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sábado, 25 de fevereiro de 2017

REN HANG 1987-2017


Com apenas 29 anos, suicidou-se ontem em Pequim o fotógrafo chinês Ren Hang. O artista atirou-se de uma janela do prédio onde vivia com o companheiro. Conhecido internacionalmente (ainda o mês passado expôs em Amesterdão e Estocolmo), manteve presença regular em galerias de Nova Iorque, Londres, Paris, Roma, Bruxelas, Moscovo, Tóquio, Los Angeles, Miami, Arles, Milão, Frankfurt, Vilnius, Atenas, Basileia, Viena, Copenhaga, Istambul, Banguecoque, Hong Kong, Xangai, Pequim, etc. Monografias suas estão publicadas em vários países. Motivo alegado: depressão.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

MAAT


Foi ontem inaugurada, com pompa e circunstância, a extensão do MAAT — Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia, da Fundação EDP. Faz-me confusão que uma obra que só fica pronta daqui a seis meses tenha sido inaugurada. Neste momento, no edifício concebido pela arquitecta britânica Amanda Levete, apenas pode ver-se uma exposição, Pynchon Park (escultura, som, luz, performance), da francesa Dominique Gonzalez-Foerster. A obra insere-se no tema Utopia/Distopia. Em todo o caso, ainda tem doze dias para ver, na Central Tejo, as magníficas fotografias com que Edgar Martins dá corpo a Siloquies and Soliloquies on Death, Life and Other Interludes. Edgar Martins nasceu em Évora, em 1977, mas foi ainda criança para Macau, vivendo ali até 1996, ano em que foi estudar para Londres, onde continua a viver. Actualmente é um dos mais conceituados fotógrafos da sua geração, com obras representadas em colecções e museus dos dois lados do Atlântico. Se clicar na imagem, confere o que pode ver em cada um dos edifícios do MAAT.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

TÂMEGA CINÉTICO

É hoje inaugurado em Longras, numa das margens do rio Tâmega, o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso. Desenhado por Siza Vieira, o edifício custou oito milhões de euros. É propriedade da Câmara de Chaves, que vai gerir o museu, embora ainda não saiba como o vai fazer, nem sequer se virá a contratar um director artístico. Nadir Afonso (1920-2013) pintou até morrer, mas a retrospectiva da sua obra, da responsabilidade de Bernardo Pinto de Almeida, termina em 1976.

terça-feira, 3 de maio de 2016

QUERUBIM LAPA 1925-2016


Vítima de complicações respiratórias após um AVC, morreu ontem Querubim Lapa, artista plástico que deixa obra de referência na cerâmica, azulejaria, escultura, pintura, desenho e gravura. Lisboa está cheia de obras suas. Tinha 90 anos. Clique na imagem.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

O SEQUEIRA É NOSSO


Com uma doação de 35 mil euros, a Fundação da Casa de Bragança completou os 600 mil euros necessários para acrescentar ao acervo do Museu Nacional de Arte Antiga o quadro Adoração dos Magos (1828), de Domingos Sequeira. Foram seis meses de crowdfunding intenso, no qual participaram anónimos, figuras públicas e instituições (a Fundação Aga Khan contribuiu com um terço do total, ou seja, com 200 mil euros), tais como a Fundação Luso-Americana, a EDP, a Fundação Carmona e Costa, o ACP, a Galeria Jorge Welsh, a Sociedade Portuguesa de Autores, etc. Presumo que antes do Verão já se possa ver a tela exposta no MNAA.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

EM CASAS COMO AQUELA


É inaugurada hoje (18:00) no Museu da Electricidade, da Fundação EDP, uma exposição de fotografia de Duarte Belo dedicada a Cesariny: manuscritos, livros, obras de arte, objectos pessoais, o interior da casa do poeta e artista plástico no segundo andar direito do n.º 6 da Rua Basílio Teles, em Lisboa. Em Novembro do ano passado foi publicado o livro que se vê na imagem, agora chegou a vez dos originais.

sábado, 25 de julho de 2015

COLECÇÃO SEC

Hoje, no Público, Vanessa Rato ocupa três páginas com a radiografia possível da soi disant Colecção SEC. Um bom trabalho jornalístico: datas, nomes, detalhes, cronologia. Não são opiniões. São factos. Obras perdidas, obras roubadas, obras com paradeiro desconhecido, obras por inventariar, obras a decorar gabinetes ministeriais ou de embaixadas, obras em Serralves, obras nas caves do CCB, obras na Câmara Municipal de Aveiro, obras rejeitadas (de Judd, Kosuth, Serra, Baselitz e outros) por ignorância de burocratas, etc. Neste Et cetera cabem as 262 obras à guarda da Universidade de Aveiro desde 2006. E porquê Aveiro? Tudo somado e subtraído, quantas obras tem afinal a Colecção SEC? No consulado de Isabel Pires de Lima parece que eram 1271, mas o actual director-geral das Artes, Carlos Moura-Carvalho, disse esta semana à Lusa que eram 1115. Em que ficamos? A forma mais amável de caracterizar o imbróglio é dizer que isto é um caso de polícia.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

BARRETE

É hoje inaugurada a extensão do Museu Nacional de Arte Contemporânea, dito Museu do Chiado. A saída do Governo Civil de Lisboa do edifício contíguo permitiu duplicar a área expositiva, tornando possível mostrar a denominada Colecção SEC  —  mais de mil obras de arte contemporânea portuguesa  —, encaixotada em Serralves, mas afecta ao MNAC desde Setembro de 2013. Sucede que o secretário de Estado da cultura [não é gralha, é mesmo cultura] revogou o despacho que assinou há dois anos. A colecção continua no Porto, o que não teria mal se pudesse ser vista. Mas não pode. Portanto, o que a partir de hoje pode ser visto são pouco mais de sessenta obras (Ângelo, Lapa, Sarmento, etc.), distribuídas por 25 salas acabadas de restaurar, umas com chão de pedra, outras de madeira, tudo sem ligação ao primitivo edifício do Museu do Chiado. Catálogo não há, porque David Santos, que se demitiu de director do museu no passado dia 8, proibiu a sua distribuição. A propriedade intelectual ainda está em vigor.
 
Logo à tarde haverá manifestação à porta do museu: nenhum artista ou agente cultural porá os pés no “novo” MNAC.