Quinta-feira, Maio 22, 2008

PSD & COSTUMES


A jornalista São José Almeida, do Público, foi inquirir os cinco candidatos à liderança do PSD em matéria de direitos dos homossexuais: casamento, adopção, direito sucessório. Manuela Ferreira Leite não concorda com o casamento nem com adopções. Sobre direito sucessório, afirma: «O direito de herança deverá ser regulado em função dos desejos de cada um, a herança é algo que normalmente é feito quase por iniciativa das pessoas.» Não percebo o “quase”, mas adiante. Neto da Silva também discorda das adopções, e é de opinião que «o casamento é um conceito com determinadas características». Não obstante, sem lhe chamar casamento, «acho que duas pessoas do mesmo sexo que querem partilhar a sua vida e os seus bens devem ter direito a enquadramento jurídico, uma união de facto, em que reconheço claramente o direito de herança. Devia-se avançar para isso.» Pedro Passos Coelho deixa tudo em aberto: «Estou disponível para reflectir com outros.» Considera que «ninguém pode ser discriminado, em face da lei civil, pelo Estado, por razão da sua opção sexual [mas] em grande medida, os direitos já estão reconhecidos pelo instituto da união de facto. Sinceramente, não sei se é preferível acrescentar no Código Civil, ao instituto do casamento, os casais de homossexuais, ou acrescentar a herança às uniões de facto.» Acerca de adopções, matéria em que «temos sido demasiado legalistas», não tem «uma posição fechada, nem tão definida como nas outras questões.» Santana Lopes também tem dúvidas quanto às adopções. Porém: «Sou favorável ao reconhecimento dos direitos às uniões de facto; não ao casamento do mesmo sexo. Sou a favor do reconhecimento do direito de herança nas uniões de facto.» A cereja em cima do bolo fica por conta de Patinha Antão: «Os líderes políticos não se podem sobrepor ao que é a posição consensual e dominante na sociedade portuguesa.» Se estivéssemos à espera de posições consensuais e dominantes, o casamento, enquanto contrato puramente civil, não teria sido instituído, em Portugal, há perto de cem anos.

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Quinta-feira, Abril 03, 2008

O ITEM 22


No Reino Unido, os subsídios ao teatro, atribuídos pelo Arts Council, dependem de vários factores. Um desses factores passou a ser a orientação sexual dos membros directivos das companhias e grupos requerentes. O novo formulário oficial tem um item (o 22.º) sobre o número de heterossexuais, bissexuais, homossexuais, lésbicas, etc., constantes de cada direcção. Reagindo à exigência, Vanessa Redgrave é de opinião que devia ser acrescentada a opção “trissexual, seja qual for a orientação”. Uma dirigente do Arts Council, Audrey Roy, justificou a medida com a necessidade de avaliar a correlação dos fundos públicos com as audiências, pois, na sua opinião, a diversidade não se esgota nas questões da fé, raça, etnicidade e deficiências. Por seu lado, o actor Ian McKellen (na foto ao alto), uma das personalidades mais respeitadas do activismo gay britânico, considera a pergunta totalmente inapropriada. Será que o Arts Council discrimina positivamente as companhias das grandes cidades, em particular as do West End londrino, em detrimento dos grupos de província? Isto admira? Infelizmente, não.

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Quinta-feira, Novembro 22, 2007

HARVEY MILK BY VAN SANT


Sean Penn vai ser Harvey Milk no próximo filme de Gus Van Sant, Milk. Os dois estão ao alto, respectivamente à esquerda e à direita. Harvey Milk (1930-1978) foi um célebre activista gay dos direitos humanos, assassinado aos 48 anos por Dan White, que no filme esteve para ser Matt Damon, até que alguém explicou ao actor que não ficava bem à sua imagem representar “aquele” assassino, levando-o a dar o dito por não dito. Milk, um político conservador até ao fim dos anos 1960, tornou-se liberal por causa da guerra no Vietname, tendo-se destacado, como gay (o primeiro, nos Estados Unidos, a ser eleito para cargos públicos), na luta pela igualdade de oportunidades. À data da sua morte pertencia ao board de supervisores da câmara de São Francisco. Foi assassinado juntamente com o Mayor da cidade, George Moscone, no gabinete deste, na noite de 27 de Novembro de 1978. Dan White, o assassino de ambos, foi sentenciado por homicídio “involuntário”, tendo cumprido cinco dos sete anos de prisão, três dos quais em regime aberto. Assim que foi conhecida, em Maio de 1979, a iniquidade da sentença provocou tumultos públicos de grande repercussão entre a polícia e os manifestantes, com dezenas de feridos graves de ambos os lados (envolvendo forças policiais e activistas do movimento gay, foram os distúrbios mais violentos depois dos de Stonewall em 1969). Os riots da Noite Branca estenderam-se dos bares de Castro St ao edifício da câmara. A partir de um guião de Dustin Lance Black, o filme adapta a biografia de Milk feita por Randy Shilts, Mayor of Castro Street: Life and Times of Harvey Milk (1992), prevendo-se a sua estreia para 2009.

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Domingo, Outubro 21, 2007

LER OS OUTROS


Um livro cada domingo. Nunca tinha lido nada de Tom Spanbauer (n. 1946), escritor americano de quem se diz ser o criador do conceito de escrita perigosa. Li agora. Precisamente: Agora ou Nunca!, versão revista e actualizada de On the Road (1957) de Kerouac. Cinquenta anos de intervalo permitem a Spanbauer dizer em letra de forma o que Kerouac deixou nas entrelinhas. A escrita é boa (muito, mesmo) mas o adjectivo é um disparate. Perigosa, porquê?

O interminável Verão prolonga-se na bloga. Vai sendo difícil encontrar “textos”...


Luis Grave Rodrigues fez chegar ao Tribunal Constitucional o caso de Teresa Pires / Helena Paixão e, por extensão, a problemática do casamento entre pessoas do mesmo sexo. O recurso do advogado foi acompanhado de pareceres de diversas personalidades, amplamente citados no documento. A ver vamos se faz doutrina.

André Moura e Cunha e sionismo literário.

James Watson, o indigitado presidente do conselho científico da Fundação Champalimaud, visto pelo Irmão Lúcia, ou seja, pelo Pedro Vieira.

O Estado do Mundo é uma excelente agenda cultural, com epicentro na Gulbenkian, mas excedendo-o largamente.

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Quarta-feira, Outubro 17, 2007

O GRIOT E A KORA


Este ano, pela primeira vez, o Ars Amandi reuniu poetas da África francófona e da Moldávia independente. Da Moldávia foi Irina Nechit, que consegue a proeza de ser, em simultâneo, membro da União de Escritores da República Moldava e da União de Escritores da Roménia. Quanto sei, viajou integrada na delegação romena. Mas na intervenção que fez no dia 11, na mesa redonda sobre “autobiografia em poesia”, e no dia seguinte na leitura dos seus poemas, puxou dos galões da luta independentista contra a antiga URSS. A grande surpresa foram os africanos: Julien Kilanga Musinde, do Congo, e Sarah Carrére, do Senegal. Kilanga Musinde, professor da Universidade Lubumbashi, vive actualmente em Paris, onde ocupa o cargo de Directeur de Langues et de l’Ecrit na Agence Intergouvernementale de la Francophonie. Sarah vive em Dakar, mas tão depressa está em Paris (onde tem casa) como no Rio. Fiquei deveras impressionado com a poesia dele e com a performance dela, na linha da tradição griot. Em sessões diferentes, as respectivas leituras foram entrecortadas de canto e, por parte de Sarah, que também é compositora e intérprete, pelos sons que arranca da Kora. Felizmente, a programação do festival permitiu que os poetas descobrissem a cidade, o que nem todos aproveitaram, e nem sempre é fácil neste tipo de encontros. Em Roma torna-se particularmente difícil por causa das limitações da rede de metro e, naturalmente, por causa das multidões concentradas nos sítios do costume. Os museus do Vaticano, por exemplo. Como escapar ao apelo da arte etrusca e pré-romana? Ao fascínio da Capela Sistina, sinónimo de Miguel Ângelo, Botticelli, Ghirlandaio, Rosselli, Perugino, Signorelli... À deriva da arte grega e romana, às salas de Rafael, etc.? Em vão. Nesta época do ano, o tempo médio de espera na fila, para entrar, são cinco horas (ao sol e à chuva). E como a última admissão se faz às 15:20h, significa que quem chegar à fila depois das dez da manhã dificilmente conseguirá entrar. Na basílica de São Pedro só é preciso esperar três horas, o que continua a ser excessivo para comodistas como eu. Tive pena, sinceramente tive, mas não deu. Quando lá voltar, de preferência no Inverno, tiro um dia para o Vaticano. Em todo o caso, a Praça de São Pedro é impressionante. E os guardas suíços que posam (como quem não quer a coisa) para as Sonys planetárias, valem bem uma missa... Dali ao Campo de’Fiori é um passo. O Campo de’Fiori é um mercado a céu aberto, imundo (conferir ao alto), obstruindo a visão do Teatro de Pompeia e da estátua de Giordano Bruno, queimado vivo naquele local, em 1600. Uma inesperada e violenta bátega de chuva atirou connosco para o La Carbonara, junto à fonte da praça. De uma janela do primeiro andar, onde comemos mediocremente (salvo os antipasti, excelentes, e de que nos podemos servir em buffet à discrição) a 25 euros por boca, vimos enfim a estátua do filósofo herege. Ao lado do Campo de’Fiori fica a Piazza Farnese, dominada pela imponente fachada do palazzo que o cardeal Alessandro Farnese ali mandou construir — Sangallo começou, Miguel Ângelo continuou, Giacomo della Porta concluiu — no século XVI, e é hoje a Embaixada de França. À direita do palazzo fica um emaranhado de vielas que nos conduz à Via dei Banchi Vecchi, em cujo n.º 116 fica a Libreria Babele, uma livraria especializada em literatura gay e estudos de género. Foi lá que adquiri L’eroe negato (2000) de Francesco Gnerre, sobre ‘Omosessualità e letteratura nel Novecento italiano’ (447 pp). Devo esta útil indicação a um alto-funcionário do Ministero degli Affari Esteri que me prestou precioso apoio logístico. E vem a talhe de foice esclarecer o Tiago acerca da natureza das mordiscadelas dos tais rapazes, de facto bastante literais, como outras manifestações a que assisti, a despeito da fama que Roma tem de ser uma cidade not friendly em matéria de efusões públicas entre homossexuais.

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Segunda-feira, Outubro 15, 2007

O SITE DA OMOSESSUALITÀ VATICANA


Helena Matos comenta aqui o caso de monsenhor Tommaso Stenico, suspenso das suas funções na Curia Romana. Ao contrário do que diz Helena Matos, que provavelmente não leu os jornais italianos de ontem, monsenhor Stenico não confessou ser gay. Pelo contrário. Tem negado sistematicamente essa condição. O que nós pensamos disso é outra coisa. Monsenhor Stenico, psicanalista, foi surpreendido com a divulgação pública (num canal de televisão) da gravação de uma das sessões que manteve com um paciente jovem, a quem deu conselhos ao arrepio da doutrina da Igreja. Monsenhor Stenico, psicanalista, defende-se (e com razão) com o segredo profissional e denuncia a criminosa invasão de privacidade. Continua por apurar como foi efectuada a gravação e como é que ela chegou à televisão e aos jornais. O pano de fundo da história é um site com blogue incorporado, que promove encontros homossexuais, e é mantido por um colectivo de altos prelados que assinam sob nome de código. Aparentemente, monsenhor Stenico — que colaborava no blogue com o seu próprio nome — é um alvo mais fácil do que certas eminências. Monsenhor Stenico foi só um pretexto. Onde é que a gente já viu este filme?

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Sexta-feira, Agosto 24, 2007

LITERATURA GAY


Ao alto vê-se Querelle, de Andy Warhol (1982). Hoje, no Ípsilon, Isabel Coutinho assina oito páginas sobre literatura gay em Portugal. Falou com escritores, professores, investigadores, editores e activistas. Há declarações minhas, e também de Anabela Rocha, Ana Cristina Santos, António Fernando Cascais, Frederico Lourenço, Joana M. Neves, Miguel Vale de Almeida, Pedro Gorsky e Rosa Lobato Faria. As opiniões nem sempre coincidem, e ainda bem. O dossier não inclui (e, do meu ponto de vista, faz falta) uma bibliografia sumária de obras de referência. Para os interessados, fica uma dezena de sugestões:


Epistemology of the Closet
Eve Kosofsky Sedgwick
University of California Press, 1990
Tradução portuguesa de Ana R. Luís e Fernando Matos Oliveira: Epistemologia do Armário / Angelus Novus, 2003


The Lesbian and Gay Studies Reader
Henry Abelove, Michèle Aina Barale e David Halperin (eds.)
VV.AA / Mais de 50 ensaios de 43 autores, incluindo os três organizadores, e ainda Judith Butler, Phillip Brian Harper, Audre Lorde, Adrienne Rich, Eve Kosofsky Sedgwick e outros.
Routledge, 1993
Indispensável.


The Violet Quill Reader
David Bergman (ed.)
VV.AA / Edmund White, Andrew Holleran, Felice Picano, Michael Grumley e outros
St Martin's Press, 1994
O Violet Quill Club, de Nova Iorque, foi o ponto de partida (em 1969) da afirmação pública da literatura gay.


Virtually Normal. An Argument About Homosexuality
Andrew Sullivan
Picador, 1995
Considerado a bíblia do tema. Ver blogue do autor.


Cassell's Queer Companion
William Stewart
Cassell, 1995
Como o nome indica, um dicionário de cultura e terminologia gay.


The Gay and Lesbian Literary Heritage
Claude J. Summers (ed.)
VV.AA / Enciclopédia com 787 páginas, sobre autores, grupos, movimentos, correntes, etc., dentro e fora do mundo de língua inglesa. As entradas não são meros verbetes, são verdadeiros ensaios. Indispensável.
Henry Holt Reference Book, 1995


A History of Gay Literature. The Male Tradition
Gregory Woods
Yale University Press, 1998
Começa na Grécia e em Roma, vindo até aos anos 1990.


La longue marche des gays
Frédéric Martel
Gallimard, 2002
Profusamente ilustrado, formato de bolso. Espécie de curso intensivo.


Dictionnaire des cultures Gays et Lesbiennes
Didier Eribon (ed.)
Larousse, 2003
VV.AA / Com ilustrações.


Born to be Gay. A History of Homosexuality
William Naphy
NPI Media Group, 2004
Tradução portuguesa de Jaime Araújo: Born to be Gay. História da Homossexualidade / Edições 70, 2006
Fiz a recensão deste livro no Mil Folhas de 22-4-2006

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Sábado, Março 03, 2007

POINT TO POINT


Por causa deste senhor não consegui fazer mais nada. Mas tem compensado. Agora que os editores portugueses descobriram o filão das biografias e dos volumes de memória, nunca é demais sublinhar a importância de Gore Vidal (n. 1925) na literatura contemporânea. Se Palimpsest (1995) fora já um marco, este Point to Point Navigation ultrapassa as melhores expectativas.

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Sábado, Dezembro 16, 2006

GUERRA COLONIAL EM FILME


Quando escrevi isto tinha alguma informação sobre o filme, e natural expectativa, mas ainda não o tinha visto. Agora vi, fui ontem à ante-estreia. E o que posso dizer é que 20,13 reitera, de forma enfática, o lugar de Joaquim Leitão no cinema português. A história passa-se em cenário de guerra, mais precisamente no Norte de Moçambique. Começa na véspera do Natal de 1969, dia em que dois acontecimentos sem relação entre si vão determinar a evolução do plot. Primeiro, uma patrulha militar descobre e prende um guerrilheiro da Frelimo. Depois, ainda o prisioneiro não chegou ao compound, o helicóptero que traz o capelão da unidade traz também a mulher do capitão (Adriano Carvalho, foto ao alto), uma visita inesperada e indesejada. A partir desse momento tudo se precipita. A consoada é perturbada por flagelação contínua de morteiros — o “canhão” do inimigo, que fica a poucas centenas de metros, mas já do outro lado da fronteira —, pelo assassinato do prisioneiro, e pela descoberta do corpo de Vicente, um soldado enfermeiro (Angélico Vieira) com quem o capitão mantinha uma relação homossexual. São estes os factos que trazem à tona os dramas passionais que unem os protagonistas. Conflito identitário, ciúme, paixão, sentido do dever, reserva moral face à natureza da guerra, etc., são questões que o filme ilustra. Graças a um naipe de actores quase todos muito jovens, dirigidos pela mão segura de Joaquim Leitão, o filme tem uma extraordinária desenvoltura. Quem, por qualquer razão, tenha vivido a guerra colonial por dentro, pode avaliar o rigor e a justeza de pormenores (cénicos, de overacting, e outros) aparentemente fúteis. O poema de Reinaldo Ferreira, Menina dos Olhos Tristes, cantado em coro, é um desses achados. O argumento é de Luís Lopes, Joaquim Leitão e Tino Navarro (o produtor), a fotografia de José António Loureiro, e a montagem, excelente, de Pedro Ribeiro. As cenas de combate têm uma verossimilhança nunca vista em cinema português. O guarda-roupa, da responsabilidade de Sílvia Meireles, recupera muito bem o clima do final dos anos 1960 em África. A partir daqui os elogios vão todos para os actores, com realce especial para Marco d’Almeida, o intransigente alferes Gaio, Adriano Carvalho (o capitão), Carla Chambel, Ivo Canelas, Nuno Nunes, Júlio César e Afonso Pimentel. Gostaria ainda de referir o pilha cacifos, e tenho pena de não o fazer com o nome próprio, mas ignoro qual seja. Temos ali actor! Moral da história: 20,13 é recomendável a variadíssimos títulos. Parabéns a toda a equipa. O filme chega às salas no próximo dia 21.

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Sábado, Dezembro 09, 2006

20,13


É já no próximo dia 21 que chega aos cinemas o novo filme de Joaquim Leitão: 20,13 — com acção centrada num aquartelamento do Norte de Moçambique, no Natal de 1969, em plena guerra colonial. Crime, paixão, homossexualidade e um segredo. O título remete para um dos livros da Sagrada Escritura, não sei exactamente qual: pode ser o Levítico, cuja formulação [Lv 20,13] difere ligeiramente da que consta do cartaz, ou outro. Vale a pena consultar o sítio do filme, em cujo elenco encontramos Marco d’Almeida, o protagonista (foto ao alto), Adriano Carvalho, Carla Chambel, a mulher que vai desatinar a consoada, Ivo Canelas, Maya Booth, Nuno Nunes, Angélico Vieira, Afonso Pimentel e outros. A première é no dia 15.

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