Quinta-feira, Maio 13, 2010

FOI VOCÊ QUE PEDIU UM PLANO?


Passava das 14h quando Sócrates anunciou ao país o plano de austeridade. Não se confirmaram os propalados cortes no subsídio de Natal, nem (como queriam os comentadores) qualquer tipo de medida remuneratória visando os funcionários públicos. O que foi anunciado dói a todos. Em resumo:

Aumento de 1% nas três taxas do IVA;
Aumento de 1% no IRS para todos os salários inferiores a 1284 euros;
Aumento de 1,5% no IRS para salários iguais ou superiores a 1284 euros;
Aumento de 1,5% em todas as taxas liberatórias do IRS;
Aumento de 1% no IRC;
Corte de 5% nos vencimentos dos titulares de cargos de natureza política (presidente da Assembleia da República, deputados, autarcas, primeiro-ministro, membros do governo, membros dos executivos regionais, deputados das assembleias regionais, ministros da República nas regiões autónomas, governadores civis, governador do BdP, Provedor de Justiça, pessoal dos gabinetes ministeriais, gestores de empresas públicas, autoridades reguladoras, etc.);
IRC extraordinário (2,5%) sobre as empresas, públicas e privadas, que apresentem lucros superiores a dois milhões de euros;
Desaceleração do investimento público;
Corte nas despesas do Estado (bens de consumo);
Congelamento de progressões e ingressos na Função Pública.

Antes de as tornar públicas, o primeiro ministro falou com o líder do PSD, os presidentes dos governos regionais e o presidente da Associação Nacional de Municípios.

Pedro Passos Coelho já pediu desculpas por apoiar estas medidas. Cavaco não comenta. Bruxelas recebeu-as com agrado. Pacheco Pereira concorda com o corte dos salários dos gestores públicos, mas discorda que a medida seja aplicada a políticos.

A ver vamos o que fazem Portas, Jerónimo e Louçã, que não foram tidos nem achados.


[Imagem: foto do Diário de Notícias.]

Etiquetas: