FREEPORTGATE

Ao fim de oito anos, o Departamento Central de Investigação e Acção Penal concluiu a investigação ao licenciamento do Freeport. Dos sete arguidos, dois (Charles Smith e Manuel Pedro) vão a julgamento, acusados de extorsão na forma tentada.
Lembrar os factos: tudo começou em 2002, mas o processo ficou na gaveta até às eleições legislativas de 2005. Nessa altura, o Independente tentou incriminar Sócrates. A documentação divulgada pelo jornal era apócrifa. (O inspector da PJ que a fez chegar ao jornal foi levado a tribunal, condenado e expulso da polícia. O Indy foi processado.) Gente ligada aos gabinetes de Santana Lopes e Paulo Portas envolveu-se em trambiques com o mesmo fim. Foram desmascarados. O Partido Socialista ganhou as eleições com maioria absoluta. Sócrates tornou-se primeiro-ministro. O Ministério Público deu o caso por encerrado. Em 2009, a TVI faz profissão de fé no assassínio de carácter de Sócrates. Gente ligada ao Sindicato dos Magistrados do Ministério Público desenterrou a investigação. E o caso voltou às primeiras páginas. Meses de folhetim, empolado pelo aproveitamento mediático das diligências da polícia inglesa, o juiz-presidente do Eurojust demitido (a ver vamos o resultado do recurso), reuniões em Haia e Londres, 666 alertas de Cândida Almeida sobre o fim do processo, buscas em escritórios de advogados, um speech do primeiro-ministro. O PS perdeu a maioria absoluta mas voltou a ser o partido mais votado e Sócrates formou o seu segundo governo.
Ainda não foi desta que a direita varreu Sócrates.
Lembrar os factos: tudo começou em 2002, mas o processo ficou na gaveta até às eleições legislativas de 2005. Nessa altura, o Independente tentou incriminar Sócrates. A documentação divulgada pelo jornal era apócrifa. (O inspector da PJ que a fez chegar ao jornal foi levado a tribunal, condenado e expulso da polícia. O Indy foi processado.) Gente ligada aos gabinetes de Santana Lopes e Paulo Portas envolveu-se em trambiques com o mesmo fim. Foram desmascarados. O Partido Socialista ganhou as eleições com maioria absoluta. Sócrates tornou-se primeiro-ministro. O Ministério Público deu o caso por encerrado. Em 2009, a TVI faz profissão de fé no assassínio de carácter de Sócrates. Gente ligada ao Sindicato dos Magistrados do Ministério Público desenterrou a investigação. E o caso voltou às primeiras páginas. Meses de folhetim, empolado pelo aproveitamento mediático das diligências da polícia inglesa, o juiz-presidente do Eurojust demitido (a ver vamos o resultado do recurso), reuniões em Haia e Londres, 666 alertas de Cândida Almeida sobre o fim do processo, buscas em escritórios de advogados, um speech do primeiro-ministro. O PS perdeu a maioria absoluta mas voltou a ser o partido mais votado e Sócrates formou o seu segundo governo.
Ainda não foi desta que a direita varreu Sócrates.

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