Brevíssimo apanhado, a partir da leitura de mais de cem posts sobre a
Cláusula Santana, aprovada por larga maioria no 32.º Congresso do PSD. Sublinhar que Manuela Ferreira Leite não votou, porque o presidente do partido não vota, mas declarou o seu apoio à medida. A imagem é do
Pedro Vieira.
Ana Matos Pires: «Expliquem-me como se tivesse 4 anos, passou a não ser possível criticar a direcção do
PSD nos 60 dias que antecedem um acto eleitoral?»
Ana Vidigal: «Leve a ‘rolha’ e o taco de baseball (para os resistentes à ‘rolha’), enfim, resolva o problema da asfixia de uma ‘mocada’ só! (mas que é chique a valer, lá isso é!).»
Filipe Nunes Vicente: «tanto faz uma lei da rolha oficial como uma oficiosa
[...] O que é verdade é que o PS vai rir muito. Agradeçamos ao dr. Santana Lopes.»
Francisco José Viegas: «O congresso de Mafra resolveu impedir os militantes do PSD de se pronunciarem ‘negativamente’ sobre a direcção partidária nos sessenta dias que precedam eleições. Ou seja, durante dois meses o PSD autoriza a ‘asfixia democrática’, com lei e articulado. Salvo erro, a medida é anticonstitucional. Para quem criticava a forma como os militantes do PCP elegiam os seus líderes, parece coerente, não?»
Joana Carvalho Dias: «Depois admirem-se. José Sócrates deve estar com dificuldade em conter o riso, e com razão. Foi para isto que se fez um congresso?
[...] E porque é que fico (eu e outros, com certeza) com a sensação que esta proposta de PSL, com o cheiro do rancor, visa um ajuste de contas com
José Pacheco Pereira?»
Luís Januário: «À hora em que Pacheco Pereira nos tentava dinamitar o cérebro com uma evocação de Rafael Bordalo e da sua sátira à Lei da Rolha, os congressistas do PSD aprovavam, com a pudica reserva dos futuros líderes, a pena de expulsão aos que ousem criticar os dirigentes.
[...]»
Luís Rocha: «
[...] Esse mesmo partido acaba de manchar um Congresso com a aprovação de uma “lei da rolha” proposta por um tipo (PSL) em eterno ajuste de contas com o passado
[...] tudo feito com a complacência bovina de centenas de delegados e de todos os candidatos e antigos presidentes.
Foi aliás patético ver todos os candidatos, de forma muito politicamente correcta, a
manifestarem a sua discordância com tal norma no final do Congresso,
mas nenhum teve a hombridade de a contestar abertamente no plenário. Todos provaram assim a sua falta de grandeza.
[...]»
Manuel Castelo-Branco: «Fiquei sem perceber se os 60 dias de
blackout contra a direcção são úteis ou de calendário.
[...]»
Miguel Abrantes: «
[...] Da aprovação desta norma resulta uma mensagem clara: para já, aplicamo-la cá dentro; depois, logo se vê.
[...]»
Paulo Gorjão: «Se Manuela Ferreira Leite e Pedro Santana Lopes pudessem, as sondagens também eram proibidas nos 60 dias antes das eleições. Assim é que era uma
democracia bonita: sem vozes divergentes, sem sondagens incómodas, sem essas coisas aborrecidas inerentes a um regime democrático.»
Paulo Querido: «Um cavalo armadilhado, não de Tróia, mas de Manuela, é o que fica no PSD após o congresso que hoje terminou na terra do Piquenicão
[...] Muitos estão a concluir, desgraçadamente, que
não era gaffe, afinal, a ideia de Manuela Ferreira Leite de suspender a democracia por 6 meses.»
Pedro Vieira:
«foi pena ninguém se ter lembrado da mordaça quando os puseste a todos a cantar o menino guerreiro»Tomás Vasques: «O Convento de Mafra ficará para sempre ligado à asfixia democrática. Uma maioria qualificada de delegados ao Congresso do PSD, representando o «sentir» do partido, proibiu a liberdade de expressão aos militantes sociais-democratas: ninguém pode criticar os seus dirigentes. Agora já se percebe melhor o que se tem passado na Comissão de Ética e o que se vai passar na Comissão de Inquérito. A verdade é como o azeite...»
Valupi: «Não há melhor epitáfio para a desgraçada passagem de Ferreira Leite pela liderança do PSD do que a hilariante lei da rolha aprovada em Mafra. / Mas se eles nem sequer conseguem respeitar a liberdade dos militantes, que estragos querem ir fazer para o Governo?»