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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A VIDA COMO ELA É


Ao contrário dos clubes da terceira divisão que andaram ao colo dos media, o PAN elegeu um deputado, André Silva, cabeça-de-lista pelo Círculo de Lisboa. O PAN é um partido ambientalista, que defende a natureza e os direitos dos animais não-humanos, a adopção por casais homossexuais, a criminalização da zoofilia, a eutanásia, a revisão da regulação bancária, a renegociação da dívida do Estado, a criação de um rendimento básico incondicional, a revisão das PPP, impostos especiais sobre produtos de luxo ou com elevado custo ambiental e, last but not least, a obrigatoriedade de um período de nojo de dez anos na transição de cargos políticos para cargos privados. Em resumo, coisas concretas. Podemos não concordar com elas, mas sabemos ao que vêm.

Foto de Tiago Petinga, Lusa e Expresso. Clique.

PÓS-TROIKA


Capa do Diário de Notícias. Clique.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

QUEREMOS OU NÃO?


Domingo vou votar no PS. Acredito que António Costa é o político melhor qualificado para formar um Governo à altura dos desafios do presente. Não tenho idade para números de circo nem apetência por folclore. A única forma da Esquerda puxar pelos galões é tê-los no sítio na hora da verdade. Caso contrário, mais cedo ou mais tarde, a II República vai pelo cano.

Se vierem a traduzir-se em votos os números das últimas sondagens, a PAF ganha as eleições do próximo domingo, obtendo entre 108 a 110 deputados. É preciso impedir que isso aconteça. De nada servirá ter 62% do eleitorado a votar CONTRA os partidos que suportam o Governo se persistir a fragmentação dos partidos de Esquerda. Além de irrelevante para efeitos práticos, a pulsão autofágica de uma tal maioria será motivo de anedota nos salões, nos jornais, nos bares e nas televisões da Direita.

É evidente que a manutenção de Passos & Portas, agora em versão minoritária, conduzirá à rejeição do respectivo programa, fazendo cair o executivo. Cavaco está impedido de dissolver a Assembleia da República e convocar novas eleições. O seu sucessor, seja quem for, toma posse a 9 de Março de 2016, mas ficará impedido de desatar o nó até à segunda quinzena de Abril (o duplo impedimento decorre do artigo 172.º da Constituição). Sem Orçamento de Estado, o país terá de viver de duodécimos durante cerca de um ano. Aparentemente nada disto preocupa o establishment nem, pelos vistos, a maioria silenciosa: estima a Bloomberg que a abstenção será superior a 45%. Não pode ser!

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

A CONFERIR DOMINGO



O último estudo da Eurosondagem antes das eleições. Imagens do Expresso. Clique nelas.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

LEMBRAR AOS INDECISOS


Portugal tem 10,5 milhões de habitantes e 9,6 milhões de cidadãos recenseados. Nas Legislativas de 2011 abstiveram-se 42% dos inscritos.

Nas Legislativas de 2011, votaram no PSD e no CDS um total de 2.813.729 portugueses — 50,35% dos votos validamente expressos. Juntos, os dois partidos têm uma maioria parlamentar de 132 deputados. A Esquerda toda junta tem 98 deputados, sendo 74 do PS.

Se não acontecer nada de extraordinário, é provável que a Assembleia da República que sair das eleições do próximo dia 4 tenha a sua primeira sessão a 19 de Outubro. Significa isto que, qualquer que seja o impasse, a sua dissolução fica interdita até à segunda quinzena de Abril de 2016. Conferir o artigo 172.º da Constituição.

O programa de um Governo minoritário do PSD+CDS será chumbado pelos partidos de Esquerda, PS incluído.

O programa de um Governo minoritário do PS será chumbado pelo PSD, CDS, PCP, BE e PEV, tal como aconteceu no PEC IV em Março de 2011.

O PR em exercício nada poderá fazer até 9 de Março de 2016, data da posse do seu sucessor, o qual, seja quem for, fica de mãos atadas até à segunda quinzena de Abril. Nem a extravagância de um Governo de iniciativa presidencial teria eficácia: o chumbo seria clamoroso.

Portanto, nem Governo, nem Orçamento de Estado para 2016 antes do próximo Verão.

Isto devia fazer reflectir os indecisos. São Bento não é o Borgen.

Na imagem, a composição da actual Assembleia da República.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

A GOLPADA


Quatro anos de truques e manigâncias. A imagem é do Expresso, na sequência da notícia avançada esta madrugada pela Antena 1. Clique para ler melhor.

SIBILINO


Os patrões preparam-se para tirar o tapete a Passos?
A imagem é do Diário de Notícias. Clique.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

CONTRADIÇÕES

Não sei se deram pela contradição. Por um lado, sondagens e tracking polls diárias dão vantagem à coligação PAF. Nas sondagens, a excepção é o Expresso, que mantém o empate: 36% para o PS e 35,5% para a PAF. Mas as tracking polls têm sido um delírio, situando a desvantagem do PS num intervalo de 5 a 7 pontos. No entanto, directores, editorialistas e comentadores dos media que encomendam as referidas tracking polls estão sempre com o empate na boca, sublinhando a previsível vitória, por margem escassa, do PS. Um desatino completo. Em que ficamos?

sábado, 26 de setembro de 2015

PRESTIDIGITAÇÃO

Como é que um Governo que ainda (estamos no fim de Setembro) não devolveu todo o IRS e o IVA que há para devolver em 2015, se permite acenar com a devolução de 35% da sobretaxa de IRS? Em matéria de execução orcamental, há uma fractura evidente entre as contas de Maria Luís e a realidade.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

É O QUE TEMOS



Eurosondagem para o Expresso e a SIC acabada de divulgar. A fazer fé no estudo, potenciais eleitores da CDU, do BE, do PDR, do LIVRE e de OUTROS partidos, resolveram mudar-se para a PAF. Não é hilariante? Clique em cada uma das duas imagens.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

NOVO BANCO & DÉFICE


É a própria imprensa dos “interesses” a desmentir o primeiro-ministro. Imagem do Económico. Clique para ler melhor.

ILUSIONISMO

Por causa do Novo Banco, o défice saltou para 7,2%. Depois de quatro anos a azucrinar os portugueses com alterações de décimas, Passos & Portas vêm agora dizer que «o défice de 7,2% é um mero registo contabilístico...» Tudo é um registo contabilístico. Foi portanto em nome desse registo que fecharam milhares de empresas, que foram destruídos mais de duzentos mil postos de trabalho, que salários e pensões sofreram cortes cegos, que as taxas moderadoras do SNS atingiram níveis incomportáveis para dois terços das famílias (não estou a contar com as que já estavam isentas), que a emigração voltou ao patamar dos anos 1960, que a dívida aumentou, etc. Tudo isto é uma fantochada!

BATER NO FUNDO

Nunca uma campanha eleitoral foi manipulada com tanto descaramento, os media a puxarem todos para o mesmo lado, a falácia das tracking polls, o destrambelhamento de Portas, o mais que virá. E ainda há quem tencione votar “alternativo”. Depois não se queixem da ditadura fiscal (como só metade do país paga impostos, a outra metade marimba-se), do desemprego, dos cortes em salários e pensões, do retrocesso de 40 anos nas condições do trabalho, da precariedade dos recibos verdes, da subalternização de médicos e professores, da emigração maciça de enfermeiros, das intermináveis listas de espera no Serviço Nacional de Saúde, enfim, de tudo aquilo a que a retórica oficial, oficiosa e televisiva chama um país de sucesso.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

A CAMPANHA DA SONAE


Percebo que muita gente julgue que uma sondagem é o mesmo que uma tracking poll. Não é. Uma sondagem ilustra um resultado. Uma tracking poll é um rastreio diário, “deslizante”, destinado a aferir tendências. Vejamos a explicação do Público:

«[...] Assim, se no estudo agora divulgado foram considerados 753 entrevistados, na tracking poll de amanhã serão mil. A partir de então, serão retiradas 250 entrevistas e colocadas outras 250 num processo de actualização que pretende evitar a diluição da avaliação diária das intenções de voto, num processo sucessivo, mantendo, sempre, os mil entrevistados.»

O mais extraordinário é que o jornal compare duas coisas que não são comparáveis: uma sondagem de Julho com a tracking poll de ontem. As datas são irrelevantes. Não se pode é comparar o que não é comparável. A intenção é clara. Clique na imagem.

sábado, 19 de setembro de 2015

DISCURSO DIRECTO, 16

José Pacheco Pereira, hoje no Público. Excertos, sublinhados meus:

«[...] Não penso que sejam os indecisos entre votar PS ou PAF que vão decidir os resultados, porque não há praticamente indecisos a não ser como alínea das sondagens [...] Digo isto porque penso que não são os indecisos que vão formar opinião com os debates, são, quando muito, os abstencionistas por zanga, e zanga é a palavra exacta. Se o PS ou o PAF conseguirem mobilizar um número significativo destes abstencionistas zangados, desatam o nó do empate, mesmo que isso não seja suficiente para a existência de uma maioria absoluta. [...] O Portugal que eles vêem é aquele que se tornou invisível no actual discurso eleitoral da “retoma”, como se tivesse desaparecido do mapa, ou sequer diminuído na sua dimensão e gravidade.

E o Portugal que eles vêem pode ser mais deprimente e menos exaltante do que aquele que as notícias “positivas” mostram, mas é mais verdadeiro. Se o PAF ganhar, é nesse Portugal que vamos acordar no dia 5 de Outubro, como se tivesse caído um enorme cenário que nos tapasse a realidade. Se o PS perder, é porque falhou a estes portugueses, aqueles que de melhor política precisavam, porque são os que mais têm a perder. Porque são os que mais estão a perder. Depois admiramo-nos por estarem zangados? É por isso que os resultados eleitorais vão depender do Portugal que está mais vivo na experiência de cada um. Se, e só se, estes portugueses zangados com o mundo votarem. Como muitos perderam e só poucos ganharam, como muitos perderam muito e os poucos que ganharam ganharam muito, colocar estes zangados na apatia cívica e usar o seu desespero para os atirar para um gueto antipolítico é um programa de quem não quer mudar nada.

É também por isso que o amorfismo, o adormecimento, a apatia, o futebol no dia das eleições, o circo todos os dias até lá, são armas decisivas da coligação para ganhar as eleições

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

EUROSONDAGEM


Eurosondagem para o Expresso. Clique na imagem.

A HORA DOS MERCEEIROS

Passo os olhos pelos jornais da manhã e confirmo o óbvio: o espírito de merceeiro tomou conta dos media. De uma vez por todas: um primeiro-ministro (e, por maioria de razão, um candidato ao cargo) não tem de saber de cor os números das rubricas orçamentais. Para isso existem os assessores económicos, os directores-gerais e os chefes de repartição. A um primeiro-ministro que se apresenta a eleições, exige-se que explique porque razão fez as escolhas que fez em sede de política externa, finanças, economia, fiscalidade, segurança social, trabalho, saúde pública, educação, investigação científica, defesa, etc. A um líder da Oposição que se apresenta a eleições, exige-se que explique o que tenciona fazer para garantir um Governo melhor. O resto é paleio.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

POLÍTICA, SIM

Não ouvi o debate radiofónico entre Costa e Passos. Como as televisões transmitem em diferido, talvez veja mais logo. Mas acabo de ler no Expresso a opinião de Pedro Santos Guerreiro: «Passos fala a partir de uma visão económica da política. E Costa fala a partir de uma visão política da economia. Desta vez, Passos ganhou.» Quem sou eu, que não ouvi, para dizer quem ganhou a quem. Uma coisa sei: ter uma visão política da economia (como Costa tem) é o que se espera de um candidato a primeiro-ministro. A visão económica da política é para amanuenses.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

DISCURSO DIRECTO, 15

D. Januário Torgal Ferreira, bispo emérito das Forças Armadas e Segurança, no jornal i. Excerto:

«Quem trate de ouvir o discurso de Passos e Portas acha que entrou no eldorado. O que me escandaliza é que toda esta governação viva à nossa custa. Estaríamos perdidos se a coligação continuasse à frente do país. Claro que vou votar em António Costa.»

terça-feira, 15 de setembro de 2015

BRINCAR COM O FOGO

Horroriza-me que tanta gente, e não estou a falar de guardadores de rebanhos, olhe para as eleições do próximo 4 de Outubro como quem discute as razões de preferir Cacela à Quinta do Lago. No momento em que um vórtice de akrasia engole a Europa (meio milhão de desempregados, a deriva dos refugiados, as fronteiras blindadas, a provável vitória da Direita na Grécia, o imbróglio da Catalunha, o envolvimento do Reino Unido e da França na Síria, para só citar os casos mais gritantes), um terço dos portugueses prepara-se para não ir votar e outro terço acredita no milagre de Fátima. Porém, nunca tanto esteve em jogo como nas eleições de 4 de Outubro. Depois não se queixem.