Terça-feira, Agosto 26, 2008

MYRA NOS JOGOS


No Reino Unido, toda a gente sabe quem é Myra Hindley (1942-2002), a mulher que ajudou Ian Brady a raptar, violar, torturar e matar cinco crianças e adolescentes com idades compreendidas entre os 10 e os 17 anos. Os crimes tiveram lugar entre 1963-65, em Manchester. Myra e Ian Brady foram presos e condenados em 1965. Antes de morrer de ataque cardíaco, Myra passou 37 anos na cadeia. As pessoas que não lêem tablóides conhecem-na porque Marcus Harvey, nome de referência dos YBAs, fez o retrato dela. Esse retrato esteve exposto em 1997 na Royal Academy of Arts, foi vandalizado, retirado, fazendo hoje parte do espólio da Tate Modern. Agora, esse retrato, ou seja, uma obra de arte representativa da contemporaneidade britânica, foi incluído no vídeo promocional (do comité olímpico britânico) dos Jogos de Londres, a realizar em 2012. Ao ser exibido em Pequim, deixou Brown estupefacto e furioso. Boris Johnson, o mayor de Londres, idem. Será que o vídeo tem música dos Sex Pistols (No One is Innocent: «God save Myra Hindley, God save Ian Brady... etc.») e dos Smith (Suffer Little Children), bandas que imortalizaram Myra? Ah!, decididamente, os criativos não entendem os pruridos middle class.

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Terça-feira, Julho 22, 2008

FOI VOCÊ QUE PEDIU UM MUSEU RUSSO?


Em Março de 2006, escrevi aqui sobre o anunciado polo de Lisboa do Museu do Hermitage, previsto para 2010. Não era a primeira vez que o fazia. Em Outubro de 2005, a propósito da deslocação de Isabel Pires de Lima a São Petersburgo, já o fizera, aproveitando para dizer o que pensava sobre uma projectada mostra do museu russo no Palácio da Ajuda. E, em Outubro de 2007, quando o ursinho de peluche do czarevitch Alexei, filho de Alexandra e Nicolau II, chegou a Monsanto — a mostra custou 1,5 milhões de euros ao erário público —, voltei ao tema. Vale o intróito como exemplo do interesse que o assunto me merece. Entretanto, Isabel Pires de Lima deixou de ser ministra. Agora anda tudo embrulhado porque o actual ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, terá atribuído à direcção do Hermitage a responsabilidade pelo cancelamento de uma exposição no Museu Soares do Reis, do Porto. Mas os russos dizem que não, que Portugal é que se desinteressou, por eles a exposição faz-se amanhã. Não obstante, desistiram de ter uma extensão do museu em Portugal. Entre outras razões, não nos reconhecem competência técnica. A tal respeito, são eloquentes as declarações de Mikhail Piotrovski (director do Hermitage) sobre a mostra da Ajuda. A partir daqui a trapalhada adensa-se. Manuel Bairrão Oleiro, director do Instituto dos Museus, sinaliza várias tentativas de contacto com o Hermitage, todas infrutíferas, esclarecendo ter recebido, há seis meses, informação oficial (veiculada pela embaixada de Portugal em Moscovo) de que o museu russo não estava interessado em expor no Porto as suas filigranas de prata. Tudo visto, seria avisado que Pinto Ribeiro pusesse um ponto final no assunto. A aventura seria um sorvedouro do dinheiro que não há para manter, a um nível decente, os museus portugueses. Em nenhuma circunstância os russos deslocariam obras relevantes para fora das suas fronteiras. Não o fizeram para Londres (o polo do Hermitage na capital britânica fechou por falta de visitantes), que é Londres, nunca o fariam para Lisboa. Nesse particular, agem bem. Do nosso lado seria bom que isso fosse percebido.

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Sábado, Junho 21, 2008

ANNIE LEIBOVITZ


Alturas há em que nos reconciliamos com a televisão. Ontem foi uma delas. Chegado de um jantar, passava da meia-noite, apanho ainda, na RTP-2, um magnífico documentário sobre Annie Leibovitz (n. 1949, foto ao alto), a fotógrafa americana que mudou o paradigma de foto-reportagem e fez da Rolling Stone (a revista) uma referência incontornável. É em momentos como este que percebemos como a televisão pode ser um veículo precioso. Quando o filme acabou, perto da uma e meia, fui sentar-me a folhear de novo, com o deslumbramento de sempre, A Photographer's Life 1990-2005 (Jonathan Cape, 2006), um álbum poderoso que por vezes nos deixa no limite do insuportável, como acontece, por exemplo, na violenta sequência de retratos com que fixou os momentos terminais e o post-mortem de Susan Sontag, sua companheira de tantos anos. Alguém, não me lembro quem, falou de obscenidade a propósito dessas imagens. Talvez.

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Segunda-feira, Junho 02, 2008

IRMÃOLÚCIA AO SALDANHA


É já amanhã, às sete da tarde, que podemos ver os rabiscos [quase] exemplares de Pedro Vieira, a partir de horrores e ternuras de max aub, na Livraria Almedina do Atrium Saldanha. Na ocasião, José Mário Silva lerá contos.

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Sábado, Maio 17, 2008

ANA GAIAZ


Na Galeria São Mamede, em Lisboa, pode ver-se uma nova exposição de fotografia de Ana Gaiaz, Prática de 14 Figuras. Ana Gaiaz fotografa sobretudo máscaras, «mas também caras de bonecos tristes, bonecas sofisticadas, outras de expressão perturbada e histérica, tiaras aristocráticas, moldes de rostos adormecidos, calmos nos seus cabelos de arame, mascarilhas venezianas, ou de contornos esqueléticos da morte, monstros, animais fantásticos, plumas, chapéus elegantes e narizes grotescos, caras de espanto ou de indignação.» Como diz Bernardo Pinto de Almeida num dos textos do catálogo, as imagens «flutuam sem fim (e sem princípio) como se por ondas [e] o dispositivo que essa intensíssima circulação gera — também pela sua velocidade e pela sua sedução — é um dispositivo de que se ausenta tudo aquilo que, longamente, fez da fotografia uma antecâmara da arte, um espaço singular capaz de gerar a sua própria história.» Impressas a jacto de tinta sobre alumínio, estas fotografias de Ana Gaiaz dizem o desamparo da condição humana. Ao alto reproduz-se uma delas, Ruivo. Ontem ao fim da tarde, Ana Gaiaz recebeu os amigos com a afabilidade do costume, e foram muitos (entre outros, Isabel Allegro de Magalhães, Manuela e Nuno Júdice, Miguel Veiga, Leonardo Mathias, Eduardo Lourenço e o escultor José Aurélio, sobre cuja obra a autora tem intervindo) os que com ela e Vasco Graça Moura partilharam uma caipirinha de honra.

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Quinta-feira, Maio 08, 2008

MUSEU DO ORIENTE


É inaugurado daqui a pouco o Museu do Oriente, sob direcção de Natália Correia Guedes. Instalado no antigo armazém frigorífico da Rocha do Conde de Óbidos, em Alcântara, dispõe de um acervo de 13 mil peças, das quais estão para já expostas 970. O edifício original, da autoria de João Simões, remonta aos anos 1930, tendo sido agora renovado por Carrilho da Graça. Nesta reencarnação, que custou cerca de 30 milhões de euros (só a adaptação a museu), em vez de bacalhau, o antigo armazém vai abrigar colecções de arte oriental. Uma das peças mais interessantes é o pagode em osso e marfim que o Real Senado de Macau ofereceu a D. Maria I quando a família real portuguesa foi para o Brasil. A colecção Kwok On, doada à Fundação Oriente pelo sinólogo francês Jacques Pimpaneau, constitui outro dos atractivos, a par dos dois Budas que Joe Berardo emprestou. Podem ainda ver-se os famosos frascos de rapé de fabrico chinês do escritor Manuel Teixeira-Gomes, bem como a colecção do poeta Camilo Pessanha, que vieram do Museu Machado de Castro, de Coimbra. Outros museus e entidades que emprestaram peças são o Museu Nacional de Arte Antiga, o Museu da Ciência, o Museu do Traje, o Palácio Nacional de Sintra e a Fundação Casa de Bragança. Ciclos de música e cinema vão ter lugar no auditório do museu (com 360 lugares), já a partir de amanhã. O pianista Mário Laginha é o primeiro artista convidado.

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Sábado, Março 01, 2008

CARLA GONÇALVES


Se vive ou anda pelo Porto neste fim-de-semana, não deixe de ir ver a nova exposição de Carla Gonçalves, que inaugura hoje, às 16:00h, na Galeria Símbolo, na Rua de Miguel Bombarda, 451. Vale mesmo a pena.

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Terça-feira, Janeiro 29, 2008

DAS MÄRCHEN


Sobre o fiasco de Das Märchen — ópera de Emmanuel Nunes a partir do texto homónimo de Goethe — já escreveu quem viu. Nanja eu. Amigos que foram à estreia dizem que dois terços dos espectadores abandonaram São Carlos antes do fim (mais de metade até ao intervalo). E, segundo os jornais, nas transmissões simultâneas do espectáculo para catorze salas pelo país fora, a debandada foi geral. Outra coisa não seria de esperar como reacção àquilo que António Pinho Vargas compara (e muito bem) à transmissão “em directo [de] um jogo de xadrez”. Até aqui, nenhuma novidade. Mas o Público dá hoje uma notícia extraordinária: o musicólogo Mário Vieira de Carvalho, secretário de Estado da Cultura, assistiu a parte do espectáculo em Faro, no Teatro Lethes. Mas só a parte do espectáculo, porque «por razões de agenda, não pude ficar até ao fim» (e que na sala, no início da transmissão, estariam setenta pessoas). Razões de agenda? Numa sexta-feira à noite? A propósito: porque será que nenhum jornal se preocupou em ir saber quanto custou a operação Emmanuel Nunes? Nos meios em geral bem informados, com infiltrações na Ajuda e no Largo de São Carlos (oh, se as paredes do Belcanto falassem!), quatro milhões de euros é o número apontado nas versões benévolas, e quatro milhões de euros é muito dinheiro em qualquer país do mundo, mesmo nos países ricos, ainda para mais se pensarmos que essa verba não incluirá a encomenda propriamente dita. Pode ser que seja especulação anti-Pires. Claro que pode. Mas o assunto é assim tão desinteressante que nenhum jornal pegue nele?

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Segunda-feira, Novembro 05, 2007

O MUSEU BERARDO


Aberto ao público desde 25 de Junho, o Museu Berardo foi visitado por 205 mil pessoas. Os ingressos têm sido gratuitos, e gratuitos vão continuar até ao fim do ano. Aparentemente, cumpre-se a estimativa de 400 mil visitantes por ano. Mas quando os ingressos forem pagos, a 6 ou 7 euros por pessoa, como será? Daqui a sete meses logo se vê o resultado. Estamos a falar da maior colecção de arte moderna e contemporânea do país, instalada num equipamento cultural de prestígio (o CCB) que entrou decisivamente nos hábitos da população. Não se pode dizer que fique no cu de Judas. Belém é uma zona da cidade muito procurada por turistas, e embora tenha sofríveis acessibilidades de transporte (mas isso só afecta os turistas e a minoria que não anda de viatura própria), é bem servida de comércio, cafés e restaurantes. OK. Não faz sentido comparar com os grandes museus internacionais. Mas era capaz de ser pedagógico comparar com o score do Museu Nacional dos Coches, ali tão perto. A imagem ao alto é de Two Men in Bar (1953) de Andy Warhol.

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Segunda-feira, Outubro 29, 2007

VIEIRA E O BEST 500


O Público traz hoje um extenso dossier sobre o mercado internacional da arte. A parte mais interessante do trabalho tinha sido divulgada há vários dias, e diz respeito ao facto de haver um único artista português, o pintor Julião Sarmento, na lista dos 500 nomes melhor cotados. Nada disto admira. O ranking tem a ver com obras vendidas em leilão, e só por esse processo, de artistas nascidos a partir de 1945. Um dos artigos é de Vanessa Rato, que estranha a ausência de Pedro Cabrita Reis, Paula Rego e Maria Helena Vieira da Silva. Sucede que só o primeiro, nascido em 1956, cabe nos parâmetros do ranking. Paula Rego, uma artista britânica para todos os efeitos (os legais incluídos), nasceu em 1938. E Vieira da Silva, uma artista francesa idem (idem), nasceu em 1908. Julião Sarmento (n. 1948), único português que surge no Best 500 da ArtPrice, aparece na 215.ª posição, ou seja, na primeira metade. Se o ranking incluísse vendas em circuito de galeria, provavelmente estaria melhor colocado. O dossier tem muita informação, e a parte assinada por Vanessa Rato traduz com fidelidade o tipo de perplexidade que o mito Vieira da Silva gerou no jornalismo cultural. Salvo para efeito de propaganda doméstica, é que Vieira da Silva pode ser vista como artista de reputação planetária. O exílio, a birra com Salazar, o casamento com Arpad Szenes, o atelier de Paris, a casa de Yèvre le Chatel, o inner circle, a relação privilegiada que manteve com poetas (Cesariny, Sophia, Alberto de Lacerda), o livro que Agustina publicou em 1982, Longos dias têm cem anos, a amizade com Mário Soares, o respaldo institucional, a colecção Brito (um presidente do Benfica...), o museu do jardim das Amoreiras, tudo contribuiu para o sucesso de estima e, por extensão, para a construção do mito. Infelizmente, basta entrar num grande museu da Europa ou dos Estados Unidos, ou numa livraria de arte (as online incluídas), para ter a noção da inocuidade da propaganda indígena. Exilados em França por exilados em França, mais depressa e mais justamente Pomar e Jorge Martins entrariam num ranking internacional deste tipo. Ao alto vê-se Combat, obra de 1951.

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Quinta-feira, Outubro 25, 2007

O HERMITAGE DE MONSANTO


Dois anos depois da sua visita a São Petersburgo, a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, tem finalmente em Lisboa uma mostra do museu russo. Há dois anos, escrevi: «Não mexemos uma palha para trazer a Lisboa ou ao Porto o que vai a Madrid e Barcelona, que ficam aqui ao lado, mas estamos dispostos ir ao delta do Neva buscar tesouros dos Romanov.» Precisamente. O esforço envolve uma verba de 1,5 milhões de euros, além dos outros 850 mil gastos nas obras de beneficiação da galeria de D. Luís, sem as quais a montagem da exposição ficaria prejudicada. Vale a pena? Tenho sérias dúvidas. Nunca tendo sido concluído, o Palácio da Ajuda exibe um amontoado de ruínas (e lixo) nas traseiras que dão para a Calçada da Ajuda. Quem por lá passou sabe a vergonha que aquilo é. Os cerca de 2,4 milhões de euros gastos teriam sido melhor aplicados no arranjo urbanístico da zona. Mas como a maioria dos que vão chegam de motorista e entram pela frente, presumo que logo ao fim da tarde a festa seja luzida. Com Putin himself ao lado de Cavaco e Sócrates, Isabel, a ministra, vai com certeza sentir-se uma heroína de Pasternak. Num país sem dinheiro para museus como deve ser, o esforço mecenático para trazer a Lisboa uma colecção decerto interessante, mas fútil, parece corroborar os que sustentam que o importante é cumprir o protocolo de intenções assinado há dois anos. O resto são ninharias. Com a exposição atirada para a orla dos matos de Monsanto, numa área da cidade muito mal servida de transportes, manter a expectativa de 150 mil visitantes até 17 de Fevereiro de 2008 parece-me irrealista. Afinal, quantos portugueses estão interessados no urso de peluche do czarevitch Alexei, filho de Nicolau II?

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Domingo, Setembro 09, 2007

GLEN HAGUE


Se ainda não conhece a pintura de Glen Hague, pintor inglês radicado em Portugal há mais de vinte anos, pode corrigir essa lacuna a partir de agora, no Pois, Café — ali mesmo ao lado da Sé de Lisboa, na Rua São João da Praça, 93 —, onde quadros seus, recentes, estão em exposição desde anteontem. Estando grande parte da freguesia da Sé interditada (e muito bem) ao trânsito automóvel, pode deixar o carro na parque do Campo das Cebolas, que fica a três minutos a pé. Na tradição dos cafés austríacos, o Pois, Café oferece serviço de biblioteca informal com rotação de livros entre quem lá vai: você leva consigo o último Lobo Antunes, que não conseguiu ler até ao fim, e troca-o pelo último Mailer, excelente; e quem diz estes diz outros.

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Domingo, Julho 22, 2007

KAMU SUNA BALLET


Nunca tinha ouvido falar do Kamu Suna Ballet, a companhia do bailarino e coreógrafo César Augusto Moniz desde que deixou o Ballet Gulbenkian. Agora não esqueço mais. Kaminari / Trovão — bailado concebido e coreografado por Moniz a partir de aspectos da cultura japonesa, que conhece bem — é simplesmente magnífico. O vigor da coreografia faz com que, nos seus melhores momentos, esqueçamos tudo o que vimos de William Forsythe. Dois ou três quadros, se assim lhes podemos chamar, pareceram-me mal iluminados. As vozes do contratenor Manuel Braz da Costa e da soprano Carla Baptista Alves são parte (muito) importante do espectáculo. O mesmo se diga dos arranjos e composição musical de João Godinho. No seu aparente despojamento, sem intromissões heróicas, a música pontua com precisão as várias fases do bailado. Na impossibilidade de citar isoladamente os três bailarinos que mais me marcaram (não os consigo identificar), deixo o nome de todos: Andrea Mirabile, Adrian Herrero, Ana Sofia, Catarina Carvalho, Carla Jordão, David Silva, Kleber Cândido, Maria Cabrita e Shanty Snijders. O Kamu Suna Ballet faz parte da programação de 2008 do Teatro Sadlers Wells de Londres. Se não conseguiu vê-lo aqui, vá até Inglaterra no próximo ano. Vai ver que vale a pena.

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