Quando leio intelectuais (sim, intelectuais) a gozarem com o coming out de forma leviana, penso sempre nos filhos que têm e naquilo que o futuro lhes pode reservar. Cuspir para o tecto dá sempre mau resultado.
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quinta-feira, 24 de agosto de 2017
terça-feira, 22 de agosto de 2017
HONRA A GRAÇA FONSECA
Nem sempre leio o DN e hoje só o fiz agora, alertado por terceiros. Numa longa e excelente entrevista concedida a Fernanda Câncio, a secretária de Estado da Modernização Administrativa, Graça Fonseca, assumiu publicamente ser homossexual:
«Como é óbvio isto foi uma questão muito pensada. E na verdade não é uma questão da privacidade, é uma questão de identidade. [...] E acho que se as pessoas começarem a olhar para políticos, pessoas do cinema, desportistas, sabendo-os homossexuais, como é o meu caso, isso pode fazer que a próxima vez que sai uma notícia sobre pessoas serem mortas por serem homossexuais pensem em alguém por quem até têm simpatia.»
O statement de Graça Fonseca enche-me de orgulho. Enquanto não houver mais pessoas como ela, Portugal não muda. Hoje é um dia muito importante para a comunidade LGBT. O jornal e a jornalista estão de parabéns. Mas Graça Fonseca tem o mérito a dobrar. Obrigado.
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Eduardo Pitta
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sexta-feira, 21 de julho de 2017
VAMOS FALAR DE DISCRIMINAÇÃO?
Desde 2002, os primeiros-ministros britânicos recebem em Downing Street uma delegação de activistas LGBT. Representantes de várias áreas da sociedade (artistas, professores, cientistas, escritores, sociólogos, políticos, etc.) reúnem-se no n.º 10 para tomar o pulso aos direitos e deveres de cada campo. Foi assim com Tony Blair, Gordon Brown, David Cameron e continua com Theresa May. Porém, um homem, e não é um homem qualquer, tem sido sistematicamente banido do comité de notáveis. Estou a falar de Peter Tatchell, 65 anos, activista de direitos humanos desde 1969, membro do Green Party e do grupo OutRage.
Tatchell nasceu em Melbourne, na Austrália, mas radicou-se no Reino Unido em 1971 e tornou-se cidadão britânico em 1989. Como activista LGBT participou em campanhas em vários países, designadamente na Rússia, Iraque, Síria, Palestina, Irão e no Zimbabwe, onde a polícia pessoal de Mugabe o brutalizou, sofrendo ainda hoje de sequelas da tortura. Tendo participado na luta anti-apartheid na África do Sul, criou um lobby no ANC que levou o partido de Mandela a aceitar os direitos dos homossexuais: a África do Sul é o único país africano que permite e reconhece legalmente o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Em 1983, quando ainda era membro do Labour, foi difamado e ameaçado de morte (a coisa meteu tiros) durante a campanha eleitoral no círculo de Bermondsey. A Fundação que criou é uma referência mundial nos direitos LGBT.
Resumindo: não estamos a falar de alguém que vai às recepções de Buckingham preencher quota. Não obstante, Theresa May, tal como os seus antecessores, acha-o inconveniente.
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10:00
quarta-feira, 12 de julho de 2017
CRISTINA
O número de Julho da revista Cristina tem duas capas diferentes, prática comum na imprensa. As imagens escolhidas são menos comuns, mas a Time fez o mesmo há quatro anos: dois casais do mesmo sexo a beijarem-se. Vou ver se compro para poder avaliar o conteúdo.
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10:30
sábado, 3 de junho de 2017
IRLANDA COM PM GAY
Leo Varadkar, médico, 38 anos, homossexual assumido, filho de pai indiano (médico imigrante) e mãe irlandesa, foi eleito líder do Fine Gael, o partido maioritário irlandês. Por essa razão vai ocupar daqui a dias o lugar de primeiro-ministro da Irlanda.
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quarta-feira, 26 de abril de 2017
CONTRA O SILÊNCIO
Como os media portugueses omitem a presença e as palavras de Etienne Cardiles na homenagem que Hollande prestou ao seu companheiro Xavier Jugelé, assassinado pelo Daesh no passado dia 20, deixo aqui excertos dessas palavras. Etienne Cardiles, diplomata, disse:
«Xavier, jeudi matin, comme de coutume, je suis parti travailler et tu dormais encore. […] Tu as pris ton service à 14 heures dans cette tenue de maintien de l’ordre dont tu prenais tant soin parce que ta présentation devait être irréprochable. Tes camarades et toi aviez reçu la mission de rejoindre le commissariat du VIIIe arrondissement. […] On t’a désigné comme point de stationnement le 102 des Champs-Elysées, devant l’institut culturel de Turquie. Ce type de mission, je le sais, te plaisait, parce que c’était les Champs-Elysées et l’image de la France. Parce que c’était aussi la culture que vous protégiez. A cet instant, à cet endroit, le pire est arrivé, pour toi et tes camarades. […] Je suis rentré le soir sans toi avec une douleur, extrême et profonde, qui s’apaisera peut-être un jour, je l’ignore. […] Pour ce qui me concerne, je souffre sans haine. J’emprunte cette formule à Antoine Leiris dont l’immense sagesse face à la douleur a tant fait mon admiration que j’avais lu et relu ces lignes il y a quelques mois. C’est une leçon de vie qui m’avait fait tant grandir qu’elle me protège aujourd’hui. Lorsque sont parus les premiers messages informant les Parisiens qu’un événement grave était en cours sur les Champs-Elysées et qu’un policier avait perdu la vie, une petite voix m’a dit que c’était toi. Et elle m’a rappelé cette formule généreuse et guérisseuse: Vous n’aurez pas ma haine. Cette haine, Xavier, je ne l’ai pas parce qu’elle ne te ressemble pas. Parce qu’elle ne correspond en rien à ce qui faisait battre ton cœur, ni ce qui avait fait de toi un gendarme puis un gardien de la paix. Parce que l’intérêt général, le service des autres et la protection de tous faisaient partie de ton éducation et tes convictions et que la tolérance, le dialogue et la tempérance étaient tes meilleures armes. Parce que derrière le policier, il y avait l’homme, et qu’on ne devient policier ou gendarme que par choix: le choix d’aider les autres, de protéger la société et de lutter contre les injustices. […] C’était la vision que nous partagions de cette profession, mais une facette seulement de l’homme que tu étais. L’autre facette de l’homme était un monde de culture et de joie, où le cinéma et la musique prenaient une immense part. […] Une vie de joie et d’immenses sourires, où l’amour et la tolérance régnaient en maîtres incontestés. Cette vie de star, tu la quittes comme une star. […] Je voudrais dire à tous ceux qui luttent pour éviter que ces événements se produisent, que je connais leur culpabilité et leur sentiment d’échec et qu’ils doivent continuer à lutter pour la paix. […] A toi, je voudrais te dire que tu vas rester dans mon cœur pour toujours. Je t’aime. Restons tous dignes et veillons à la paix et gardons la paix.»
Entre outras personalidades, assistiram à cerimónia de condecoração póstuma o Presidente da República, Hollande, o primeiro-ministro Bernard Cazeneuve, outros ministros, Anne Hidalgo, maire de Paris, o antigo PM Valls, os candidatos Macron e Marine Le Pen, bem como muitos diplomatas, generais e os mais altos representantes das forças de segurança.
A imagem (e transcrição do texto) é do Libération. Clique nela.
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10:00
terça-feira, 25 de abril de 2017
NÃO CONTEM COM O MEU ÓDIO
Xavier Jugelé, o polícia morto na fusillade do passado dia 20, em Paris, era casado com um homem. Falando na homenagem que a República prestou a Xavier, olhando todos nos olhos, Etienne Cardiles, o viúvo, foi claro:
Vous n’aurez pas ma haine. Cette haine, Xavier, je ne l’ai pas parce qu’elle ne te ressemble pas.
Estavam lá todos: Hollande, que condecorou Xavier Jugelé a título póstumo; o Governo em peso, Macron, madame Le Pen, diplomatas, generais, os mais altos representantes das forças de segurança, etc. Numa França esfrangalhada, isto também é uma espécie de 25 de Abril.
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14:00
terça-feira, 18 de abril de 2017
sexta-feira, 14 de abril de 2017
ORDEM PARA ABATER
Para estabelecer a ordem pública na Chechénia, Putin escolheu Ramzan Kadyrov para presidente. Kadyrov, 40 anos, muçulmano sunita, praticante de wrestling, ex-rebelde separatista, chefe de um exército privado denominado Kadyrovtsy, é filho do antigo presidente Akhmad Kadyrov (1951-2004). Em troca de segurança militar, Putin deu carta branca a Kadyrov para impor um regime totalitário. A criatura está em funções desde Abril de 2007, com aval de Moscovo desde Março de 2011. Em Dezembro de 2015 tornou-se membro da Comissão Consultiva do Conselho de Estado da Federação Russa.
Nos últimos dias, a partir de notícias do jornal russo Novaya Gazeta, a imprensa internacional tem feito eco da existência, na Chechénia, de campos de detenção, tortura e abate de homossexuais. Numa sociedade extremamente conservadora e homofóbica como a chechena, a maioria dos homossexuais casa com mulheres (mantendo vida dupla) para evitar retaliação das próprias famílias. Leia-se: para evitarem ser executados pela própria família, como é aconselhado pelas autoridades e tem acontecido. Mas uns quantos saem de casa para viver a sua vida. São esses que têm sentido a mão pesada dos esbirros de Kadyrov. Os que conseguem sair da Chechénia dão conta do horror generalizado. Activistas dos direitos humanos estão a monitorizar a fuga de dúzias de homossexuais que, tendo saído da Chechénia, ainda se encontram na Rússia, pois a possibilidade de serem repatriados para Grózni é real.
Boris Johnson, ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, escreveu no Twitter que a situação na Chechénia é «ultrajante». O Reino Unido já manifestou disponibilidade para acolher esses homens. Curiosamente, as notícias não referem lésbicas. Sobre tudo isto, o que dizem as Nações Unidas? E Mr Guterres, católico, em particular?
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
GEORGE MICHAEL 1963-2016
Vítima de paragem cardíaca enquanto dormia, George Michael (1963-2016), aliás Georgios Kyriacos Panayiotou, filho de pai cipriota grego e mãe inglesa, morreu ontem na sua casa em Oxfordshire. Tinha 53 anos. Em 1981 fundou com Andrew Ridgeley a banda Wham! que o tornaria conhecido em todo o mundo. Em 1987 saiu do armário, assumindo-se como gay, e passou a actuar a solo. Em Abril de 1998 foi preso num urinol público de Los Angeles por um polícia de nome Marcelo Rodríguez, membro do Squad Pretty, o corpo de polícias handsome que, actuando à paisana, induzia homossexuais a praticar sexo em locais públicos para depois lhes darem ordem de prisão, como também acontecia em Portugal antes de Abril de 1974. George Michael vendeu mais de cem milhões de discos, recebeu dezenas de prémios, e marcou de forma decisiva a música pop de língua inglesa. Crítico da invasão do Iraque, lançou em 2002 o álbum Shoot the Dog (os cães são Bush e Blair), cujo vídeo promocional inclui um urinol da Casa Branca, em referência explícita ao episódio de 98.
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09:00
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
RAP
Numa das cem entrevistas que deu nos últimos dez dias, Ricardo Araújo Pereira lamentou-se ao jornal i da impossibilidade de fazer «um sketch sobre marrecos, coxos e mariconços». Já sabíamos que, em Portugal, consoante a origem social ou lugar cativo na hierarquia de classes, os homossexuais masculinos se dividem em três grupos: homossexuais, gays e bichas.
O primeiro grupo subsume os altos cargos do Estado, diplomatas, catedráticos, membros do Gotha, maçons de topo, deputados, banqueiros, gestores, brokers, o baronato das Grandes empresas e políticos avulsos. Fora do círculo das duzentas pessoas que controlam o Who’s Who, o silêncio é de regra. O segundo, dito gay, engloba os representantes da intelligentsia, antiquários, decoradores, estilistas e, de um modo geral, happy few com boa imprensa. No terceiro, o das bichas tout court, cabe tudo o que sobra, com destaque para artistas e cabeleireiros. Até aqui, nada de novo.
Mas Ricardo Araújo Pereira lamenta não poder achincalhar os mariconços. Eu não sei o que é um mariconço. Será uma bicha de call center? Um entertainer? Lamento pelo Ricardo, homem culto e inteligente, de quem gosto, mas assim não vamos lá. A sorte dele é ser o Ricardo, caso contrário teríamos meio mundo a dizer dele o que Mafoma não disse do toucinho.
Nota lateral: no mundo de língua inglesa o termo queer é usado com orgulho. E não há forma de traduzir queer senão por bicha.
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sexta-feira, 21 de outubro de 2016
PERDÃO?
O Governo britânico prepara-se para perdoar cerca de setenta mil homens e mulheres que foram julgados e condenados por homossexualidade antes de 1967 (na Inglaterra e no País de Gales), antes de 1980 (na Escócia) e antes de 1982 (na Irlanda do Norte). Perdão póstumo para a maioria, uma vez que apenas dezasseis mil culpados permanecem vivos. Mais valia estarem quietos. O ‘perdão’ cauciona a culpa, o crime. Bem fez George Montague que declarou publicamente não aceitar o indulto: «Aceitar um perdão é admitir que foi culpado. Eu não fui culpado de nada. Só fui culpado de estar no lugar errado no momento errado.»
Os anónimos são menos que Alan Turing, a cujos herdeiros o Governo de Sua Majestade apresentou um pedido formal de desculpas? Ao menos o Governo alemão indemnizou (em Maio de 2015) os seus cidadãos condenados por homossexualidade.
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16:00
segunda-feira, 20 de junho de 2016
DUAS VISÕES DO MUNDO
Em nome da “segurança”, o Governo turco proibiu a marcha do orgulho gay agendada para ontem em Istambul. Contudo, em Telavive, onde o item “segurança” não pode ser descartado, a marcha do orgulho gay realizada no passado dia 3 (realiza-se todos os anos desde 1978), juntou nada menos que 200.000 pessoas. Isso: duzentas mil. A imagem é de Telavive. Clique para ver melhor.
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08:30
domingo, 19 de junho de 2016
O SILÊNCIO DOS MEDIA
Por razões que não vêm ao caso, não participei ontem na marcha do orgulho LGBT, mas recebi informação de várias fontes. Hoje, o silêncio da imprensa é ensurdecedor. Isto apesar da marcha (realizada pela 17.ª vez) ter contado com a maior adesão de sempre, e nela terem participado membros do Governo, autarcas, os embaixadores da Áustria, Dinamarca, Estados Unidos e Israel, políticos e personalidades públicas de vários quadrantes, etc. Houve discursos para todas as sensibilidades, incluindo aquela que atribui aos Estados Unidos a culpa de tudo, ou seja, um insulto directo às vítimas de Orlando, justamente lembradas numa faixa com os seus 49 retratos que foi carregada ao longo do percurso. O descaso da imprensa dita de referência estende-se à manif em defesa da escola pública, realizada quase em simultâneo. Com jornais assim, não vamos lá.
As fotos foram roubadas ao Pedro Faro (a imagem de rua) e ao site Dezanove.pt (a faixa com os retratos). Clique nas imagens para ver melhor.
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11:55
quarta-feira, 15 de junho de 2016
WILLIAM
A Attitude é uma revista gay, britânica, que se publica desde 1994. Não usa paninhos quentes: grafismo e conteúdo explícito. Pois bem, o príncipe William (ou seja, o duque de Cambridge) faz a capa do número de Julho, que chega às bancas no próximo dia 22. É muito claro nas afirmações que faz em entrevista. Uma das fotos, de 2004, mostra-o de speedo a sair da piscina. Lembrar que o neto da rainha dinamiza um grupo de apoio à comunidade gay em matérias como o assédio moral e o bullying, praticados na escola, no emprego e no espaço público. E anteontem esteve com a mulher na embaixada americana a apresentar condolências pelo massacre de Orlando. Clique na imagem.
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terça-feira, 17 de maio de 2016
BANDEIRA LGBT NA CÂMARA DE LISBOA
Hoje, por ser Dia Internacional contra a Homofobia e Transfobia, a Câmara Municipal de Lisboa hasteou a Bandeira LGBT. A iniciativa partiu do movimento Cidadãos por Lisboa, que tem dois vereadores no executivo liderado por Fernando Medina. Clique na imagem.
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quarta-feira, 11 de maio de 2016
DIREITOS HUMANOS
O estudo é da ILGA-EUROPA e abrange 49 países. Malta foi uma revelação. Um exemplo que distingue Malta de Portugal: em Malta, o reconhecimento legal da identidade transexual exclui parecer médico. É mesmo proibido. Pelo contrário, em Portugal exige-se um diagnóstico de disforia de género para os documentos de identificação registarem o [novo] sexo. O estudo assinala que 34% dos portugueses considera ‘errada’ a prática de actos sexuais entre pessoas do mesmo sexo. Em Malta, só 24% da população tem esse preconceito.
Infografia do Público. Clique para ler melhor.
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sexta-feira, 8 de abril de 2016
DON’T ASK, DON’T TELL
O Presidente da República aceitou o pedido de demissão, por “razões pessoais”, do general Carlos Jerónimo, chefe do Estado-Maior do Exército. Aparentemente, as “razões pessoais” têm que ver com o desagrado do ex-CEME face à posição pública do ministro da Defesa que exigiu explicações à direcção do Colégio Militar sobre a exclusão de alunos homossexuais. O mandato do general Carlos Jerónimo só terminava em Fevereiro de 2018.
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quarta-feira, 6 de abril de 2016
AFECTOS, DIZ ELE
O subdirector do Colégio Militar, tenente-coronel António José Ruivo Grilo, disse ao Observador na passada sexta-feira:
«Nas situações de afectos [homossexualidade] obviamente não podemos fazer transferência de escola. Falamos com o encarregado de educação para que percebam que o filho acabou de perder espaço de convivência interna e a partir daí vai ter grandes dificuldades de relacionamento com os pares. Porque é o que se verifica. São excluídos.»
Sucede que a Constituição da República (e as leis em vigor) não permite discriminações com base na orientação sexual. O ministério da Defesa já pediu esclarecimentos e o BE quer ouvir no Parlamento a direcção do colégio. Tudo chega atrasado a Portugal, até o conveniente don’t ask, don’t tell...
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domingo, 21 de fevereiro de 2016
MOVIFLOR
Nia Griffith, 59 anos, do Partido Trabalhista Galês, e Hannah Bardell, 32 anos, do Partido Nacional Escocês, assumiram ontem publicamente a sua condição de lésbicas, elevando para 35 o números de deputados declaradamente gays do Parlamento britânico (o escocês David Mundell é o único tory). Trinta e cinco. Na Assembleia da República, fora do armário, temos um. Por aqui se vê a força do lobby do mobiliário. A imagem mostra alguns desses deputados. Clique.
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Eduardo Pitta
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12:30
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