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domingo, 24 de novembro de 2019

FUI ELEITA SOZINHA

Foi assim que a deputada Joacine Katar-Moreira, que não quer ser marionete dos que não conseguem ser eleitos, reagiu à polémica que a opõe ao Grupo de Contacto (a Direcção do partido). Discurso directo: «Fui eu que ganhei as eleições, sozinha, e a direcção quer ensinar-me a ser política. O apoio que tive ao longo da campanha só chegou de quem não era do partido

O desacerto de posições não é recente, mas ganhou visibilidade com a abstenção de Joacine face ao voto apresentado anteontem pelo PCP, condenando aquilo que o partido considera serem os crimes cometidos por Israel contra o povo palestiniano e o reconhecimento por Trump da legitimidade dos colonatos israelitas...

Tendo cometido a heresia de pensar pela sua cabeça, Joacine descobriu da pior maneira que o voto de consciência não consta do catecismo do LIVRE.

Mas o lado mais deprimente do imbróglio é a troca de comunicados entre a deputada e o Grupo de Contacto: pediu instruções / não pediu instruções / devia ter pedido apoio específico / etc. Apoio específico? A sério?

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

FOIE GRAS OUT

Se gosta de foie gras e vai a Nova Iorque já sabe que não o encontrará em nenhum restaurante. Depois de Los Angeles (e de outras cidades da Califórnia), foi a vez de Nova Iorque proibir o foie gras.

Londres prepara-se para fazer o mesmo com o foie gras importado. A produção britânica está há muito interdita. Mas a Conservative Animal Welfare Foundation quer proibir a importação.

domingo, 3 de novembro de 2019

WEB SUMMIT 2019

A Web Summit só começa amanhã mas hoje já foi um domingo diferente em Lisboa.

Repito o que escrevi em anos anteriores: faz-me confusão que uma autarquia de Esquerda patrocine um evento de natureza neo-liberal. Dito de outro modo: um evento formatado ao arrepio de preocupações de solidariedade social.

Estão inscritas 71 mil pessoas? Os hotéis subiram as tarifas e, mesmo assim, vão ter taxas de ocupação superiores a noventa por cento? Os ingressos para o Altice Arena esgotaram anteontem? Os melhores restaurantes de Lisboa a Cascais têm as reservas fechadas há vários dias? E daí?

Hordas de millennials tudo farão para não perder as intervenções de Edward Snowden (vídeo-conferência, presumo), Margrethe Vestager, Brad Smith, Kete Brandt, Guo Ping (sim, o chairman da Huawei), Katherine Maher, Michel Barnier, Melanie Perkins, Eric Cantona (e por que não Ronaldo?), Gillian Tans, Toby Blair (esse, o beato), Werner Vogels e outros. Um elenco de peso, sim senhor.

O sponsor é que está errado. Em vez da CML devia ser a Iniciativa Liberal.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

O ABSURDO ULULANTE


Justin Trudeau, primeiro-ministro do Canadá, tinha 29 anos em Março de 2001 (o pai exercia o cargo de primeiro-ministro pela segunda vez). Naquele distante 2001, Justin compareceu a um baile de gala organizado pela West Point Grey Academy, de Vancouver, a universidade privada onde leccionava. Tendo como tema as Noites Árabes, Justin mascarou-se de Aladino para o baile: turbante e túnica, não se esquecendo de pintar o rosto, o pescoço e as mãos de castanho-chocolate.

A foto, que consta no anuário de 2001 da West Point Grey Academy, foi agora divulgada ao vasto mundo pela revista Time.

Em nome da insânia que varre o Ocidente, Justin viu-se obrigado a pedir desculpas públicas: «Eu não o devia ter feito. Devia saber que era uma manifestação de racismo. Sinto e lamento profundamente. Na época não era uma atitude racista, mas agora percebemos que sim.» Que disparate!

Não foi o primeiro. Vários políticos americanos (como o governador da Virgínia e a governadora do Alabama) também se retrataram por, na juventude, terem-se mascarado de negros.

Quando tinha 8 anos, oito, também me mascarei de índio, tal como outros se mascaram de Luís XIV ou de Cleópatra. Pedir desculpas por uma brincadeira? Anda tudo doido? Ou estão com saudades do totalitarismo?

Clique na imagem.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

AMAZÓNIA

Todos os dias as televisões repetem que Bolsonaro enviou 44 mil militares para combater os fogos da Amazónia. Mas a Amazónia tem condições logísticas para que 44 mil militares actuem no combate ao fogo? Quarenta e quatro mil militares é um pequeno exército.

Aliás, o que leio na imprensa brasileira, é que o Governo brasileiro decidiu «mobilizar militares para combater o fogo [...] mas não está claro como as Forças Armadas serão utilizadas e se o seu papel será eficaz

Convinha não confundir os verbos mobilizar e enviar.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

NONSENSE


O Brexit serve de desculpa para tudo. Agora é o anunciado cancelamento de vôos da TAP para o London City, o aeroporto da realeza, dos banqueiros, dos homens de negócios, dos políticos de Bruxelas e dos muito ricos com avião privado.

A TAP continuará a voar para os aeroportos de Heathrow e Gatwick, mas, para London City, que fica a 11 quilómetros do centro da cidade, não. Pouca procura, alega a companhia. É evidente. Até os nossos homens de negócios se retraem com as tarifas praticadas para aquele destino.

Em contrapartida, a partir de 2020 haverá ponte aérea Lisboa-Madrid e Porto-Madrid.

Clique na imagem do Público.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

QUEBRAR O TABU


O imbróglio da Ota, no primeiro Governo Sócrates, deixou o PS refém da esquizofrenia direitista do novo aeroporto de Lisboa. Alcochete, que era uma boa solução, a meu ver melhor do que a Ota, ficou pelo caminho por causa da crise da dívida.

Mas não podemos estar eternamente amarrados ao tabu.

Inaugurado em 1940, o aeroporto da Portela não dá resposta adequada a 30 milhões de passageiros e 214 mil movimentos por ano (números de 2018). Desde 1961 que os sucessivos governos, do Estado Novo e da II República, estudam uma alternativa à Portela. Repito: desde 1961.

Regressei ontem a Lisboa depois de cinco dias em Madrid. A partida de Barajas fez-se com 70 minutos (01:10) de atraso. Até aqui, problema da TAP. Mas nada justifica que o avião, por congestionamento de tráfego aéreo na aproximação a Lisboa, tendo tido que dar voltas sobre a península de Setúbal durante 20 minutos. Aqui o problema já é do aeroporto.

E ao atraso temos de acrescentar as inenarráveis condições do desembarque, com mais de 150 passageiros compactados numa carrinha que levou 10 minutos a percorrer (a uma velocidade inqualificável, perigosa para os passageiros que viajavam de pé) o trajecto, cheio de curvas, entre Figo Maduro e o local onde nos despejaram.

Não havia mangas disponíveis? Errado. Havia várias. Para agravar a situação, o aeroporto não dispõe de passadeiras rolantes, obrigando quem chega a percorrer a pé, cerca de meia hora, fazendo gincana entre os utentes das lojas e manjedouras.

Venha o Montijo, e depressa.

Imagem: maquete do futuro (2021 ou 22) aeroporto do Montijo. Clique.

domingo, 4 de agosto de 2019

NONSENSE


A pretexto da sua saída da Câmara de Lisboa, o arquitecto Manuel Salgado deu uma entrevista de oito páginas ao Expresso. A partir do link de outro jornal, centrado numa única afirmação, as redes sociais entraram em polvorosa.

O argumento de Salgado deixou-me estupefacto. Não faz sentido argumentar com a volumetria do novo Hospital da CUF.

O edifício Pedro Álvares Cabral, de João Simões Antunes, que abriga hoje a Fundação Oriente, bem como a correnteza dos antigos armazéns frigoríficos do bacalhau (obras de 1939), têm a mesma volumetria. Se há parede contra o rio, ela existe há 80 anos. O novo hospital é só mais um.

Foi um erro construir um hospital ali, numa zona de estrangulamento rodoviário. Já o escrevi há um ano. Mas o erro tem que ver com a natureza do uso intensivo do futuro hospital. A volumetria não belisca o local. Argumentar com a privação de “vistas” a partir do Miradouro das Necessidades é puro nonsense. No auge da polémica fui de propósito ao miradouro e pude ver tudo o que há para ver, rio incluído.

Aliás, nos terrenos que vão dos barracões do LxFactory até à Avenida da Índia, uma área de 4,3 hectares, começou (ou está para começar) a construção de onze edifícios de sete e oito pisos acima do solo, destinados a escritórios, comércio e habitação. A obra, que vai mudar a face de Alcântara, é do arquitecto Frederico Valsassina.

Em doze anos, Salgado mudou a imagem de Lisboa. A cidade degradada e suja dos anos 1990 está hoje muito melhor. Tomou decisões menos felizes? Claro que sim. Mas o saldo é largamente positivo. O arrependimento pela volumetria do hospital é um acto falhado. O erro está em ter um hospital ali. O resto são frioleiras.

Clique na imagem do Expresso.

sábado, 3 de agosto de 2019

ALARMISMO


O agitprop alarmista em torno da provável greve dos motoristas de matérias perigosas (a pretexto dos salários de 2022), com início previsto para o próximo dia 12, é uma manobra infame.

É uma mentira grosseira dizer que há postos sem combustíveis. Num posto onde estive, o responsável explicou: «Assim que o nosso depósito chega a 30%, pedimos imediatamente reforço. Se fizermos o pedido até às quatro da tarde, o reforço é feito no próprio dia

Portanto não vale a pena inventar histórias de famílias munidas de jerrycans (como disse uma mulher na televisão) e de postos a zero.

Clique na imagem da RTP.

quarta-feira, 31 de julho de 2019

PADEIRO VS MANICURE

Noto que a defesa de género, da sua dignidade, não entrou no folhetim das golas. E devia. Porque mete um alegado padeiro.

Explico: se em vez de um padeiro fosse uma manicure, as manchetes e o comentariado universal fariam pontaria a ligações de natureza passional. Como é que a gaja lá chegou...? É fácil adivinhar os adjectivos se fosse uma mulher a saltar das profissões proletárias para um gabinete ministerial...

Mas como é homem, a possibilidade não se lhes colocou.

Isto não tem importância nenhuma. Prova apenas o óbvio.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

O CARTOON DE MFB

O artigo que Maria de Fátima Bonifácio publicou anteontem no Público é execrável. Ponto. Sobre isso estamos conversados.

A indignação nacional vazada nas redes sociais — e o editorial de Manuel Carvalho, director do jornal — dão a medida da heresia.

Mas verifico com espanto que o direito à liberdade de expressão irrestrita deixou de estar em pauta. Vamos ver porquê.

Lembram-se da polémica internacional provocada pela publicação, a 30 de Setembro de 2005, de doze caricaturas de Maomé no jornal dinamarquês Jyllands-Posten? O jornal reivindicava o direito a «desafiar, blasfemar e humilhar o Islão...».

Em Janeiro de 2006, tablóides noruegueses, suíços, franceses, espanhóis, italianos, húngaros e polacos solidarizaram-se com o jornal dinamarquês, publicando alguns desses cartoons. Em Fevereiro, o Die Welt, o El País e o Monde, três jornais de referência, aderiram discretamente à cruzada. Em Portugal, pelo menos dois jornais, o Público e o Expresso, fizeram o mesmo, demarcando-se ambos, em editorial, da afronta anti-Islão. Em França, o proprietário do France Soir despediu o editor do jornal. O mundo de língua inglesa ignorou o assunto.

Por que razão o Jyllands-Posten publicou os doze cartoons? Porque um dinamarquês de nome Kaare Bluitgen, conhecido pela sua islamofobia, escreveu um livro sobre a vida de Maomé, destinado às crianças e juventude, onde apresenta o profeta como pedófilo e criminoso de guerra. Nenhum desenhador quis ilustrar a obra e Bluitgen queixou-se do facto. Vai daí, o Jyllands-Posten, jornal popular de grande circulação, deu eco às queixas, convidando 40 caricaturistas a fazer cartoons de Maomé. Doze aceitaram. Deu no que deu.

A tranquibérnia durou mais de um ano: crise diplomática entre a Dinamarca e o mundo árabe (reunião da Liga e da Conferência Islâmica, embaixadores retirados de Copenhaga), embaixada da Dinamarca em Beirute destruída, embaixadas da Dinamarca e da Noruega vandalizadas e incendiadas em Damasco, ataques a igrejas católicas, atentados contra diplomatas, etc., saldou-se em mais de duzentos mortos. Ao pé disso, os ataques ao Charlie Hebdo, em 2011 e 2015, embora letais, não levaram tão longe a discussão da liberdade de expressão irrestrita.

Com os blogues no auge em Setembro de 2005, as discussões foram homéricas. Nove em cada dez bloggers defendiam a tese da liberdade de expressão irrestrita. Fui dos poucos a contrariar a tese, o que me valeu insultos, mal-entendidos e cortes de relações. Continuo a pensar como pensava.

Na época, dei como exemplo: «Se, por hipótese, em vez do livro sobre Maomé, o sr. Bluitgen tivesse publicado uma versão do Kama Sutra em que a figura da rainha da Dinamarca fosse o móbil, o coro solidário atingia estas proporções?» O post é de 4 de Fevereiro de 2006, e pode ser lido no meu livro de crónicas Intriga em Família, de 2007.

Dito de outro modo: há causas boas e más. Ainda bem. O argumento da liberdade de expressão irrestrita é que se mantém maleável em matéria de pesos e medidas.

quarta-feira, 26 de junho de 2019

A BOLHA


Como é que isto é possível se, em Portugal, a Lei proíbe pagamentos em dinheiro a partir de três mil euros ou, sem sinalizar a origem do dinheiro, depósitos a partir de cinco mil?

Clique na imagem do Público.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

MAIS DO MESMO

O CDS não aprendeu nada. Como é que um homem inteligente como Adolfo Mesquita Nunes insiste no discurso que levou à humilhação eleitoral do CDS?

O país não quer saber do guião catastrofista (incêndios) nem do assassínio de carácter do primeiro-ministro. O povo de Direita quer perceber com que alternativas pode contar. Não quer saber de melodramas de faca e alguidar.

Como é que um partido que ainda há um mês estava disposto a hipotecar as contas públicas ao fundamentalismo corporativo da Fenprof, tem autoridade para criticar uma eventual melhoria salarial dos funcionários do Estado, ou seja, de médicos, enfermeiros, professores, polícias, militares, diplomatas, magistrados, investigadores, trabalhadores do regime geral, etc.? Como?

sexta-feira, 7 de junho de 2019

O QUE MAIS IRÁ SABER-SE?


Criada em 2017, no Porto, por José Oliveira e Castro, o cérebro da operação stop nas autoestradas entretanto demitido.

Notícia e imagem do Jornal Económico, Clique. 

quinta-feira, 6 de junho de 2019

5 STELLE BEIRÃO


Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, cidadão que nas eleições presidenciais de 2016 obteve 152.094 votos, fundou um partido político, o RIR [Reagir, Incluir, Reciclar].

As formalidades foram cumpridas e o Tribunal Constitucional validou «as subscrições de 7.613 cidadãos eleitores», das 10.688 apresentadas. Como toda a gente sabe, em Portugal, um partido político legaliza-se a partir de 7.500 assinaturas validadas.

Acho extraordinário que se possa fundar um partido político com 7.500 assinaturas. Tudo o que seja menos de 1% da população maior de 18 anos (e estou a ser benevolente) é ridículo. Um partido político não é uma agremiação de bairro.

Clique na imagem.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

ESCLARECIDO


Para quem tinha dúvidas: foi  José Oliveira e Castro, Chefe das Finanças do Porto, quem ordenou (em segredo) os raides do Fisco e da GNR efectuados anteontem em Alfena, Santo Tirso, Trofa e Valongo. 

Clique na imagem do Jornal de Notícias.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

A MANOBRA


O Governo já teve tempo de revogar (ou alterar) a Lei em vigor. Sem ela, a manobra, da responsabilidade do director da Autoridade Tributária do Porto, não teria sido possível.

Clique na imagem do Público.

QUEM AUTORIZOU?

Os raides a condutores, para cobrança coerciva de dívidas ao Fisco, efectuados com a colaboração da GNR à saída de autoestradas em quatro localidades do Grande Porto (Alfena, Santo Tirso, Trofa e Valongo), não foram decididos pelos serviços centrais da Autoridade Tributária. Ponto.

Quem autorizou? Já sabemos que a total autonomia das repartições de Finanças permite tudo. Mas esta operação tem outra escala. Visa mais longe.

Surpreendido, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais mandou cancelar a operação que terá incidido sobre 4500 viaturas.

Disse António Mendonça Mendes: «Esta situação não volta a ser repetida. Estamos a fazer um inquérito para determinar o enquadramento da operação e tirar todas as consequências que forem necessárias. Não apenas foi dada a ordem de cancelamento imediato assim que tive conhecimento desta operação que estava em curso, como foi dada ordem de cancelamento de qualquer operação desta natureza para cobrar dívidas

A partir do aparelho de Estado há muitas formas de boicotar a acção do Governo. Faltam 4 meses para as eleições Legislativas e o que não falta são apparatchiks com muita imaginação. À Direita e à Esquerda há muita gente incomodada com os resultados nacionais obtidos pelo PS nas eleições Europeias. Convinha averiguar.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

BLACKOUT TOTAL?

A Google e uma série de fabricantes de chips (a Intel, a Qualcomm, a Xilinx, a Broadcom) decidiram romper a parceria com a Huawei.

Estamos a falar de uma parceria que inclui acesso às versões actualizadas do sistema Android, bem como à transferência de hardware e software necessários aos telemóveis da marca chinesa. Os alemães da Infineon preparam-se para fazer o mesmo após o período de suspensão em curso.

Em termos práticos, a consequência mais drástica significa interdição à recepção de correio do @gmail através do telemóvel. Mas há outras, menos radicais.

Isto vai acabar mal.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

AINDA BERARDO


Facto: soube-se agora que Berardo alterou os estatutos da Associação Colecção Berardo através de uma assembleia-geral que restringiu o controlo e poder decisório dos outros accionistas. Dito de outro modo: quem manda é ele. Ponto.

Adedota: a referida assembleia-geral foi realizada (em 2013) à revelia dos credores CGD, Millennium-BCP e Novo Banco. E durante seis anos ninguém deu por nada? Tão distraídos que eles andam.

As assembleias-gerais são públicas. Os bancos têm departamentos jurídicos. A Associação Colecção Berardo é parceira do Estado, depositário do respectivo acervo, avaliado em cerca de 350 milhões de euros. Andam a brincar com o pagode. Exactamente, quem?

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