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domingo, 28 de abril de 2019

ESPANHA EM TRANSE


Os espanhóis começaram hoje a votar naquelas que são as eleições mais importantes desde 1978.

Segundo todas as sondagens (a imagem mostra a mais recente), o PSOE continua a ser o potencial vencedor, mas longe da maioria absoluta, mesmo coligado com o PODEMOS, que tudo indica irá perder metade dos deputados.

A grande incógnita é o VOX, o partido de extrema-direita que pode eleger cerca de 40 deputados.

Como é que 12% dos eleitores espanhóis estão dispostos a votar num partido que propõe acabar com as dezassete comunidades autónomas de Espanha (mediante revogação do artigo 2.º da Constituição de 1978); revogar toda a legislação sobre igualdade de género, direitos LGBTI, aborto, etc. Não obstante, Pablo Casado, líder do PP, já disse estar disposto a uma coligação com o VOX.

Se estes números se confirmarem, só Rivera, de CIUDADANOS, pode desatar o nó. Sánchez tem a obrigação de, engolindo todos os sapos, fazer um compromisso histórico. Os dois, Sánchez e Rivera, andam muito exaltados um com o outro, mas, repito, se estes números se confirmarem, têm de escolher entre o caos ou novas eleições no fim do Verão.

No transe actual, Espanha não se pode dar ao luxo de fundamentalismos ideológicos.

Clique no gráfico de El País.

domingo, 24 de março de 2019

EMPATE ABSOLUTO


No próximo 28 de Abril, Espanha vai a votos. Este gráfico mostra os resultados da sondagem divulgada hoje.

Relativamente a 2016, o PSOE dá um salto enorme, elegendo mais 37 deputados, porém insuficiente para a maioria absoluta, que se obtém com 176. A soma do PSOE com o PODEMOS também não chega — são 162.

Em contrapartida, o PP dá um trambolhão: obteria 76 deputados, por contraste com os 137 de 2016.

Entretanto, CIUDADANOS sobe de 32 para 55. Mas a Direita democrática também não consegue a maioria, ficando por 131 lugares.

Mesmo aliada à extrema-direita do VOX, que obteria 31 deputados, não passava de 162. Ou seja, exactamente o número de votos da Esquerda institucional.

Em síntese:

PSOE+PODEMOS = 162 deputados

PP+CIUDADANOS+VOX = 162 deputados.

A única chance de maioria, e mesmo assim por um único lugar, seria uma coligação do PSOE com CIUDADANOS — 177 deputados. Mas seria uma aliança contranatura.

Clique na imagem de El País.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

A HORA DE ESPANHA

Sánchez marcou eleições gerais em Espanha para o próximo 28 de Abril. Se o PSOE não ganhar por maioria absoluta, tarefa difícil, nem, como alternativa, conseguir unir a Esquerda, os espanhóis podem contar com mais 50 anos de franquismo, em versão pós-moderna, mas franquismo.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

PRESUPUESTOS CHUMBADOS

Por 191 votos contra 151, foi chumbado o Orçamento de Estado de Espanha. Lá se foi o sonho do salário mínimo de 900 euros. O Governo de Sánchez já está em gestão corrente. Ainda esta semana serão marcadas as eleições gerais. A Direita quer que sejam a 14 de Abril, o PSOE prefere 14 de Maio. Acabou a Primavera de Madrid.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

ESPANHA EM TRANSE


Lembram-se da Primavera de Praga? Durou sete meses: começou a 5 de Janeiro de 1968, quando Dubček chegou ao poder, e acabou a 21 de Agosto, quando os tanques soviéticos entraram na capital checa.

A Primavera de Madrid está a chegar ao fim. Começou a 2 de Junho de 2018, quando Sánchez substituiu Rajoy em consequência de uma moção de censura contra o Governo do PP, mas tudo indica que termine antes do primeiro aniversário.

Porquê? Porque os Presupuestos (o Orçamento de Estado) vão cair. Nas Cortes, a discussão começa amanhã e a votação ocorre na quarta-feira, dia 13. Se houver chumbo, como se prevê, na medida em que a soma do PSOE e do PODEMOS não chega para aprovar o documento, a passagem pelo Senado será um pro forma.

Sánchez tem governado com o apoio dos independentistas catalães, mas Torra esticou demasiado a corda, e o Presidente do Governo de Espanha perdeu-se no labirinto. Se faz a vontade a Torra, os Presupuestos passam, mas o PSOE desaparece do mapa político de Espanha. Se faz o que deve fazer, perde os Presupuestos (e lá se vai o salário mínimo de 900 euros) e o Governo.

A manifestação que ontem, em Madrid, juntou cem mil manifestantes e os líderes do PP (Pablo Casado), de CIUDADANOS (Albert Rivera) e do partido de extrema-direita VOX (Santiago Abascal), foi um sinal claro do que aí vem. Os três tencionam mesmo aliar-se num Governo restauracionista. Ainda muita gente vai ter saudades de Rajoy.

Clique na foto de El País.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

ESPANHA


Se as eleições se realizassem hoje em Espanha, o PSOE seria o partido mais votado, mas seria a Direita a governar com o apoio da extrema-direita. Uma geringonça à espanhola, portanto.

A soma do PP, CIUDADANOS e VOX representa 50,9% das intenções de voto (e a possibilidade de 189 deputados), enquanto a soma do PSOE e do PODEMOS apenas representa 38,4% (e a possibilidade de 143 deputados). Os pequenos partidos não contam: a soma de todos não chega para colmatar o gap.

Vendo os três gráficos, verificamos que o VOX, de extrema-direita, praticamente não existia há seis meses, e hoje consegue mobilizar quase treze por cento do eleitorado.

É evidente que uma coligação PP+PSOE+CIUDADANOS evitaria ter a extrema-direita a governar, mas a ortodoxia de uns e outros vai optar pela pior solução.

A sondagem foi divulgada hoje por El Mundo. Clique na imagem.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

SALÁRIO MÍNIMO ESPANHOL

Sánchez tirou um coelho da cartola e anuncia que vai aprovar, no próximo dia 21, a subida do salário mínimo de 735 para 900 euros. Um aumento de 22%. Nunca tal havia acontecido em Espanha desde 1977.

Sucede que esse aumento vai ser aprovado em conselho de ministros, ou seja, por decreto-lei.

Qual é o problema? Por falta de maioria nas Cortes e no Senado, o primeiro-ministro espanhol viu-se obrigado a adiar para Janeiro a discussão e aprovação dos Presupuestos Generales del Estado (o Orçamento). O truque do dec-lei funciona até à votação... Mas o que acontecerá a seguir (além das inevitáveis eleições antecipadas) se não conseguir aprovar o Orçamento para 2019?

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

ANDALUZIA


Com 28% dos votos e 33 deputados, o PSOE foi o partido mais votado na Andaluzia, mas a comunidade autónoma vai ser governada pela Direita e extrema-direita: PP (21%), Ciudadanos (18%) e VOX (11%), o partido de extrema-direita liderado por Santiago Abascal, conseguiram, juntos, eleger 59 deputados, ou seja, mais quatro do que a maioria absoluta. Em regime democrático, é a primeira vez que um partido de extrema-direita entra num parlamento espanhol.

A Esquerda (PSOE+PODEMOS+AA) ficou em minoria: 50 deputados. Mas uma aliança do PSOE com o PP, exactamente 59 deputados, impediria o acesso de VOX ao governo andaluz. Isso não acontecerá. O PP prefere aliar-se aos extremistas de Abascal, que conseguiram eleger deputados em Sevilha, Cádiz, Málaga, Córdova, Granada, Huelva, Jaén e Almería.

Na Andaluzia, ontem, foram 400 mil a eleger doze deputados de VOX. Quantos serão em eleições nacionais?

Clique no gráfico de El País.

domingo, 17 de junho de 2018

AFFAIRE AQUARIUS


Agora vamos ficar todos contentes, porque esta coreografia foi pensada ao milímetro para não perturbar os espíritos sensíveis.

Foi assim:

Distribuídos por três embarcações, o navio Aquarius e dois vasos da Marinha de Guerra italiana, chegaram hoje a Valência os 629 imigrantes que andavam à deriva no Mediterrâneo.

O primeiro chegou quando eram 05:50 em Portugal, e os restantes com intervalos de três horas. O Aquarius foi o último a chegar. Sob orientação da Cruz Vermelha, uma equipa de 2.300 pessoas, formada por polícias, funcionários da Emigração, tradutores, stewards, enfermeiros, médicos e advogados, está a monitorizar o desembarque. Cem jornalistas foram autorizados a permanecer no local. Equipados com macacões de corpo inteiro, luvas, termómetros infravermelhos e máscaras apropriadas para situações de catástrofe e pandemia, os médicos e enfermeiros foram os primeiros a subir a bordo.

Os imigrantes receberam três formulários: um para solicitar autorização de permanência em Espanha, até ao limite de 45 dias, ou seja, um proforma para formalizar o desembarque; outro para solicitar asilo em Espanha; outro para solicitar asilo num país terceiro (a França está disposta a receber os muito qualificados). Entre os 629 imigrantes estão 43 argelinos e 11 marroquinos, grupo que vê o seu futuro com grande preocupação.

Nenhum dos 629 imigrantes está documentado.

Clique na imagem de El País.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

AQUARIUS, AGAIN

Se tudo correr bem, os 629 imigrantes que estavam a bordo do Aquarius chegarão a Valência no próximo domingo. Espanha ofereceu-se para os receber porque o Aquarius permanecia à deriva junto ao limite das águas territoriais italianas. Mas não os vai aceitar como residentes. Magdalena Valerio, ministra do Trabalho, Migrações e Segurança Social, já desautorizou Mónica Oltra, assessora do PSOE com o pelouro da Igualdade e Políticas Inclusivas, que tem falado como se os 629 imigrantes tivessem garantida a condição de refugiados. Nada disso, esclareceu a ministra. Os embarcados serão enviados para um centro de acolhimento (e para hospitais os que estão doentes) controlado pelas autoridades migratórias, onde cada um será avaliado em função de diversos parâmetros. Para a larga maioria, Valência será uma escala antes do regresso ao país de origem. É evidente que, com o bruá do Mundial, os imigrantes vão ser devolvidos à Líbia num ápice.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

PSOE MUDA MINISTROS


Màxim Huerta demitiu-se hoje de ministro da Cultura de Espanha. Motivo: entre 2006 e 2008 defraudou o fisco em 257 mil euros. Homossexual assumido, Màxim Huerta, 46 anos, é o tipo de provocador e intelectual público com tribuna nas redes sociais.

Sánchez já o substituiu por José Guirao, 59 anos, actual director-geral da Fundación Montemadrid, e antigo gestor do Centro de Arte Reina Sofía (1994-2001) e da Casa Encendida (2002-14).

Nas imagens, Huerta de casaco azul, Guirao de casaco caqui.

JUSTIÇA FRANQUISTA?


Iñaki Urdangarin, 50 anos, campeão olímpico de andebol, cunhado do rei de Espanha, já está em Palma, onde cumprirá 5 anos e 10 meses de prisão. O antigo duque de Palma (o título foi-lhe retirado quando os tribunais deram como provado o seu envolvimento em desvios de dinheiro), que tem vivido em Genebra desde que o escândalo rebentou, tem agora cinco dias para entrar na prisão. Não se sabe se a infanta Helena e os quatro filhos continuam na Suíça.

Em Portugal, um homem como Urdangarin nunca seria preso. Portanto, quem gosta de classificar a justiça espanhola como franquista, devia olhar à sua volta.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

TWILIGHT ZONE


Quatro horas passadas desde o gesto de boa-vontade de Sánchez, o Aquarius, navio fretado pela SOS Mediterranee (Médicos Sem Fronteiras) que estava à deriva no Mediterrâneo com 629 imigrantes a bordo, continua parado junto ao limite das águas territoriais italianas. Há jornalistas a bordo: a fotografia que junto é uma das muitas que Oscar Corral fez. Aparentemente, a organização não está interessada em seguir para Espanha. Itália, ou nada. O desembarque em Valência punha ponto final no problema. Isso interessa?

Clique na imagem de El País.

AQUARIUS EM ESPANHA


Por razões humanitárias, o Governo espanhol decidiu acolher o navio Aquarios, fretado pela SOS Mediterranee, que estava à deriva no Mediterrâneo com 629 imigrantes a bordo. Valência será a cidade de acolhimento. A decisão de Sánchez reage à proibição decretada pela Itália e por Malta.

Clique na foto de Oscar Corral, para El País.

terça-feira, 5 de junho de 2018

PSOE NA MONCLOA


Este é o núcleo duro do Governo do PSOE. De cima para baixo e da esquerda para a direita: Sánchez, o Presidente; Carmen Calvo, vice-presidenta, com os pelouros da Igualdade e das relações com a Corte; José Luis Ábalos, ministro do Fomento; María Jesus Montero, ministra da Fazenda; Teresa Ribera, ministra do Ambiente; Josep Borrell, ministro dos Negócios Estrangeiros; Margarita Robles, ministra da Justiça; Meritxell Batet, ministra da Administração Territorial; Pilar Cancela, ministra do Interior. Faltam outros nove.

Carmen Calvo, 60 anos (a partir de dia 7, quinta-feira), vice-presidenta, catedrática em Direito constitucional, tem sido responsável pelas políticas da Igualdade no PSOE. O novo MNE, Josep Borrell, 71 anos, várias vezes ministro, foi vice-presidente do Parlamento Europeu. É catalão anti-independência e um declarado inimigo de Puigdemont.

Clique na imagem de El País.

sábado, 2 de junho de 2018

CATALUNHA SAI DO COMA?

Pondo fim a sete meses de vazio, tomaram hoje posse em Barcelona os membros do executivo autonómico da Catalunha, chefiado por Quim Torra. A cerimónia ocorreu duas horas depois da posse do novo Presidente do Governo de Espanha. Com a entrada em funções do novo Govern, cessou a aplicação do artigo 155 da Constituição. Foram empossados: Pere Aragonès, Elsa Artadi, Àngels Chacón, Ernest Maragall, Miquel Buch, Josep Bargalló, Alba Vergés, Damià Calvet, Laura Borràs, Ester Capella, Chakir El Homrani, Jordi Puigneró e Teresa Jordà. O Govern está neste momento reunido, naquela que é a primeira reunião do executivo catalão desde 24 de Outubro de 2017.

SEM BÍBLIA & CRUCIFIXO


Na presença do rei, Sánchez tomou hoje posse como Presidente do Governo de Espanha (cargo que exerce, de facto, desde ontem). Ao contrário dos seus seis antecessores, Sánchez fez saber que não aceitava o exemplar da Bíblia e o crucifixo que tradicionalmente fazem parte dos adereços de cena. Era ele e a sua palavra, ponto. Nunca tal tinha acontecido na Zarzuela.

Clique na imagem de El País.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

ACABOU A SAGA?


A procuradoria-geral alemã instou o Tribunal Regional Superior de Schleswig-Holstein a extraditar imediatamente Puigdemont para Espanha, sob acusação de rebelião e desvio de fundos.

Clique na imagem do Bild.

DONE!


Com os votos do PSOE, mais os de PODEMOS, ERC, PNV, PDeCAT, Compromís, Bildu e Nueva Canarias, perfazendo um total de 180, a moção de censura foi aprovada. Rajoy caiu. Pedro Sánchez, 46 anos, economista, líder do PSOE, é o novo Presidente do Governo de Espanha desde as 10:29 desta manhã, hora portuguesa.

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A HORA DE SÁNCHEZ


A menos que aconteça um imprevisto, o PSOE regressa hoje ao poder. Na pessoa de Pedro Sánchez, quem diria?, os socialistas são os senhores que se seguem na Moncloa. A votação da moção de censura tem início quando forem 10 horas em Portugal. Contrariamente ao que sucede entre nós, em Espanha, a vitória de uma moção de censura (e todas chumbaram até hoje) obriga o proponente a constituir e chefiar novo Governo. A ver vamos.