TWILIGHT ZON
Depois de amanhã começa o apagão analógico, que vai afectar muita gente. Quem não tem televisão por cabo ou satélite terá de fazer opções. Os descodificadores não são acessíveis a pessoas de baixos rendimentos (os mais baratos que vi custam 46 euros), nem podem ser vendidos como quem vende laranjas. Já sei que a rapaziada é toda muito esperta, diria mesmo Android, mas o ponto são os pais e avós da rapaziada, vivendo sozinhos em Castramenha da Serra ou em Rabaçal de Avintes. Homens e mulheres de 80 e muitos anos, que nunca viram um router na vida, são agora forçados à imersão digital.
Nada contra a televisão digital terrestre. Pelo contrário. Tudo a favor.
Mas convinha explicar. Os sketches do Nicolau Breyner devem ter custado uma pipa de massa e pouco ou nada adiantarão. Em seu lugar, os deputados deviam ir aos círculos que representam explicar às pessoas, por A+B, o que é preciso fazer. É também para isso que foram eleitos. Infelizmente, não passa pela cabeça de suas excelências perder tempo com ninharias.
Vejamos um caso que acompanhei. Numa freguesia (com 25 mil habitantes) do concelho de Almada, os filhos da senhora A chegam à conclusão de que, despesa por despesa, é preferível que a mãe adira à ZON ou ao MEO. Optam pela ZON porque viram na televisão anúncios de Pacotes ZON a 9,99 euros. Vão portanto a uma loja ZON: Não temos conhecimento. Telefonam para a ZON: Nessa rua não temos cabos. Mas, num breve inquérito à vizinhança, os filhos da senhora A verificam que na mesma rua há clientes ZON por cabo. Novo contacto com a ZON: Ah! Mas isso tem de ser através do serviço de telemarketing. Esses pacotes são um exclusivo telemarketing. A senhora A tem dois filhos teimosos, que perderam tempo a investigar e telefonar. E quem não tem ninguém que o faça?
Já agora, por que carga de água a empregada ZON foi tão afoita a afirmar que naquela rua não havia televisão por cabo?
Nada contra a televisão digital terrestre. Pelo contrário. Tudo a favor.
Mas convinha explicar. Os sketches do Nicolau Breyner devem ter custado uma pipa de massa e pouco ou nada adiantarão. Em seu lugar, os deputados deviam ir aos círculos que representam explicar às pessoas, por A+B, o que é preciso fazer. É também para isso que foram eleitos. Infelizmente, não passa pela cabeça de suas excelências perder tempo com ninharias.
Vejamos um caso que acompanhei. Numa freguesia (com 25 mil habitantes) do concelho de Almada, os filhos da senhora A chegam à conclusão de que, despesa por despesa, é preferível que a mãe adira à ZON ou ao MEO. Optam pela ZON porque viram na televisão anúncios de Pacotes ZON a 9,99 euros. Vão portanto a uma loja ZON: Não temos conhecimento. Telefonam para a ZON: Nessa rua não temos cabos. Mas, num breve inquérito à vizinhança, os filhos da senhora A verificam que na mesma rua há clientes ZON por cabo. Novo contacto com a ZON: Ah! Mas isso tem de ser através do serviço de telemarketing. Esses pacotes são um exclusivo telemarketing. A senhora A tem dois filhos teimosos, que perderam tempo a investigar e telefonar. E quem não tem ninguém que o faça?
Já agora, por que carga de água a empregada ZON foi tão afoita a afirmar que naquela rua não havia televisão por cabo?
Etiquetas: Apagão analógico, Televisão digital terrestre


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