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sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

NÚMEROS FINAIS


Resultados oficiais das eleições britânicas.
Clique na imagem do Guardian.

OFICIAL E SIMBÓLICO


O círculo de Blyth Valley, em Northumberland, bastião do Labour desde a sua criação em 1950 (maiorias trabalhistas inequívocas), foi hoje ganho pelos tories. O conservador Ian Levy já foi eleito.

lique na imagem do Guardian.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

A VIDA COMO ELA É


A sondagem à boca das urnas dá maioria absoluta aos tories. Não espanta. A única surpresa é a dimensão da vitória de Boris Johnson face ao trambolhão dos trabalhistas.

Clique na imagem da Sky News,

REINO UNIDO A VOTOS


Os britânicos começaram a votar às 8 da manhã e vão poder fazê-lo até às 10 da noite, hora em que serão divulgadas as sondagens efectuadas à boca das urnas.

Na imagem, vemos Boris Johnson a sair a assembleia de voto do Methodist Central Hall, em Londres.

Clique na imagem do Guardian.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

SAÚDE NO REINO UNIDO

Foi ontem divulgado mais um relatório sobre o caos do National Health Service britânico.

Então é assim: entre Novembro de 2018 e Outubro de 2019 registaram-se 4,3 milhões de incidentes de segurança. Número exacto: 4.356.227 pacientes afectados, sobretudo com medicação inadequada, infecções generalizadas, cuidados incorrectos, crianças deitadas no chão por falta de camas, etc. Nove em cada dez directores de serviço queixam-se de falta de condições. Isto acontece no reino de Sua Majestade.

As eleições estão à porta e, lá como cá, a saúde rende.

O caos britânico não nos serve de consolação. Lembrar apenas, a quem não reparou ainda, que a “disfunção” do nosso Serviço Nacional de Saúde não começou ontem. Dura há cerca de vinte anos, embora os media falam dela como se antes de Centeno fosse tudo um mar de rosas. Nunca foi. As urgências continuam a dar resposta eficiente aos grandes sinistrados, mas o resto tem dias, varia consoante a unidade hospitalar e o perfil do paciente, etc. Sempre assim foi e será. O que mudou foi a vozearia dos profissionais e o agitprop militante.

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

NATO


Embora o 70.º aniversário tenha sido no passado 4 de Abril, data assinalada em Washington com um jantar dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos países membros, a cimeira da organização que hoje começou em Londres está a ser vista como a verdadeira festa de aniversário, na medida em que são os próprios chefes de Estado (ou de Governo, como António Costa e Ângela Merkel, entre outros) que estão na capital britânica, e vão jantar com a rainha esta noite em Buckingham Palace.

A imagem mostra Macron a falar e Trump a seguir a charla por intermédio de um tradutor.

Estará o Presidente francês a explicar o que entende por «morte cerebral da NATO...»? O tédio do Presidente americano é ululante.

Clique na imagem do Guardian.

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

CONTRA CORBYN


Um grupo de 24 personalidades da vida cultural britânica fez publicar no Guardian uma carta na qual declara não poder votar no Labour porque isso significaria apoiar o anti-semitismo de Corbyn.

Entre os signatários, na sua maioria votantes tradicionais do Labour, estão os historiadores Antony Beevor, Tom Holland e Dan Jones, os escritores John Le Carré, Fay Weldon, William Boyd e Frederick Forsyth, o empresário Jimmy Wales, fundador da Wikipedia, os actores Joanna Lumley, Simon Callow e Tom Holland, o activista Fiyaz Mughal, fundador do grupo Tell Mama (Measuring Anti-Muslim Attacks), o consultor internacional Ghanem Nuseibeh, presidente da associação britânica dos muçulmanos que lutam contra o anti-semitismo, o radialista Maajid Nawaz, o realizador Dan Snow, autor dos principais programas de História da BBC, e o jornalista-cineasta Oz Katerji.

Primeiro e último parágrafos da carta:

«The coming election is momentous for every voter, but for British Jews it contains a particular anguish: the prospect of a prime minister steeped in association with antisemitism. Under Jeremy Corbyn’s leadership, Labour has come under formal investigation by the EHRC for institutional racism against Jews. Two Jewish MPs have been bullied out of the party. Mr Corbyn has a long record of embracing antisemites as comrades. [...]

Opposition to racism cannot include surrender in the fight against antisemitism. Yet that is what it would mean to back Labour and endorse Mr Corbyn for Downing Street. The path to a more tolerant society must encompass Britain’s Jews with unwavering solidarity. We endorse no party. However, we cannot in all conscience urge others to support a political party we ourselves will not. We refuse to vote Labour on 12 December

Imagem: Guardian, jornal apoiante do Labour. Clique.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

NHS VS SNS


Os detractores do Serviço Nacional de Saúde ou, mais latamente, todos os que (nunca tendo ido além de Badajoz) repetem o mantra... só no nosso país, devem ler a crónica de Clara Ferreira Alves publicada na edição de hoje da revista do Expresso48 horas no sistema de saúde inglês.

Resumo: a jornalista partiu um pé ao descer as escadas do metro, em Londres, tendo sido observada num hospital universitário, situado perto de Kings Cross, ao fim de quase seis horas de espera. A indispensável cirurgia, suposta ser imediata, foi remetida para as calendas.

«Como é residente em Portugal, recomendamos que viaje para o seu país para se operar...» — foi o veredicto do NHS.

CFA voltou a Portugal, onde foi tratada.

Clique na imagem do Expresso.

terça-feira, 29 de outubro de 2019

REINO VAI A VOTOS


Como previsto, e por ampla maioria — 438 votos a favor e 20 contra —, Westminster votou favoravelmente a marcação de eleições gerais para o próximo 12 de Dezembro.

Foi rejeitada a data de 9 de Dezembro, preferida do Lib Dem e dos deputados escoceses.

Não foram aprovadas as propostas que permitiam a votação de jovens de 16 e 17 anos.

Também não foram aprovadas as propostas que permitiam a votação de cidadãos da UE residentes no Reino Unido.

Boris ganhou em toda a linha.

Clique na imagem.

BORIS CONSEGUE ELEIÇÕES


As coisas começam a compor-se. Westminster deve aprovar hoje ao fim da tarde a marcação de eleições gerais em Dezembro.

A dúvida agora está em saber se a data escolhida será o dia 9 (uma segunda-feira), como pretende o Lib Dem, ou o dia 12 (uma quinta-feira), como prefere o Governo.

O Labour acabou convencido porque, diz Corbyn, as eleições vão obrigar a que haja Brexit «com acordo». O líder trabalhista diz que o partido travará «a maior batalha de todos os tempos», com vista a mudar radicalmente o Reino Unido. A ver vamos.

Para já, o Financial Times publicou um gráfico com a média das sondagens dos últimos dez meses, onde se vê que o Partido Conservador mantém uma vantagem de 11 pontos sobre o Labour.

Clique na imagem.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

BREXIT FECHADO?


Tudo preparado para 31 de Outubro. A UE percebeu que, com Boris, se não fosse a bem, ia a mal. O tuíte de Jean-Claude Juncker é claro.

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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

PRIORIDADE: SAIR


Westminster reabriu hoje com o tradicional discurso da rainha. Prioridade do Governo de Sua Majestade: tirar o Reino Unido da UE até ao próximo 31 de Outubro, de preferência com um acordo de comércio livre.

Serão estabelecidas novas regras para aceitar imigrantes. O reino agradece a todos os que para lá foram, e podem continuar, mas doravante haverá leis para acabar com a livre circulação, que ficará restrita à imigração altamente qualificada, com rendimento anual sujeito a plafond mínimo.

Outros tópicos: combate à violência doméstica, alterações à lei penal, novo enquadramento fiscal, melhoramento do NHS (o serviço nacional de saúde), novas leis ambientais, novos regimes de pesca e agricultura, apoio à habitação, etc.

O Governo já enviou aos media o texto completo do discurso da rainha e um dossier de 130 páginas relativo às leis a aprovadas.

Clique na imagem do Guardian.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

GOLPE CONSTITUCIONAL


A decisão do Supremo Tribunal de Londres de considerar nula e de nenhum efeito a suspensão de Westminster até ao próximo 14 de Outubro, decretada pelo primeiro-ministro britânico, abre um precedente gravíssimo e uma crise constitucional de consequências imprevisíveis.

Não gostar de Boris Johnson é uma coisa. Perverter o equilíbrio de poderes (e uma tradição de séculos), outra. Se não gostam de Boris, ponham o povo a votar. Em democracia estes diferendos resolvem-se com eleições.

As repúblicas de juízes nunca deram bom resultado.

Clique na imagem,

É O MERCADO, PÁ


O colapso da Thomas Cook é um caso de polícia. Os administradores continuaram a auferir salários exorbitantes, não obstante a situação da empresa. Ontem foi o dia em que 21 mil trabalhadores (espalhados por dezasseis países) ficaram sem emprego, e 600 mil turistas retidos nos destinos de férias, sem regresso a casa garantido, obrigados a abandonar os hotéis se não pagassem a continuação da hospedagem. Por não terem condições de pagar segunda vez o que era suposto estar liquidado, muitos turistas foram simplesmente despejados.

Andrea Leadsom, Secretary of State de Negócios, Energia e Estratégia Industrial, foi clara: Os contribuintes não têm de pagar o resgate da Thomas Cook. Passos Coelho deixou implodir o BES e depois pôs-nos a todos a pagar a “resolução” inventada pelo governador do BdP.

Fretando aviões, o departamento britânico de aviação civil está a tentar levar de volta ao Reino Unido os cidadãos britânicos ali residentes.

Ontem já saiu do Algarve um avião fretado com 170 pessoas a bordo. Mais dia menos dia, os repatriados recebem a factura do vôo (não há repatriamentos de borla). Até ao momento foram repatriadas 14.700 pessoas, desembarcadas em Manchester, embora a maioria seja residente em Londres.

Para hoje estão previstos 74 vôos (ilhas Baleares, Canárias, etc.), mas as partidas estão atrasadas, em média, oito horas.

Como era de esperar, as companhias aéreas que operam nos locais mais afectados pela falência de Thomas Cook triplicaram, desde ontem, o preço das suas tarifas. Já hoje, no espaço de uma hora, a Jet2 fez aumentos de 30%.

Clique na imagem.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

A GALINHA E O BREXIT


Em três votações consecutivas, o projecto-lei de Hilary Benn (ministro-sombra do Labour), destinado a prorrogar o Brexit até 31 de Janeiro e, desse modo, impedir um Brexit sem acordo, foi aprovado por 329 votos contra 301. Já de madrugada, os Lordes aprovaram a decisão dos Comuns. Falta o agreement da rainha.

Boris Johnson quer convocar eleições antecipadas para 15 de Outubro, mas essa pretensão também foi chumbada.

Corbyn, o chefe da Oposição que andou meses a pedir eleições, agora não as quer. Sabe que as perderia, porque nenhum eleitor sensato o quer ver no n.º 10 de Downing Street.

Como é que um partido como o Labour, que conta seis primeiros-ministros no seu historial, chega ao estado a que chegou pelas mãos deste indivíduo anti-semita?

É claro que o folhetim não termina aqui. A ver vamos os próximos episódios.

Clique nas imagens do Sun e do Daily Mail.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

HARD BREXIT

Por 328 votos contra 301, a Câmara dos Comuns aprovou ontem a moção que permite a votação, hoje, de uma lei que prorrogue o Brexit até 31 de Janeiro. O adiamento visa impedir um Brexit sem acordo.

Os 21 tories que votaram contra o Governo foram, ontem mesmo, expulsos do Partido.

Hoje, portanto, ocorre a votação da denominada Lei Benn. Se, como se prevê, o diploma de Mr Benn (ministro-sombra do Labour) for aprovado, Boris Johnson convoca eleições antecipadas para 15 de Outubro.

São más notícias para Corbyn, o líder do Labour, porque, aconteça o que acontecer, ele sabe que ninguém o colocará no n.º 10 de Downing Street.

A convocação de eleições antecipadas exige o voto de dois terços dos deputados, mas o primeiro-ministro não é obrigado a seguir a decisão de Westminster.

domingo, 1 de setembro de 2019

BREXIT EM MARCHA


Os cidadãos do Reino Unido têm ao seu dispor, desde ontem à noite, o Get Ready, um site com toda a informação disponível sobre o Brexit.

Além de legislação actualizada, contém um extenso inventário de conselhos práticos.

Alguns exemplos:

— Necessidade de renovar o passaporte.
— Como levar o carro para o estrangeiro, após obtida documentação própria e carta de condução internacional.
— Obrigatoriedade de colar no pára-choques traseiro um “selo grande” com indicação GB (mesmo as viaturas cuja matrícula tenha essa indicação).
— Novos passaportes e exames de sangue para animais de estimação.
— Os cidadãos da UE que vivem no Reino Unido têm de registar-se, de preferência antes de 31 de Outubro.
— Os estudantes oriundos de países da UE são avisados ​​da possível caducidade das suas colocações Erasmus nas universidades britânicas.
— Caducidade das tarifas de roaming nos telemóveis.

Clique nas imagens: ao alto, outdoor nas ruas; em baixo, home do site.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

DONE


No conselho privado de Balmoral, Sua Majestade aprovou a suspensão de Westminster até 14 de Outubro, conforme solicitação do primeiro-ministro.

A suspensão do Parlamento determina a queda imediata de toda a legislação pendente.

Clique na imagem.

WESTMINSTER SUSPENSO


Boris Johnson vai hoje de manhã a Balmoral pedir à rainha a suspensão do Parlamento até 14 de Outubro, data em que a soberana fará o habitual discurso de abertura do ano parlamentar.

A suspensão do Parlamento é um privilégio real, mas o pedido do primeiro-ministro é um pro forma, uma vez que Sua Majestade não interfere nas decisões do Governo.

Clique na imagem do Guardian.

quinta-feira, 25 de julho de 2019

CARNIFICINA


Uma vez empossado primeiro-ministro e primeiro lorde do Tesouro, Boris Johnson não perdeu tempo. Fez a maior remodelação ministerial de que há memória no Reino Unido, garantindo que a 31 de Outubro haverá Brexit sem ses e sem mas. Está tudo preparado: sistema bancário, serviço de saúde e stocks farmacêuticos, portos e aeroportos, distribuição alimentar, indústria, agricultura, etc. Quanto ao famigerado backstop na Irlanda do Norte, foi claro: «Esqueçam. A atribuição de culpas acaba aqui.» Temos homem!

Michael Gove é o novo vice PM. Para ministro dos Negócios Estrangeiros foi Dominic Raab. As Finanças ficam com Sajid Javid. Nos assuntos do Brexit continua Stephen Barclay. O novo chief whip (o todo poderoso líder parlamentar que tem assento no conselho de ministros) é Mark Spencer. E assim sucessivamente. São dezassete brexiteers da linha dura. A cereja em cima do bolo foi a nomeação de Dominic Cummings para primeiro-conselheiro.

Aguardar para ver. Clique na imagem.