MARGARET ATWOOD
Hoje na Sábado escrevo sobre O Ano do Dilúvio, de Margaret Atwood (n. 1939), que faz díptico com Órix e Crex (2003), embora a edição portuguesa omita essa relação. Ambos pertencem ao género “romance de antecipação”. Quem gosta de Philip K. Dick vai gostar deste novo livro de Atwood que faz a síntese entre ciência e teologia num universo Verde pós-punk... Jardineiros de Deus, dançarinas de varão, jogadores de Painball, prostituição organizada (sendo o nível mais baixo designado como Eurolixo), drogas sintéticas, protectores de biopelícula, alimentos geneticamente manipulados: a carne de frango é um legume que cresce em caules... Tudo isto e a sombra de Blake.
Escrevo ainda sobre Middlemarch, o clássico de George Eliot (1819-1880) sobre o tempo em que viveu, teses racionalistas, humanismo naturalista, comportamentos e relações humanas, política, arte, ciência e religião. Sir David Cecil, o crítico inglês, disse em 1934 que Middlemarch é o equivalente possível, em língua inglesa — «o que se pôde arranjar» —, de Guerra e Paz de Tolstoi... José Miguel Silva e Miguel Serras Pereira, que assinam a nova tradução desta obra-prima do catálogo da Relógio d’Água, estão de parabéns.
Escrevo ainda sobre Middlemarch, o clássico de George Eliot (1819-1880) sobre o tempo em que viveu, teses racionalistas, humanismo naturalista, comportamentos e relações humanas, política, arte, ciência e religião. Sir David Cecil, o crítico inglês, disse em 1934 que Middlemarch é o equivalente possível, em língua inglesa — «o que se pôde arranjar» —, de Guerra e Paz de Tolstoi... José Miguel Silva e Miguel Serras Pereira, que assinam a nova tradução desta obra-prima do catálogo da Relógio d’Água, estão de parabéns.
Etiquetas: Crítica literária, revista Sábado


<< Home