GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ
Hoje na Sábado escrevo sobre Contos Completos de Gabriel García Márquez (n. 1927). Estes contos andavam dispersos por quatro colectâneas e podem agora ser lidos em sequência. A edição mantém a estrutura original dos volumes autónomos. O autor criou um universo capaz de provocar a reverberação da terra, como ficou demonstrado nessa obra-prima absoluta que é Cem Anos de Solidão (1967). Duas evidências: o virtuosismo semântico faz com que literatura e realidade se confundam, e o prazer da leitura é alheio ao conhecimento prévio do Leitmotiv ficcional. Os quarenta contos são traduzidos por Luís Nazaré, Pedro Tamen, Maria da Piedade Ferreira e Miguel Serras Pereira.
Escrevo ainda sobre Quando o Diabo Reza, vadiário lisboeta de Mário de Carvalho (n. 1944), que entra com o pé direito no catálogo da Tinta da China. A malta mais nova é capaz de ficar desorientada com o vocabulário: basófio, narigonço, camandro, belfas, trambolho, serrazina, niquices, beque, facha, palheta, frosques, cassa, os verbos abichar e afincar, etc. Ainda bem. A literatura não pode ficar confinada a autores que fazem livros à volta de cinco palavras. Quando o Diabo Reza é um thriller contemporâneo sobre a malandragem portuguesa.
Escrevo ainda sobre Quando o Diabo Reza, vadiário lisboeta de Mário de Carvalho (n. 1944), que entra com o pé direito no catálogo da Tinta da China. A malta mais nova é capaz de ficar desorientada com o vocabulário: basófio, narigonço, camandro, belfas, trambolho, serrazina, niquices, beque, facha, palheta, frosques, cassa, os verbos abichar e afincar, etc. Ainda bem. A literatura não pode ficar confinada a autores que fazem livros à volta de cinco palavras. Quando o Diabo Reza é um thriller contemporâneo sobre a malandragem portuguesa.
Etiquetas: Crítica literária, revista Sábado


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