BERTINA LOPES 1924-2012
A notícia encontrou-me fora de Lisboa, longe de computadores: Bertina morreu.
Pintora e escultora moçambicana, Bertina Lopes morreu no dia 9 em Roma, cidade onde vivia desde 1963. Natural de Lourenço Marques (Maputo), filha de pai português e mãe moçambicana, veio estudar para Portugal no fim dos anos 1940: frequentou a escola António Arroio e formou-se em pintura e escultura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa. Em Lisboa privou com inúmeros pintores, entre eles Carlos Botelho e Marcelino Vespeira. De regresso a Moçambique, leccionou no ensino técnico entre 1953-61. Abandonou Moçambique em 1962, no auge da perseguição movida pela Pide aos nacionalistas africanos. Nesse mesmo ano obtém da Fundação Calouste Gulbenkian uma bolsa que lhe permite estudar cerâmica com Querubim Lapa. Em 1963, ainda bolseira da Gulbenkian, radica-se em Roma. Entre os muitos prémios que recebeu, contam-se o Grande Prémio de Honra da União Europeia de Crítica de Arte (1988) e o Prémio Mundial Carson da Raquel Carson Memorial Foundation de Nova Iorque (1991), atribuído pelo conjunto da obra e pela sua fidelidade às origens africanas. Em 1993, a Gulbenkian expôs uma ampla retrospectiva sua. Nesse mesmo ano começou a exercer o cargo de conselheira cultural na Embaixada de Moçambique em Roma. Obras de Bertina estão espalhadas por museus e colecções particulares de Moçambique, África do Sul, Portugal, Itália, Estados Unidos e outros países. Mário Soares fez dela Comendadora de Arte (1993). Bertina foi casada com o poeta Virgílio de Lemos, pai dos seus dois filhos. Actualmente era casada com Franco Confaloni, um engenheiro informático italiano. Não há mais Mama B.
[Imagens: retrato de Bertina e reprodução de Os Três Momentos, óleo de 1991.]
Pintora e escultora moçambicana, Bertina Lopes morreu no dia 9 em Roma, cidade onde vivia desde 1963. Natural de Lourenço Marques (Maputo), filha de pai português e mãe moçambicana, veio estudar para Portugal no fim dos anos 1940: frequentou a escola António Arroio e formou-se em pintura e escultura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa. Em Lisboa privou com inúmeros pintores, entre eles Carlos Botelho e Marcelino Vespeira. De regresso a Moçambique, leccionou no ensino técnico entre 1953-61. Abandonou Moçambique em 1962, no auge da perseguição movida pela Pide aos nacionalistas africanos. Nesse mesmo ano obtém da Fundação Calouste Gulbenkian uma bolsa que lhe permite estudar cerâmica com Querubim Lapa. Em 1963, ainda bolseira da Gulbenkian, radica-se em Roma. Entre os muitos prémios que recebeu, contam-se o Grande Prémio de Honra da União Europeia de Crítica de Arte (1988) e o Prémio Mundial Carson da Raquel Carson Memorial Foundation de Nova Iorque (1991), atribuído pelo conjunto da obra e pela sua fidelidade às origens africanas. Em 1993, a Gulbenkian expôs uma ampla retrospectiva sua. Nesse mesmo ano começou a exercer o cargo de conselheira cultural na Embaixada de Moçambique em Roma. Obras de Bertina estão espalhadas por museus e colecções particulares de Moçambique, África do Sul, Portugal, Itália, Estados Unidos e outros países. Mário Soares fez dela Comendadora de Arte (1993). Bertina foi casada com o poeta Virgílio de Lemos, pai dos seus dois filhos. Actualmente era casada com Franco Confaloni, um engenheiro informático italiano. Não há mais Mama B.
[Imagens: retrato de Bertina e reprodução de Os Três Momentos, óleo de 1991.]
Etiquetas: Admiração, In Memoriam



<< Home