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terça-feira, 14 de maio de 2019

CAMPOLIDE


Ao contrário de Arroios, que deixou cair o projecto, a freguesia de Campolide já tem passadeiras arco-íris. Por enquanto são duas (uma na Rua de Campolide, outra na Travessa Estêvão Pinto), mas vão ser cinco.

Reagindo ao facto, o presidente da Prevenção Rodoviária Portuguesa afirma:

«Pintar as passadeiras com outras cores, mesmo mantendo o branco e colocando as outras cores nos intervalos, é alterar o sinal, o que significa que deixa de ser uma passadeira. Quem ali for atropelado é como se o tivesse sido numa estrada, e os condutores não são obrigados a respeitá-las, não têm de parar para permitir que os peões passem

Reter: «Os condutores não são obrigados a respeitá-las, não têm de parar para permitir que os peões passem.» Estas afirmações de José Miguel Trigoso são muito graves. Na prática, induzem ao atropelamento. O MP anotou? Ou será que já chegámos ao Brunei?

Na imagem, André Couto, o dinâmico presidente da Junta de Freguesia de Campolide. Clique.

quarta-feira, 13 de março de 2019

ATÉ QUANDO?


Em vez de se preocupar com publicidade partidária em períodos de campanha eleitoral, um disparate sem classificação, a Comissão Nacional de Eleições devia sensibilizar as autarquias a removerem do espaço público os outdoors gigantes que abastardam o espaço público.

Em Lisboa, sirvam de exemplo o Marquês de Pombal, o Saldanha, o Campo Pequeno, Entrecampos, a Praça de Espanha e outras áreas nobres da cidade.

Para não ferir nenhuma sensibilidade ideológica, e todas estão representadas em Lisboa (incluindo proto-partidos ainda não legalizados), a imagem reporta a um anúncio comercial, o qual não faz sentido ter aquelas dimensões.

Será que queremos, como gente insuspeita quis em 1974-75, ser iguais à Albânia?

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

PRAÇA DE ESPANHA


No próximo dia 11, de manhã, Fernando Medina apresenta na Fundação Calouste Gulbenkian o projecto vencedor do concurso público internacional para o ora denominado Parque Público da Praça de Espanha.

Aquilo nunca foi bem uma praça. E, nos anos 1990, viu abortada a construção de seis edifícios assinados pela nata da arquitectura mundial no dia em que o Banco de Portugal desistiu de lá instalar uma sede faraónica.

Sucessivas hipóteses de túneis têm estado em cima da mesa. Agora virou parque público. Corresponderá a imagem do convite ao que vão lá fazer? Tremo. Monet não é a minha chávena de chá.

Clique na imagem.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

RELER MILLER


Apesar do gelo que transia o São Luiz, gostei muito de ver Do Alto da Ponte. Austera, a encenação de Jorge Silva Melo — relendo tão bem o Arthur Miller dos fifties — é perfeita. O mesmo se diga do sexteto de actores principais: Américo Silva, Joana Bárcia, André Loubet, Vânia Rodrigues, António Simão e Bruno Vicente. Tema central: sexo e delação num gueto novaiorquino de imigrantes ilegais. Como Silva Melo disse numa entrevista recente, «o realismo de Miller é moral». Vendo a peça (traduzida por Ana Raquel Fernandes e Rui Pina Coelho), percebemos porquê.

A fotografia é de Jorge Gonçalves. Clique na imagem.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

LARGO JOSÉ SARAMAGO


O Campo das Cebolas vai passar a designar-se Largo José Saramago. O PSD e o CDS votaram contra, tendo os sociais-democratas alegado que a decisão configura «um substancial desrespeito à história da cidade». Para quem não sabe, o Campo das Cebolas ocupa toda a área compreendida entre a Rua dos Bacalhoeiros e a Rua Infante Dom Henrique, sendo atravessado pela Rua da Alfândega.

Fernando Medina lembrou que a designação ‘Campo das Cebolas’ nunca esteve registada na toponímia da cidade. No local, encontra-se a Fundação José Saramago, que desde 2012 ocupa a Casa dos Bicos, uma extensão do Museu da Cidade.

Clique na imagem.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

DRAWING ROOM LISBOA


É hoje inaugurado na Sociedade Nacional de Belas Artes o salão de desenho de Lisboa, uma feira de arte internacional onde estão representadas galerias de Portugal, Espanha, França, Alemanha, Grécia, Colômbia e Brasil. As portuguesas são a 111, a mais antiga do país, a Módulo, a Miguel Nabinho, a Monumental, a Presença (Porto), a Graça Brandão, a Fonseca Macedo (Açores), a Arte Periférica, a Pedro Oliveira (Porto) e a Carlos Carvalho. Oportunidade para ver, a partir das 17:00, dezenas de obras de artistas contemporâneos. À margem da Feira vão realizar-se conferências.

Hoje é para convidados, de amanhã a domingo para o público.

Portugueses representados, alguns por galerias estrangeiras:

Adriana Molder (1975), Ana Jotta (1946), Cecilia Costa (1971), Fernando Marques de Oliveira (1947), Joana Fervença (1988), Joana Pimentel (1971), João Felino (1962), João Gomes Gago (1991), Jorge Martins (1940), José Loureiro (1961), Luisa Cunha (1949), Luís Nobre (1971), Manuel San-Payo (1958), Marco Pires (1977), Margarida Lagarto (1954), Maria José Cavaco (1967), Martinho Costa (1977), Miguel Palma (1964), Nuno Gil (1983), Nuno Henrique (1982), Paulo Lisboa (1977), Pedro A.H. Paixão (1971), Pedro Cabrita Reis (1956), Pedro Calhau (1983), Pedro Gomes (1972), Pedro Vaz (1977), Rui Moreira (1971), Susana Gaudêncio (1977), Tiny Domingos (1968) e Vera Mota (1982). Mas também há Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992).

Mónica Álvarez Careaga, Maria do Mar Fazenda, Adelaide Ginga (curadora) e Ivania Gallo são quatro das nove mulheres que fizeram o Drawing Room.

A imagem do convite é de Pedro A.H. Paixão, da 111. Clique.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

PREC TAXISTA


Em protesto contra a legalização das plataformas online de táxis (casos da Uber, Cabify, Taxify e Chaffeur Privé), os taxistas estão a bloquear Lisboa. Desde as 5 da manhã que a Praça dos Restauradores está intransitável. Além dos Restauradores, estão ocupadas, e nalguns casos cortadas ao trânsito, a Avenida da Liberdade, o Marquês de Pombal, a Avenida Fontes Pereira de Melo, o Saldanha e a Avenida da República.

No Porto e em Faro decorrem acções semelhantes.

E depois admiram-se com o extremismo das populações.

Na imagem, interior do Cab londrino (os melhores táxis do mundo) onde circulei na tarde de sábado, 15 de Setembro. Clique

domingo, 2 de setembro de 2018

VERDES ANOS


Estive ontem no primeiro dos três encontros programados para o ciclo dedicado ao bairro de Alvalade: Os Cafés e outras Constelações de Encontro da Avenida de Roma. Falou-se de quando o cinema português era novo. Foi no café-restaurante Vá-Vá, e nem fazia sentido que fosse noutro sítio, pois foi por ali que passaram as gerações que nos anos 1960 e 70 mudaram a paisagem de parte importante da vida cultural portuguesa.

Na imagem, da esquerda para a direita, Aquilino Machado, organizador dos encontros (e respectivos itinerários pedonais), Alfredo Barroso, Isabel Maria Mendes Ferreira, Isabel Ruth e Lauro Antonio. Um belo fim de tarde.

Clique na imagem.

sábado, 1 de setembro de 2018

VANDALISMO


Isto admite-se? Clique nas imagens.

DESCONTINUADO?


Este sinal na esquina da Rua José Carlos dos Santos com a Avenida da República foi descontinuado pela Câmara Municipal de Lisboa?

Clique na imagem.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

LISBOA VANDALIZADA


A criatura está identificada. Até dá entrevistas ao jornal Corvo. Então e a Câmara de Lisboa assobia para o lado? A administração do Metro não limpa os placards? A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária mantém os sinais de trânsito vandalizados? Estão todos com medo de fazer uso da autoridade? Isto vai durar até quando? Até começar a aparecer Geco gravado nas viaturas oficiais? Talvez fosse boa ideia. Acordavam de vez.

Clique na imagem para ler melhor.

sábado, 25 de agosto de 2018

CHIADO


Faz hoje 30 anos e não esqueço o 25 de Agosto de 1988. À época vivia em Cascais, mas trabalhava em Lisboa, onde cheguei por volta das oito da manhã. Para me pôr no Campo Pequeno tive que sair do comboio em Alcântara e apanhar o autocarro do Largo do Calvário que ia sempre a abarrotar com estudantes da Nova. Estupefacção geral. O horror era aquilo, na sua forma mais exacta.

Transcrevo do meu livro de memórias:

Nesse dia fui acordado muito cedo pelo Jorge — O Chiado está a arder. [...] O espectáculo dos Armazéns do Chiado a ruir era indescritível. Aconteceu o mesmo ao Grandella, mas dali não se via. A discoteca Valentim de Carvalho e a Ferrari ficaram reduzidas a carvão. O Martins & Costa, a melhor loja gourmet da cidade, desapareceu do mapa. Havia gente a chorar. [...] Voltei para o ministério com um nó na garganta. À noite, as imagens da RTP estavam longe de transmitir o horror. Durante anos, as pessoas subiam e desciam o Chiado em passadiços de ferro que foram montados na Rua do Carmo e na Rua Garrett. À hora do rush, essas plataformas oscilavam com o peso da multidão. Nos dias de chuva, o Chiado reproduzia o cenário fantasmático de Blade Runner. A reconstrução levou dez anos. Nesse intervalo, uma das poucas razões para voltar ao Chiado era o teatrinho que Mário Viegas dinamizou num anexo do Teatro São Luiz. Nuno Krus Abecasis, o presidente da câmara, convidou Siza Vieira a pôr de pé o novo Chiado, mantendo o desenho das fachadas originais. [...] — Eduardo Pitta, Um Rapaz a Arder, Lisboa: Quetzal, 2013.

Fogo posto, disseram todos: bombeiros, especialistas e polícia. Nunca ninguém pagou pelo crime.

domingo, 19 de agosto de 2018

AINDA LE PEN

Leio por aí que Marine Le Pen não pode ter tratamento diferente do concedido a Yanis Varoufakis, que veio a Lisboa defender os seus pontos de vista. Inteiramente de acordo. Há um porém: que eu saiba, o antigo ministro grego não onerou a fazenda nacional. Veio a convite de uma agremiação política.

O que sucederia com a líder do Rassemblement National era outra coisa. Porquê? Porque a Web Summit é largamente subsidiada pelo Estado português. O senhor Paddy Cosgrave não escolheu Lisboa por gostar de sardinhas. Escolheu Lisboa porque, aqui, gasta um terço do que gastaria em Madrid ou um sexto do que gastaria em Londres. É tão simples como isso.

Os contribuintes portugueses não têm de subsidiar os statements da senhora Le Pen, nem, evidentemente, os de Varoufakis. No dia em que uma instituição privada, ou um conjunto de cidadãos reunidos em crowdfunding, decidir convidar a senhora, o caso muda de figura. Eventos patrocinados com os nossos impostos e as nossas taxas camarárias é que não.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

APARTHOTEL ROBLES


Na sua forma actual, o Prédio Robles é um aparthotel. Dispõe de 10 aparts de dimensão variável (entre 28 e 38 metros quadrados), e uma suíte júnior com 41 metros quadrados.

Podia ser um lar da terceira idade, podia, mas para isso era necessária consciência social. Prédio para famílias viverem não é. O descritivo do anúncio da Christie’s é muito claro.

Clique na imagem.

domingo, 29 de julho de 2018

PRÉDIO ROBLES


Apartamentos prontos para serem utilizados em Short Term Rental — com maiúsculas e tudo —, sublinha, em português e inglês, o anúncio da Christie’s relativo à venda do Prédio Robles.

Ninguém está a dizer que isto não é legal. Ninguém está a dizer que isto não é o trivial do arrivismo gauchiste. Ninguém está a dizer que isto não é o sonho de todos os merceeiros enriquecidos. Há um porém: Catarina Martins, líder do BE, não pode vir dizer que os media inventaram o negócio. O anúncio esteve em linha desde Outubro de 2017. Só agora desapareceu.

Clique nas imagens.

sábado, 28 de julho de 2018

AINDA ROBLES


Pronto. O Prédio Robles foi comprado pelo vereador do BE numa hasta pública do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, ao tempo em que Pedro Mota Soares (CDS) era ministro. Fica sanada a minha perplexidade quanto a transacções deste tipo efectuadas sem concurso.

A base de licitação foi de 286 mil euros. Robles arrematou por 347 mil. E depois gastou 650 mil a restaurar e requalificar.

Quem avaliou o prédio por 286 mil euros, em 2014, não suspeitava que o valor de mercado, após restauro, fosse dezasseis ou dezassete vezes superior? Os peritos do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social não consultam as páginas das grandes imobiliárias?

Confirma-se ter sido a Caixa Geral Depósitos (Estado) a financiar o negócio?

Entretanto, o prédio foi grafitado com slogans iguais aos que o BE usa. Clique na imagem.

CASO ROBLES


Li o extenso statement que Ricardo Robles, vereador do BE na Câmara de Lisboa, publicou às 19:09 de ontem no esquerda.net (antes havia lido praticamente tudo o que há para ler sobre a compra e venda do prédio de Alfama de que é co-proprietário com a irmã emigrada na Bélgica). Acho curioso saber que o prédio foi comprado à Segurança Social, um organismo do Estado que, pelos vistos, pode vender património a privados, sem concurso público.

A partir daqui... não me interessa saber se comprou por 347 mil euros e pretende vender por 5,7 milhões. Nem que decidiu «colocar o imóvel em propriedade horizontal, de forma a poder dividir as frações entre mim e a minha irmã.» Nem o que combinou ou deixou de combinar com os inquilinos. Também não me interessa saber se tem, noutra freguesia de Lisboa, um apartamento de 85 metros quadrados colocado no mercado de arrendamento por 1.300 euros mensais.

Porém, a confirmar-se, interessa-me saber por que razão a Autoridade Fiscal avaliou o prédio em 314 mil euros, ou seja, um valor inferior ao da compra. A juntar aos 347 mil pagos pelo prédio degradado, as obras de restauro e requalificação terão custado 650 mil euros. Então e a AF avalia em 314 mil o que vale 997 mil? Porquê?

Isto dito, lembrar que a actividade política tem custos. Como cidadão, Ricardo Robles tem todo o direito a especular no imobiliário. Como político, não tem. Ainda que fosse um daqueles de quem ninguém sabe o nome. Sucede que Ricardo Robles é um conhecido activista anti-gentrificação. Em que ficamos?

segunda-feira, 16 de julho de 2018

HABITAÇÃO


Onze edifícios da Segurança Social, até agora ocupados por serviços, são hoje cedidos à Câmara de Lisboa para serem colocados no mercado de habitação, a preços controlados (rendas entre 200 e 600 euros). Em Outubro ou Novembro, os funcionários transitam para um edifício único, na Avenida 5 de Outubro.

Esses 11 edifícios estão situados na Rua Rosa Araújo, Rua Mouzinho da Silveira, Avenida da República, Avenida Visconde Valmor, Entrecampos, Avenida dos Estados Unidos, Campo Grande, Avenida Manuel da Maia e Alameda D. Afonso Henriques. Por junto, são 500 fogos, variando as tipologias entre T0 e T4. A Câmara de Lisboa vai gastar 23 milhões de euros a requalificar os 500 fogos. As primeiras casas serão entregues em Janeiro de 2019 e as últimas no ano seguinte.

Na imagem, o n.º 57 da Rua de Entrecampos, um dos edifícios visados, mesmo ao lado da pastelaria Granfina. Clique.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

AGITPROP PAROLO

Percebo que as pessoas comuns acreditem piamente no que dizem os jornais. A soldo de agências de spin e dos partidos do arco parlamentar, os jornais (atolados de notícias plantadas) facultam hoje uma informação residual. As pessoas comuns são livres de acreditarem no que quiserem porque não têm responsabilidades políticas. O que me deixa atónito é ver deputados a alinharem pelo mesmo diapasão.

Um exemplo na ordem do dia: os deputados, em especial os do BE e os do CDS, querem ouvir Medina sobre o contrato estabelecido entre Madona e a Câmara de Lisboa. A frota da cantora virou assunto de Estado. Mas por que raio esses deputados, antes do foguetório, não foram informar-se?

É que o espaço alugado a Madona esteve cedido, até Dezembro de 2017, ao Instituto de Conservação e Restauro José de Figueiredo, tutelado pela Direcção-Geral do Património Cultural. Nessa altura não importava acautelar os interesses da população? Isto para não falar dos outros dezanove contratos similares em vários pontos da cidade.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

SUÍÇA VAI FECHAR


Está explicado o anunciado encerramento da Suíça, a pastelaria. Os proprietários chegaram a acordo com o fundo internacional que adquiriu o quarteirão inteiro que separa o Rossio da Praça da Figueira, e decidiram cessar actividade. No quarteirão apenas vão permanecer a Casa da Sorte e a Ourivesaria Portugal.

Entretanto, a Câmara de Lisboa vai propor 44 lojas e estabelecimentos de Lisboa, a juntar aos 126 já classificados, para designação de ‘Loja com História’. Quatro exemplos: o restaurante Gambrinus, a Garrafeira Nacional, a Papelaria Fernandes e o restaurante Vá-Vá. A Suíça estava inscrita mas desistiu.

O vereador Ricardo Robles, do BE, sublinhou que «a cidade não se faz só de lojas com história, faz-se também de lojas normais.» Assino por baixo.

Lisboa não perde nada com o encerramento da Suíça. Não faz sentido manter aberto um estabelecimento que, na praça mais nobre da cidade, encerra às 22 horas.