O EQUÍVOCO

Vai animado o reboliço * epistemológico (nos blogues da direita) em torno da promulgação da Lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e das possíveis consequências dessa decisão no desfecho da provável recandidatura de Cavaco Silva.
O meu amigo João Villalobos, sem saber, fica um passo do Menatplay. Diz ele: «A mim o casamento gay tanto se me dá. Como já aqui escrevi bastas vezes chocando algumas consciências do politicamente correcto, estou-me marimbando para os senhores que “abafam a palhinha”. [...]» Precisamente. Quem não sofre de insegurança não se preocupa com a vida dos outros.
Neste debate, o equívoco é Cavaco. Em 2005, quando se soube que avançaria, fui dos (muito poucos) que escreveram que ele decepcionaria a sua base de apoio eleitoral. Cavaco actua by the book. A única vez em que não o fez [esta] estatelou-se. E só não arrastou com ele o Regime porque a classe política tem pesos e medidas conforme as circunstâncias e, daquela vez, deu-lhe para assobiar para o lado. Adiante.
Isto para dizer que Cavaco não é o candidato ideal daquele sector da opinião pública que vai de Manuela Moura Guedes a Paulo Tunhas (e centenas de bloggers que me dispenso de citar). Essas pessoas têm o direito de querer outra coisa. Como tiveram cinco anos para perceber o erro, era bom (para elas) que, desta vez, fizessem a escolha certa. Não vale a pena continuar a bater em Cavaco. Quem votou nele em 2005 tinha obrigação de saber o que fazia.
Já agora, um lembrete: se tivessem votado Alegre, tinham a consolação de o ver vetar a Lei.
* Leitores atentos presumem que quisesse dizer rebuliço (confusão, discórdia, etc.). Não. É mesmo reboliço, no sentido de rebolado.
O meu amigo João Villalobos, sem saber, fica um passo do Menatplay. Diz ele: «A mim o casamento gay tanto se me dá. Como já aqui escrevi bastas vezes chocando algumas consciências do politicamente correcto, estou-me marimbando para os senhores que “abafam a palhinha”. [...]» Precisamente. Quem não sofre de insegurança não se preocupa com a vida dos outros.
Neste debate, o equívoco é Cavaco. Em 2005, quando se soube que avançaria, fui dos (muito poucos) que escreveram que ele decepcionaria a sua base de apoio eleitoral. Cavaco actua by the book. A única vez em que não o fez [esta] estatelou-se. E só não arrastou com ele o Regime porque a classe política tem pesos e medidas conforme as circunstâncias e, daquela vez, deu-lhe para assobiar para o lado. Adiante.
Isto para dizer que Cavaco não é o candidato ideal daquele sector da opinião pública que vai de Manuela Moura Guedes a Paulo Tunhas (e centenas de bloggers que me dispenso de citar). Essas pessoas têm o direito de querer outra coisa. Como tiveram cinco anos para perceber o erro, era bom (para elas) que, desta vez, fizessem a escolha certa. Não vale a pena continuar a bater em Cavaco. Quem votou nele em 2005 tinha obrigação de saber o que fazia.
Já agora, um lembrete: se tivessem votado Alegre, tinham a consolação de o ver vetar a Lei.
* Leitores atentos presumem que quisesse dizer rebuliço (confusão, discórdia, etc.). Não. É mesmo reboliço, no sentido de rebolado.
Etiquetas: Presidenciais 2011

<< Home