedendo ao excêntrico Boris Johnson, que por acaso nasceu em Nova Iorque, a capital britânica será governada pelo filho de um casal de imigrantes pobres. Boris não concorreu porque está a fazer pontaria para o n.º 10 de Downing Street.

MOÇAMBIQUE, ALIÁS MOZAMBIQUE


A propósito da sucessão de disparates que se têm escrito sobre Moçambique, vou alinhavar duas ou três coisas que ajudem a perceber a ignorância nacional. Ao contrário de Angola, que fica relativamente perto, Moçambique fica do outro lado do mundo. Em Março de 1961, na sequência do massacre da UPA, Salazar fixou a legenda: Angola é nossa. Em Julho de 1975 teve início a famosa ponte aérea que durante cem dias trouxe para Portugal meio milhão de pessoas. E em Setembro de 1989, durante a guerra civil angolana, o avião em que seguia João Soares despenhou-se na Jamba. (O filho de Mário Soares regressava de um congresso da Unita.) Entre outros, estes três acontecimentos tiveram larga cobertura mediática e ficaram gravados na memória colectiva.

Em Moçambique nada ocorreu de parecido. O massacre de Wiriyamu, em Dezembro de 1972, tendo tido larga repercussão na imprensa internacional, sobretudo na de língua inglesa, foi silenciado em Portugal. A partir de 1974, a imprensa portuguesa ignorou sistematicamente a situação em Moçambique, onde dezenas de milhares de indivíduos (negros, mestiços, brancos e indianos; a comunidade chinesa não foi incomodada) foram enviados para os ‘campos de reeducação’ da Frelimo — Nachingwea e Bagamoyo, ambos na Tanzânia; Mitelela, no Niassa. Dois terços dos detidos enlouqueceram, morreram de fome ou foram executados. Seria preciso esperar por Junho de 1995 para o Público dar à estampa a reportagem «Os Campos da Vergonha», de José Pinto de Sá. Alguém ligou? O tema voltaria em 2007 sob a forma de romance, Campo de Trânsito, do historiador e escritor moçambicano João Paulo Borges Coelho, mas toda a gente assobiou para o lado. Nem sequer a guerra civil moçambicana, que durante dezasseis anos (1976-92) opôs a Frelimo à Renamo, comoveu os nossos media. Pior: não me lembro de ter lido em jornais portugueses qualquer referência ao facto de Joaquim Chissano ter admitido em Washington, perante uma comissão do Departamento de Estado, a prática de execuções sumárias nos anos 1970. («Report on Human Rights Practice for 1991/1992», US State Department, Washington DC, 1993.) A tudo isto a opinião pública portuguesa disse nada.

Para os media nacionais, Moçambique é aquele país distante onde se conduz pela esquerda. Ponto. Nunca perceberam, nem quiseram perceber, que a colonização de Angola não teve nada a ver com a de Moçambique. Para Angola sempre foi quem quis, quando quis e como quis. Ao contrário, para Moçambique, a exigência de carta de chamada vigorou até ao fim dos anos 1960. Os brancos de Angola nunca cortaram o cordão umbilical com as origens. Em Moçambique, para a larga maioria da população branca, Portugal era uma entidade abstracta. Quando eu nasci (1949), ainda a maioria do comércio de Lourenço Marques se fazia em libras e não em escudos: era assim no John Orr's e no LM Bazaar, para dar dois exemplos. E o LM Guardian era redigido em inglês... Não vou entrar na caracterização sociológica da emigração porque existe bibliografia sobre o assunto.

Para os media nacionais, é mais fácil perceber e falar de Angola: diamantes, petróleo, nepotismo, Luanda como meca de patos-bravos, as birras da Dona Isabel, etc. Moçambique fica longe e, bem vistas as coisas, até é desde 1995 um Estado-membro da Commonwealth.

Na imagem, LM/Maputo. Clique.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

ASNEIRA GROSSA


A viagem do Presidente da República a Moçambique tem revelado em todo o seu esplendor a ignorância dos media nacionais.

Primeiro, o Expresso ‘ressuscitou’ Malangatana. Agora, a SIC faz de Joaquim Chissano o líder na Renamo, qualidade em que teria sido convidado a participar no banquete de Estado oferecido pelo PR moçambicano a Marcelo Rebelo de Sousa. Como a SIC devia saber, o líder da Renamo é Afonso Dhlakama. Ponto.

A notícia é de ontem ou anteontem mas só hoje tomei conhecimento dela. Como é que a SIC ignora que Chissano foi primeiro-ministro do Governo de Transição (1974-75), ministro dos Negócios Estrangeiros (1975-86) e, após a morte de Samora Machel, Presidente da República (1986-2005) durante dezanove anos? Como?

SCUT

Com os votos do PS, BE, PCP, PEV e PAN, o Parlamento aprovou hoje a redução do valor das portagens nas antigas Scut, ou seja:

Na A22, vulgo Via do Infante — Algarve;
na A23, ou autoestrada da Beira Interior — Torres Novas-Guarda;
na A24, ou autoestrada do Interior Norte — Viseu-Vila Real;
na A25, ou autoestrada das Beiras Litoral e Alta — Aveiro-Vilar Formoso.

PSD e CDS abstiveram-se. Lembrar que as Scut, acrónimo de Sem Custos para o Utilizador, foram gratuitas até 2011, altura em que o Governo PSD/CDS alterou essa situação.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

HERBERTO HELDER


Hoje na Sábado escrevo sobre Letra Aberta, de Herberto Helder (1930-2015). Não era expectável que, um ano após a sua morte, aparecesse um novo livro. Contudo, foi o que aconteceu. Olga Lima, a viúva, escolheu e coligiu poemas inéditos e deu à estampa um pequeno volume com trinta e três poemas. Alguns fac-símiles constam da edição. Irá surgir uma arca-Herberto? Nos últimos livros que publicou em vida, A Morte Sem Mestre (2014) e Poemas Canhotos (2015), sobretudo no primeiro, Herberto queimou todas as pontes que o ligavam à tradição que ele próprio criou. Letra Aberta interrompe o desvio. Podemos presumir o óbvio: tratando-se de poemas que o autor não publicou por qualquer razão, estes inéditos pertencem a fases coincidentes com a obra pretérita. Uma nota editorial poderia esclarecer a data de factura, mas ela não existe. O único esclarecimento remete para opções de fixação de texto em quatro poemas. Em todo o caso, estamos longe do timbre visionarista: «eu cá acho que sim, / acho que apesar de tudo escrevi um poema aceitável, / um poema que amadurou em mim ao longo de oitenta anos […]» Os leitores corroboram. Herberto é sinónimo de poema contínuo. Quatro estrelas. Publicou a Porto Editora.

Escrevo ainda sobre Montaigne, de Stefan Zweig (1881-1942). A concisão é de regra: menos de cem páginas são bastantes para nos dar a conhecer a vida e o pensamento do “pai” do Cepticismo, o celebrado inventor do ensaio, Michel Eyquem, senhor de Montaigne. Sobre a sua personalidade, Zweig sublinha: «Só aquele que foi obrigado a viver numa época em que a guerra, a violência e a tirania das ideologias ameaçavam o futuro de cada um e, nela, a sua essência mais preciosa, a liberdade individual, sabe quanta coragem, rectidão e energia são precisas para se manter fiel ao seu eu mais profundo…» Zweig é perspicaz na forma como dilucida Montaigne, alguém que confessou ter casado por conveniência, reconhecendo «o direito, mais às mulheres do que aos homens, de terem um amante…» Nascido em 1533, Montaigne morreu cedo (1592), facto que o não impediu de ser filósofo, magistrado, presidente da Câmara de Bordéus, conselheiro e agente secreto de Henrique de Navarra, viajante, amigo íntimo de Étienne de La Boétie (o precursor daquilo a que chamamos desobediência civil, autor do Discurso sobre a Servidão Voluntária), a quem dedicará os Ensaios que fizeram dele um homem célebre. Zweig enfatiza a importância dessa relação, citando La Boétie. É pena que as duas tradutoras do livro não tenham assinalado a proveniência dos textos. Bem vistas as coisas, este Montaigne é o monólogo interior com que Zweig se confronta com o biografado: «Montaigne só me emociona e me interessa hoje por isto: saber como, numa época semelhante à nossa, ele se libertou interiormente…» É impossível não estabelecer um nexo causal entre as escolhas pessoais de um e outro. O livro foi escrito durante o exílio brasileiro (austríaco de origem judaica, Zweig refugiou-se em Petrópolis entre 1940 e 1942), ocorrendo a sua primeira publicação quarenta anos após o suicídio do autor e da sua segunda mulher. A vasta bibliografia sobre Montaigne não dispensa a leitura deste magnífico ensaio biográfico de Zweig. Cinco estrelas. Publicou a Assírio & Alvim.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

CONTRADIÇÕES AMERICANAS


É este o ponto da situação nas Primárias americanas. Do lado republicano, o score de Trump representa a vitória da maioria xenófoba, ultrapassando tudo o que podia imaginar-se e deixando às elites conservadores o dilema de, em Novembro próximo, preferirem votar Hillary. Do lado democrata, é curioso verificar como um socialista consequente (Sanders) tem conseguido obter resultados mais do que satisfatórios, embora insuficientes para travar a vitória de Hillary Clinton. Veja a diferença de superdelegados: Hillary com 520 e Sanders com 39.

O gráfico é do New York Times. Clique na imagem para ler melhor.