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terça-feira, 2 de julho de 2019

PM BELGA NO CONSELHO EUROPEU


Charles Michel, 43 anos, membro do partido liberal Mouvement Réformateur, primeiro ministro-belga em exercício (mas demissionário há sete meses), foi escolhido pelos 28 para substituir Donald Tusk como Presidente do Conselho Europeu.

Tal como acontecerá com Ursula von der Leyen, escolhida para substituir Juncker como Presidente da Comissão Europeia, também Charles Michel terá de ver a sua escolha confirmada pelo Parlamento Europeu.

Terá sido para esse lugar que António Costa estava convidado, mas recusou, porque o seu compromisso é com Portugal. Há muito que os rumores circulavam, mas só ontem o primeiro-ministro confirmou a existência do convite para um lugar de topo.

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URSULA


Ursula von der Leyen, 60 anos, oriunda de uma família aristocrática, médica, ministra alemã da Defesa, democrata-cristã, foi escolhida pelos 28 para substituir Jean-Claude Juncker como Presidente da Comissão Europeia. Será a primeira vez que uma mulher ocupa o cargo.

É filha de um antigo director-geral da Comissão, actual ministro-presidente da Baixa Saxónia.

Membro da CDU desde 1990, antiga ministra de Estado, tem larga experiência governativa nas áreas da Defesa, Trabalho, Segurança Social, Família e Juventude.

Natural de Bruxelas, Ursula é casada com um professor de medicina que também é CEO de uma empresa de engenharia médica. O casal tem sete filhos.

Depois do veto do Grupo de Visegrado (Eslováquia, Hungria, Polónia, República Checa) à nomeação do social-democrata Frans Timmermans, Ursula foi a solução.

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LAGARDE NO BCE


Christine Lagarde, 63 anos, francesa, advogada, directora executiva do Fundo Monetário Internacional, foi escolhida pelos 28 para substituir Mario Draghi como presidente do Banco Central Europeu.

Madame Lagarde foi três vezes ministra: Comércio Externo, Agricultura, Economia.

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quarta-feira, 10 de abril de 2019

SEIS MESES


Depois de quase sete horas de discussão, com jantar pelo meio, os 27 aceitaram prorrogar o Brexit até 31 de Outubro.

Mas Macron exigiu, e fez valer o seu ponto de vista, que em Junho seja feito o ponto da situação do comportamento do Reino Unido. Leia-se, do comportamento dos Comuns. Ou seja: se, antes de Outubro, de preferência antes de 30 de Junho, Westminster aprovar o Acordo negociado com a UE, o Brexit deve ser antecipado.

A intransigência de Macron fez gorar os planos de Tusk, que tentou, sem sucesso, sensibilizar os 27 para um ano de prorrogação. 

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O DIA D


Quando forem cinco da tarde em Bruxelas, começa a cimeira extraordinária para decidir a nova data do Brexit. Para já, a data em cima da mesa é a próxima sexta-feira, dia 12. Mas Theresa May quer que seja 30 de Junho (e ontem obteve uma vitória no Comuns, que fixaram a data em forma de lei). Junker sugeriu 31 de Dezembro. Mas Tusk, farto das birras de Westminster, prefere 31 de Março de 2020. Não vale a pena especular sobre o que vai acontecer.

Na imagem, May e Macron ontem em Paris. Clique.

sábado, 6 de abril de 2019

PASSAPORTES BRITÂNICOS


Os britânicos que requereram passaporte, ou renovação da validade do actual, começaram a receber os novos. E alguns surpreenderam-se com o desaparecimento (no topo da capa) da expressão 'European Union'.

Mas o Home Office (o ministério do Interior) já disse que é assim mesmo. Mais: enquanto não esgotar o stock, continuam a ser impressos em cartolina bordeaux, mas ainda este ano voltarão ao azul ultramarino que existiu durante mais de cem anos.

Na imagem, os dois passaportes lado a lado. Clique.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

DÉGOÛTANTE


Falando em nome de Macron, Amélie de Montchalin, ministra francesa dos Assuntos Europeus, reiterou a posição da França de que o adiamento do Brexit não faz sentido, pois não interessa nem à UE nem ao Reino Unido.

Além da França, também a Alemanha e a Holanda já fizeram saber que o pedido de Theresa May (adiamento até 30 de Junho) não é plausível nem credível.

Imagem: cartaz a gozar com a primeira-ministra britânica e com o líder da Oposição. Clique.

O CONSELHO DE REES-MOGG


O honorável Jacob Rees-Mogg, putativo sucessor de Theresa May, não faz a coisa por menos:

«Se uma extensão longa nos deixar presos à UE, deveríamos criar obstáculos, vetando qualquer aumento no orçamento, obstruindo o exército supostamente da UE e bloqueando os esquemas integracionistas de Macron

Quem fala assim não é gago.

Clique na imagem do Twitter.

CHOVER NO MOLHADO


Theresa May perdeu a noção da realidade? Hoje voltou a escrever a Donald Tusk, solicitando adiamento do Brexit para 30 de Junho, uma data já rejeitada pela UE, por obrigar à participação do Reino Unido nas eleições europeias de Maio e, a qualquer momento, a repetição dessas eleições, se entretanto os britânicos baterem com a porta.

Nas imagens, a primeira (excerto) e última página da carta da primeira-ministra britânica. Clique

quinta-feira, 4 de abril de 2019

MERKEL NA IRLANDA


Para acertar os detalhes de um possível hard Brexit no próximo dia 12, Leo Varakdar, o primeiro-ministro da Irlanda, recebeu Angela Merkel hoje em Dublin. Anteontem já tinha estado com Macron em Paris

Só os deputados britânicos continuam entretidos em Westminster, onde a Câmara dos Lordes irritou os trabalhistas, adiando para segunda-feira, dia 8, a discussão de um projecto de lei que o Labour queria ver aprovado hoje à tarde.

Clique no tuíte de Leo Varakdar.

BREXIT & PE

Karin Kneissl, ministra austríaca dos Negócios Estrangeiros, não acredita que os 27 concedam ao Reino Unido uma extensão longa do artigo 50, fazendo notar que uma data posterior a 22 de Maio obrigaria o Reino Unido a participar nas eleições europeias. Pergunta ela: Que tipo de político britânico estaria disposto a participar nessas eleições?

Mas diz mais: a eventual renúncia desses deputados, daqui a oito ou nove meses (os trabalhistas parecem estar a apostar num adiamento do Brexit até ao fim do ano), obrigaria à realização de novas eleições para o PE.

Porquê? Porque a legitimidade de um Parlamento eleito a 28 países desapareceria no momento em que ficassem apenas 27. Mais: o presidente da Comissão Europeia que sair destas eleições, também ficaria ferido de legitimidade. Afinal, é o Parlamento Europeu que elege a Comissão. Ora o resultado obtido por 28 não tem de coincidir com o veredicto de 27.

Os britânicos estão a esquecer-se de um detalhe importante: quem manda no calendário são os 27 parceiros, não são as oscilações de humor dos Comuns.

Entretanto, a ver vamos o que decidem os Lordes sobre a proposta de Yvette Cooper, a deputada trabalhista que ontem conseguiu fazer aprovar, por um voto (312 vs 311), um projecto de lei que impede o Brexit sem acordo. Por norma, os Lordes levam meses a tomar decisões. Mas estão desde ontem à noite a ser pressionados a decidir no espaço de 24 horas. Se tal fosse aceite, representaria, nas palavras de Lorde Forsyth, um acto de tirania.

O folhetim prossegue.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

REBELIÃO NO N.º 10


A intenção de Theresa May encontrar-se com Corbyn para negociar os termos de um Brexit soft — ou seja, sair da UE mantendo a união aduaneira —, está a provocar ondas de choque de proporções muito sérias. Nigel Adams, e outros, enfatizaram que era impensável «fazer um acordo com um marxista».

Ontem, depois de quase oito horas de reunião, o Governo dividiu-se: 14 ministros manifestaram-se pela saída no próximo dia 12, sem acordo; e 10 pela tentativa de fazer aprovar o acordo chumbado três vezes. No n.º 10 de Downing Street ninguém concorda com a extensão do artigo 50, mesmo curta, ou seja, até 22 de Maio. A hipótese de uma união aduaneira é quase unanimemente considerada «altamente indesejável».

A rebelião atingiu o turning point. Stewart Jackson disse mesmo: «Não está na hora de Graham Brady e o Comitê Executivo 1922 alterarem as regras e provocarem nova votação sobre se mantêm confiança na primeira-ministra

Uma eventual alteração das regras tem a ver com o facto das moções de confiança ao chefe do Governo só se poderem efectuar com um ano de intervalo. Sucede que, em 12 de Dezembro de 2018, May derrotou por 200 contra 117 votos uma moção contra si. Sem alteração das regras, os tories vão ter de esperar pelo próximo 12 de Dezembro.

Na imagem, a capa do Daily Telegraph de hoje, com os retratos dos 14 ministros que querem sair já e sem acordo. Clique.

terça-feira, 2 de abril de 2019

MACRON EXASPERADO


Falando hoje no Eliseu, ao lado de Leo Varadkar, taoiseach da República da Irlanda, o Presidente francês foi claro:

«Uma extensão do artigo 50 que envolva a participação do Reino Unido nas eleições europeias está longe de ser evidente. Ninguém a pode tomar como garantida. A nossa prioridade será o bom funcionamento da União Europeia e do mercado único. A União Europeia não pode continuar refém da solução para uma crise política no Reino Unido. Não podemos passar os próximos meses resolvendo novamente os termos do nosso divórcio. Se não houver acordo, a culpa é do Reino Unido

Entretanto, o Governo britânico continua reunido desde as 9 da manhã. Nunca uma reunião de ministros no n.º 10 de Downing Street ultrapassou os 90 minutos. Hoje já lá vão sete horas...

Na imagem, Macron e o taoiseach irlandês. Clique.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

TUDO CHUMBADO


Prossegue o folhetim do Brexit. Esta noite, os Comuns chumbaram novamente as quatro propostas colocadas à consideração dos deputados: nem revogação do artigo 50, nem segundo referendo, nem união aduaneira idêntica à que existe entre a Noruega e a UE, nem Brexit soft (manter os laços com a EFTA). Querem sair à bruta? Façam favor.

Guy Verhofstadt, porta-voz do Parlamento Europeu, foi claro no Twitter:

«A Câmara dos Comuns voltou a rejeitar todas as opções. O hard Brexit torna-se quase inevitável. Na [próxima] quarta-feira, o Reino Unido tem uma última chance de romper o impasse ou enfrentar o abismo

Clique na imagem.

sexta-feira, 29 de março de 2019

TRANQUIBÉRNIA


Por 344 contra 286 votos, os Comuns rejeitaram esta tarde, pela terceira vez, o Acordo de saída do Reino Unido da UE. Desta vez a rejeição foi menor, apenas 58 votos de diferença (contra os 230 de 15 de Janeiro e os 149 de 12 de Março), mas por um voto se perde e por um voto se ganha. Para a semana há nova votação. Infelizmente não é anedota.

Lembrar que Theresa May ofereceu a sua cabeça [demito-me se for aprovado], gesto que levou falcões como Boris Johnson, Jacob Rees-Mogg e Dominic Raab (o trio de putativos sucessores) a, desta vez, votarem a favor. Portanto, tudo indica que 12 de Abril seja a nova data do Brexit.

Devia ser hoje. Em 2016, um total de 52% dos britânicos votaram a favor da saída às 23:00 de 29 de Março de 2019. E a vontade desses 17,5 milhões de pessoas não pode ser traída nem tripudiada.

É uma pena que, face à derrota desta tarde, a primeira-ministra britânica não tenha anunciado, naquele exacto momento, em Westminster, que o Brexit ia ser cumprido como decidido em 2016. Ou seja, hoje às onze da noite.

Na imagem, Theresa May, hoje, em Westminster. Clique.

quinta-feira, 28 de março de 2019

OITO VEZES NÃO


O nível de esquizofrenia da mais antiga democracia do mundo ultrapassou todos os limites. As oito votações de ontem traduziram-se em oito chumbos. Nem revogação do artigo 50 (se o fizessem ficariam ao nível do Zimbabwe), nem segundo referendo (como é de uso nas repúblicas das bananas), nem Brexit à norueguesa, nem Brexit soft made by Corbyn, etc., etc, etc., etc. Deprimente.

Não vi em directo, estava a ver o Ballet Nacional da China, no Coliseu do Porto, mas a imprensa da manhã ilustra a tranquibérnia.

Theresa May deve dizer ao país que a data de saída é amanhã, como foi decidido em 2016. Para que serve esperar por 12 de Abril?

E depois de o dizer, marcar eleições gerais. Sair depressa e à bruta é o único caminho digno.

Capa do Guardian, hoje. Clique.

segunda-feira, 25 de março de 2019

LET MY PEOPLE GO


A semana que hoje começa é decisiva para desatar o nó do Brexit. A cimeira de Checkers (a residência de Verão da primeira-ministra britânica), que reuniu Theresa May com os brexiters mais ferozes, foi inconclusiva. Ninguém quer o Acordo estabelecido com a UE. Querem sair sem Acordo. Ponto.

Outra corrente, minoritária, ausente da cimeira mas com voz activa nos tablóides, quer a aprovação do Acordo e a demissão de May. A ver vamos no que isto dá. Hoje haverá nova votação, mas ainda resta saber sobre exactamente o quê.

O honorável Liam Fox sublinhou hoje que, em matéria de Brexit, o Governo não está vinculado às decisões dos Comuns, as quais são meramente indicativas.

Numa manhã de manchetes explosivas, a do Telegraph é exemplar: Boris Johnson diz que está na altura de falar com o Faraó de Bruxelas — Deixe o meu povo partir.

Clique na imagem do Telegraph.

sexta-feira, 22 de março de 2019

IRLANDA & BREXIT

A RTP transmitiu ontem uma reportagem muito oportuna sobre as previsíveis consequências do Brexit na Irlanda do Norte, ou seja, nos condados que fazem parte do Reino Unido mas mantêm fronteira aberta com a República da Irlanda.

Depois de trinta anos (1968-98) de conflito sangrento, ninguém quer voltar ao passado. Só depois do Good Friday Agreement, assinado a 10 de Abril de 1998, é que a situação normalizou. Duas gerações nasceram depois do fim da guerrilha entre os separatistas e Londres. Mas os católicos continuam a querer juntar-se à República, enquanto os anglicanos permanecem fiéis a Sua Majestade. Tudo isto é de meridiana clareza.

Portanto, não se percebe a insistência na aprovação do Acordo entre a UE e o Reino Unido.

O Acordo protege a economia europeia, é verdade. Mas há muito que a economia passou a ser sinónimo de interesses financeiros globais de meia dúzia de grandes bancos e fundos soberanos, para os quais as pessoas comuns são números.

O não-Acordo, ou hard Brexit, vai com certeza causar empecilhos no imediato, mas tem a enorme vantagem de impedir o regresso dos velhos fantasmas da guerrilha urbana.

quinta-feira, 21 de março de 2019

A BEM OU A MAL


Theresa May aceitou as novas datas propostas por Bruxelas para o Brexit.

Se o Acordo for aprovado numa terceira votação, o Reino Unido pode sair a 22 de Maio (embora a França preferisse 7 de Maio).

Se for novamente chumbado, 12 de Abril é a data limite.

O tuíte de Tusk é claro. Clique.

MACRON & BREXIT


O Presidente francês estaria disposto a aprovar uma extensão do Brexit até 22 de Maio. Uma data posterior contará com o veto da França. Macron foi claro: Estamos prontos para uma saída sem acordo.

Entretanto, Donald Tusk já esteve hoje reunido com Theresa May. E voltou a insistir na aprovação do acordo.

Clique no tuíte de Tusk.