Quarta-feira, Agosto 31, 2011

LER 105


A LER  n.º 105 chega amanhã às bancas e livrarias. João Pombeiro, anterior editor-executivo, assume a partir deste número a direcção da revista. O Acordo Ortográfico chegou com ela. Num longo ensaio, Fernando Venâncio desmonta com método a grande falácia. A minha crónica deste mês, A exaustão do Tesouro, respeita essa norma. Aqui no blogue continuarei, não sei por quanto tempo, a escrever em antigo. Logo se vê.

Sobre este número de Setembro. Carlos Vaz Marques entrevista Mário Cláudio: uma trapalhada enorme à volta de quem é ou deixa de ser o sujeito do livro mais recente, Tiago Veiga. Diz Cláudio: «Acho que é um livro realmente grande, em vários sentidos. [...] Acho que o adjetivo adequado para este livro é avassalador.» Fiquei impressionado. Não li o livro. Telefonei a sete escritores, sete (seis de Lisboa e um do Porto), e ninguém sabia do que eu estava a falar. OK. A entrevista está cheia de recados, todos sem nome, «Porque isso se paga muito caro, normalmente.» E eu a pensar que um homem de 70 anos, com o Prémio Pessoa no bolso, tinha a liberdade de dizer o que pensa. Ainda por cima em assunto de pouco melindre: os novos. OK. A parte que realmente me encanitou foi esta: em Lisboa, «andam muito acavalados uns nos outros. Mas a verdade é que o clima que se respira entre eles é pouco saudável. O ar é muito poluído.» Engraçado nunca ter dado pelo encavalitanço. Se calhar estas coisas passam-se no Licorista, onde debutarei daqui a dias. Se for, conto.

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