ANGOLA É NOSSA?
A Tobis foi vendida à Filmdrehsicht, empresa de nome alemão e capitais angolanos. Nunca ouviu falar? Não importa. O Estado praticamente também não: sabe que a Filmdrehsicht é detida a 100% por capitais angolanos e que foi criada de propósito para concretizar este negócio. Este. Ponto. Não sabe mais nada. Julga-se que metade dos trabalhadores da Tobis possam manter o vínculo laboral. E toma lá oito milhões de euros.
Consta que o arquivo da Tobis ficou para o Estado português. Terá ficado? Desse arquivo faz parte o registo cinematográfico da guerra colonial. Não é irrelevante que ele esteja em Lisboa ou... em Luanda. Isto devia ser esclarecido pelo secretário de Estado da Cultura, o meu amigo Francisco José Viegas. Custa a crer que a Filmdrehsicht tenha dado oito milhões de euros por estúdios caducos...
Adenda. Ao contrário do que escrevi («estúdios caducos»), informam-me que os estúdios da Tóbis são tecnicamente muito capazes, o mesmo podendo ser dito das instalações de pós-produção de imagem. Fica feito o reparo.
Etiquetas: Jóias de família, Tobis


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