Quinta-feira, Junho 30, 2011

REINALDO MORAES


Hoje na Sábado escrevo sobre Pornopopeia do brasileiro Reinaldo Moraes (n. 1950) e Histórias vindas a conto de Filomena Marona Beja (n. 1944). O livro de Moraes, uma edição Quetzal, conta a história de Zeca, cineasta amoral sempre com Murnau na boca, dependente de sexo e drogas duras, obrigado a fazer um vídeo institucional sobre enchidos de frango: «Não é cinema, não é epopeia, não é arte. [...] É cine-sabujice empresarial mesmo, e tá acabado. Cê tá careca de fazer essas merdas. Então, faz, e não enche o saco.» É um livro excessivo, culto, pícaro, mordaz, desregrado, muitíssimo bem construído e, ao mesmo tempo, imensamente divertido. A perfeita tessitura pop-erudita. Mete Cesário, fistfucking e surubrâmane. Você não vai esquecer a Sossô. Ao pé dele, Sade é Música no Coração. Os contos de Marona Beja fazem o retrato de um certo Portugal (em tom menor), geração à rasca incluída. Edição Sextante.

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