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segunda-feira, 8 de abril de 2019

OMERTÀ, IGNORÂNCIA OU ESTUPIDEZ?


Sabem o que penso das frioleiras do familygate, mas recordo a reportagem suculenta para que remete esta capa de 7 de Fevereiro de 1992 do jornal de Paulo Portas.

Resumindo muito: onze mulheres de ministros e secretários de Estado no governo de Cavaco. Umas como chefes de gabinete, outras como adjuntas, outras como assessoras, e por aí fora.

Entre muitas, as mulheres de Marques Mendes, Fernando Nogueira, Dias Loureiro, Arlindo Cunha, Paulo Teixeira Pinto, Luís Filipe Menezes e Álvaro Amaro.

Mas também irmãos ministros, casos de Leonor e Miguel Beleza (o ministro das Finanças entrou no dia em que a irmã saiu). E pais de ministros em cargos de topo do Estado, mas vamos dar de barato que os papás já estavam nesses lugares.

E com tanta ficha arquivada, tanto notebook, tanto livro de memórias publicado, Cavaco esqueceu-se disto?

Os jornalistas que agora têm 45 anos, tinham 18 à data dos factos. Mas não investigam? Vão atrás do bruaá das redes sociais? Ou têm o rabo preso à omertà...?

Clique na imagem.

segunda-feira, 4 de março de 2019

FOLHETIM PEDRÓGÃO GRANDE

Numa entrevista hoje publicada no Diário de Notícias, Valdemar Alves, presidente da Câmara de Pedrógão Grande, diz estar convencido de ter feito «tudo bem dentro da lei». Não é uma certeza, é um convencimento. Diz mais: «Tenho a consciência tranquila, não fiquei com um cêntimo de ninguém.» Não terá ficado, mas não é isso que está em causa. Também não percebe a razão pela qual foi constituído arguido.

Sucessivas reportagens de Ana Leal, na TVI, têm ilustrado o desnorte do autarca e o modus operandi da sua camarilha. Mas não só. A Cruz Vermelha Portuguesa não sai ilesa do retrato.

Afinal, quem responde pela incúria? Por que razão continuam por distribuir os 360 mil euros de donativos (em dinheiro depositado no BPI) de particulares?

Por que razão continuam armazenados e a degradar-se os bens que deviam ter sido distribuídos há 20 meses?

As reportagens da TVI são eloquentes. Foram reconstruídas cerca de 150 casas, mas nem todas eram de primeira habitação, como a lei prescreve, tendo algumas sido construídas em lugares onde, antes dos incêndios, repito, ANTES dos incêndios, só existiam ruínas.

No passado 28 de Fevereiro, Ana Leal entrevistou Francisco George, antigo director-geral da Saúde e actual presidente da Cruz Vermelha Portuguesa. Balbúrdia total, com o entrevistado a pôr um fim violento aos ‘esclarecimentos’. Ficámos sem saber quem tinha mandado demolir, e porquê, uma habitação em fase de reconstrução. Lembrar que estão por reconstruir cerca de 30 primeiras habitações.

Face a toda esta trapalhada, causa perplexidade o facto de Valdemar Alves continuar à frente da autarquia. Também é muito estranho que nenhum media ‘de referência’ tenha entrevistado Francisco George. Um alto funcionário (como é o presidente da Cruz Vermelha Portuguesa) não pode, como fez George, arrogar-se o direito de falar off the record. Pode recusar entrevistas, claro que sim. Mas, uma vez concedida, o mais que pode é ficar pelo ‘não comento’.

Fui só eu que fiquei admirado com o silêncio dos media à peixeirada de 28 de Fevereiro? Será que o DN, agora que entrevistou Valdemar Alves, tenciona ouvir o que Francisco George não disse na televisão?

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

BRANQUEAR O FASCISMO

Mário Machado, líder do movimento de extrema-direita Nova Ordem Social, esteve hoje no programa de Manuel Luís Goucha, na TVI. Mote: Precisamos de um novo Salazar?

Machado acha que sim. Bruno Caetano, alegado repórter sem carteira profissional de jornalista, autor do formato, também acha. Goucha fez notar que não foi responsável pelo convite.

Numa rápida pesquisa sobre Machado, encontro referências a condenações em 1997 (caso Alcindo Monteiro), 2008 e 2010. Goucha passou ao lado.

Se, como diz Goucha, temos de ouvir todas as partes, convém fazer primeiro o trabalho de casa. E confrontar o entrevistado com eventuais contradições. Neste caso foram várias.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

ERDOGAN & KHASHOGGI

Hoje mesmo, dia em que começou a cimeira económica de Riade (versão superlativa do Forum de Davos), Erdogan foi ao Parlamento turco falar sobre o assassinato de Jamal Khashoggi:

«Os serviços de segurança turcos têm provas de que foi um assassinato político premeditado, meticulosamente planeado, executado de forma selvagem. [...] Não duvido da sinceridade do rei Salman. Mas é necessária uma investigação independente, com a participação de vários países. [...] A Turquia e o mundo só ficarão satisfeitos quando os responsáveis superiores e todos os intervenientes directos forem responsabilizados

Não passou despercebida a vénia ao rei saudita. Mohammed bin Salman, o príncipe herdeiro que governa o reino, nunca foi mencionado, mas já toda a gente percebeu que foi ele o cérebro da operação.

É extraordinário ver o Presidente turco tão empenhado no esclarecimento da morte de Khashoggi. Porque, desde a tentativa de golpe de Estado em Julho de 2016, a Turquia mantém presos mais de cem jornalistas (seis foram condenados a prisão perpétua), encerrou jornais, e tem controlo férreo sobre os media e as redes sociais. A explicação de que seria amigo de Khashoggi é curta.

Entretanto, vários países (os Estados Unidos, a França, a Alemanha, a Holanda e o Reino Unido) cancelaram a sua participação na cimeira económica de Riade, uma iniciativa do príncipe Mohammed bin Salman.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

PIRUETAS

Desde 9 de Janeiro, dia em que Francisca Van Dunem defendeu na TSF a eficácia de mandato único para o cargo de Procurador-Geral da República, a Direita entrou em ebulição. A carta que Passos Coelho publicou ontem à noite no Observador faz a síntese do desapontamento de quantos, nos últimos oito meses, fizeram da recondução de Joana Marques Vidal o turning point do Governo.

Marcelo não pode ceder a Costa, repetiram dirigentes nacionais e apparatchik locais do PSD e do CDS, articulistas encartados, comentadores avençados e eurodeputados metediços. Não houve cão nem gato que não defendesse a continuação de Joana Marques Vidal, titular do cargo desde 2012. Marques Mendes, o oráculo do regime, afiançou que o assunto estava arrumado. Sábado passado, o Expresso fez manchete de uma fake new estridente. Nas audiências feitas pela ministra da Justiça aos partidos com representação parlamentar, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa também se manifestaram a favor da recondução de Joana Marques Vidal.

No centro do furacão, o primeiro-ministro escolheu Lucília Gago, comunicou a escolha ao Presidente da República, foi a Angola, veio a Lisboa trocar os jeans Paul Smith pelo fato Huntsman & Sons (Savile Row) e, sem perder a compostura, partiu para a cimeira da UE em Salzburgo.

Mas, quem ler hoje os jornais da manhã, fica com a sensação de que não aconteceu nada.

sábado, 30 de junho de 2018

MADONA & MEDINA


Começa a ser penoso ler jornais portugueses. Nem me refiro ao alinhamento ideológico ou à falta de cultura de 7 em cada 10 jornalistas (estou a ser generoso). Falo de desleixo. Os revisores de texto acabaram. Ponto. Mas sobram as fotografias.

Para ilustrar uma peça sobre Madona, e um hipotético favor de Medina, o Expresso publica uma fotografia da área das Janelas Verdes, assinalando o local onde seriam estacionados os quinze carros da cantora e respectivo staff.

Sucede que o espaço assinalado não existe há pelo menos dois anos. No seu lugar foi construído um edifício de apartamentos, signé Aires Mateus & Valsassina. Nas traseiras fica o jardim do condomínio. À direita fica o acesso ao estacionamento da embaixada do Luxemburgo.

Portanto, para dizer mal do Medina, não é preciso inventar. Aliás, na mesma página, outra fotografia desmente a imagem (muito antiga) do Google Earth.

Clique na imagem.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

VERO?

DIÁRIO DE NOTÍCIAS —  Ex-secretário-geral da NATO Javier Solana barrado na fronteira dos EUA [...] foi obrigado a tomar um avião de volta. — Errado.

Solana não foi barrado na fronteira dos Estados Unidos.
Solana não apanhou nenhum avião de volta.

O que sucedeu foi que o antigo secretário-geral da NATO e alto-Representante europeu de Segurança e Negócios Estrangeiros não obteve visto electrónico para entrar nos Estados Unidos por, no decurso das suas viagens oficiais, ter estado num, ou vários, dos países da lista negra: Irão, Iraque, Síria, Sudão, Líbia e Somália. Sem visto, não saiu de Madrid.

Isto acontece a toda a gente. Ainda recentemente aconteceu com uma jornalista portuguesa muito conhecida.

O computador está programado para emitir (ou recusar) visto em determinadas circunstâncias. O senhor Solana deve fazer o que fazem as pessoas nas suas circunstâncias: vai à embaixada explicar quem é. Ele não esteve para aí virado e não foi. Pode esperar sentado.

sábado, 16 de junho de 2018

ÉTICA, DIZEM ELES

No 11 de Setembro, os media americamos fizeram um pacto: respeito pelas vítimas, familiares e amigos das vítimas; respeito pelos leitores e, portanto, pela profissão de informar. Nenhum jornal publicou fotografias de pedaços de corpos despedaçados ou queimados: mamas abertas ao meio, um braço, uma tíbia, um pé, uma cabeça, troncos separados dos membros inferiores, o horror de gente atirar-se para o vazio antes da derrocada final. E são aos milhares. Uma criteriosa selecção desse acervo de pesadelo consta do álbum de grande formato (31x22cm), cerca de novecentas páginas, e muitos quilos, editado pela Scalo em 2002, com o patrocínio da Volkart Foundation. Um documento para os vindouros: Here is New York. A democracy of photographs.

Vem isto a propósito de quê?

Hoje, a capa do Público ultrapassa todos os limites da decência. Pedrógrão Grande foi uma tragédia, com certeza. Querem fazer dela instrumento político? É simples: fundam um partido e concorrem às eleições. Basta de agitprop à custa de algumas famílias destroçadas.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

IMOBILIÁRIO

Há mais de um ano que os jornais especulam com a bolha imobiliária nacional. Sucede que, fora das páginas especializadas de economia, o imobiliário é um não-assunto. Os jornais publicam anúncios de venda de casas como se fossem notícias. Hoje, no Diário de Notícias, o descaramento é tão gritante que dá que pensar.

A publicidade encapotada não foi inventada ontem. Nem a manipulação do mercado. Mas devia haver mínimos de decência. Este tipo de manchetes e notícias serve exclusivamente os interessas das imobiliárias, em especial das três ou quatro que dominam o mercado. Criando a ilusão dos preços demenciais, julgam predispor a sociedade para o disparate. Não estou a dizer que não se fazem negócios absurdos. Claro que sim. Não faltam novos-ricos parolos e estrangeiros incautos. Mas a regra desmente o agitprop dos media.

sábado, 9 de junho de 2018

DA FAMA

O foguetório mediático é um ersatz medíocre do reconhecimento crítico. Escrevi sobre isto mais de uma vez. Por isso, continua a surpreender-me o número dos meus pares que, já não tendo 18 anos, sofrem com a desatenção dos media. Não vale a pena. Já não valia no tempo em que uma plêiade de jornalistas culturais (Alexandra Lucas Coelho, Ana Marques Gastão, António Mega Ferreira, Clara Ferreira Alves, Fernando Assis Pacheco, Fernando Dacosta, Francisco Belard, Francisco José Viegas, Isabel Coutinho, Luís de Miranda Rocha, Maria Augusta Silva, Tereza Coelho) honrava o métier e, por maioria de razão, agora que o jornalismo cultural foi extinto. Este agora tem 20 anos. A importância do foguetório mediático traduz-se na inconfidência que passo a relatar.

Sendo obrigado, todos os anos, a desfazer-me de livros para os quais não tenho espaço em casa, encaminho-os para instituições de solidariedade social. Um dos critérios de escolha assenta em desfazer-me de obras que os jornais, e alguns intelectuais públicos, em determinada altura, consideraram fundadores de uma nova literatura. Terá sido aí que nasceu o termo incontornável. Encheram-se páginas broadsheet com retratos e loas. Lixo. Nenhum daqueles livros acrescentou nada. E o espaço faz-me falta.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

VERGONHA

Podemos extinguir a PIDE mas a PIDE continua activa no ADN de milhões de portugueses. Hoje, a capa do jornal i é uma vergonha. Era o que faltava não podermos dizer em voz alta o que pensamos.

Muito estranha a concepção de democracia destes jornaleiros.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

ESCREVER DE OUVIDO


Onde é que Luís Miguel Queirós, jornalista cultural do Público, descobriu que a Livraria Sá da Costa, em Lisboa, e a Culsete, em Setúbal, foram «obrigadas a fechar portas»? Ambas continuam abertas, como sabe qualquer peão. Escrever de ouvido é fatal.

sexta-feira, 16 de março de 2018

LAMBDA


Em 2014, quando Moçambique substituiu o Código Penal de 1886 pelo actual, a homossexualidade, a prostituição e o aborto (até à 12.ª semana de gestação) deixaram de ser crime. Isso é História. O que eu não sabia, por uma daquelas distracções sem sentido, era que Moçambique tem uma associação de defesa dos direitos LGBT — a LAMBDA: Associação Moçambicana para a Defesa das Minorias Sexuais —, que publica a revista Cores. Nada disto teria sido possível durante os anos do terror maoísta (1975-1993), mas as coisas mudaram, felizmente para melhor.

Clique na imagem.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

A VIDA COMO ELA É


Isto foi sexta-feira, mas só agora tive acesso à gravação. Miguel Sousa Tavares sem papas na língua no Expresso da Meia Noite, a propósito do famigerado Caso Centeno. Não fica pedra sobre pedra do MP.

Clique no link.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

O GOLPE


O golpe não colou: «Realizado o inquérito, recolhida a prova documental e pessoal necessária ao apuramento dos factos, o MP concluiu pela não verificação do crime de obtenção de vantagem indevida ou qualquer outro, uma vez que as circunstâncias concretas eram suscetíveis de configurar a adequação social e política própria da previsão legal

Alega o MP que não podia ignorar as notícias dos jornais. Portugal está a tornar-se um país perigoso.

A imagem é do Expresso. Clique.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

PRIVACIDADE

Nas democracias, os políticos, eleitos ou nomeados, não gozam do privilégio da privacidade. Isso acabou há cem anos. Tudo é escrutinado, das escolas dos filhos à situação laboral dos empregados domésticos. E, por maioria de razão, a vida conjugal ou para-conjugal. Quem alguma vez viu o programa 60 Minutos conhece as regras. (A compostura dos entrevistadores é outro campeonato.) Podemos achar que beltrana ou fulano são profissionais inquinados, mas para isso há remédio: ficam na rua.

Em 2001, quando Hillary Clinton, finda a presidência do marido, concorreu ao lugar de senadora pelo Estado de Nova Iorque, o casal arranjou casa num subúrbio elegante da cidade. Pois bem, a imprensa de referência (não foram os tablóides) andou semanas a ver à lupa os rendimentos dos Clinton, porque, argumentava o NYT, aquela casa era excessivamente cara para as posses do ex-Presidente e mulher. Teriam tido acesso a crédito por serem quem eram? Como iam pagar? Etc. É aborrecido, eu sei, mas quem corre por gosto não cansa.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

COSTA


O jornal americano Politico fez a lista das 28 personalidades mais influentes da Europa. António Costa está em 9.º lugar. Porque:

«O primeiro-ministro português, um socialista bem-sucedido, está a moldar, agitar e fazer mexer a Europa. Ao contrário de outros socialistas manchados pela associação a tempos difíceis, Costa conseguiu apresentar-se como um campeão da mudança, capaz de mudar a página da austeridade. Ele teve a capacidade extraordinária de conseguir equilibrar as exigências da esquerda para reverter as medidas austeras da recessão com uma mudança cautelosa, que agradou aos investidores estrangeiros e aos parceiros de Portugal na zona euro

Para quem não sabe, o Politico, fundado em 2007, tornou-se a Bíblia do jornalismo político de referência, com influência planetária.

A imagem mostra 12 das 28 personalidades. Clique.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

LILI


Grande mulher. Vem a propósito citar Adília Lopes:

«Eu quero foder foder / achadamente / se esta revolução / não me deixa / foder até morrer / é porque / não é revolução / nenhuma [...]» — in Florbela Espanca Espanca, 1999.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

FOGOS

A situação dos fogos é muito grave, com 27 mortos confirmados até ao momento, cerca de 60 feridos em estado grave, pessoas desaparecidas, aldeias evacuadas, estradas cortadas e centrais da EDP atingidas.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

SÓCRATES NA RTP

Acabo de ver em diferido a entrevista que Vítor Gonçalves fez hoje à noite, na RTP, a José Sócrates. O antigo primeiro-ministro rebateu, ponto por ponto, as perguntas do jornalista. Sabemos que Sócrates é um orador imbatível, mas hoje não se limitou a dar asas à retórica. Pelo contrário, mostrou documentação oficial que contradiz as alegações do MP nos assuntos em pauta. Vítor Gonçalves é suposto ser o melhor entrevistador da RTP, sendo de admitir que fez o trabalho de casa. Então, convinha, para a próxima, que a RTP arranjasse alguém com outra estaleca. Infelizmente, a entrevista terminou com a pergunta abominável: «Como é que o senhor vive, como é que o senhor paga as suas despesas?» Sócrates foi liminar: «Vivo daquilo que é a minha pensão como deputado. Essa pergunta é indigna e não o dignifica.» Assim não vamos lá.