Domingo, Maio 02, 2010

CITAÇÃO, 267


Vasco Pulido Valente, Brinquem, brinquem..., hoje no Público. Excertos, sublinhados meus:


«Perante a catástrofe que se aproxima, há várias maneiras de reagir. [...] Peço licença, para dar uma amostra sugerida pela Grécia, pela Espanha e pelo que tenho observado dos costumes da Pátria.

Aqui vai.
1.º Reduzir o número de feriados. Quatro chegam: o Natal, o Ano Novo, o Dia de Portugal e a Sexta-feira Santa. [...] 2.º Fechar empresas públicas: as que são inteiramente substituíveis (por exemplo, a EPUL e a RTP) e as que perdem dinheiro sem qualquer resultado relevante ou benéfico (a lista é infinita). 3.º Fechar as fundações e pseudofundações que o Governo sustenta, quer directamente (ou seja, do centro), quer através das câmaras. 4.º Vender as propriedades do Estado que não servem um interesse nacional evidente (quartéis, prédios, matas, florestas, por aí fora). 5.º Vender os submarinos e outro armamento inútil ou excessivo. 6.º Demolir e vender o autódromo do Estoril, o autódromo do Algarve e meia dúzia de estádios deficitários, sem indemnização a particulares.

Isto ajuda, mas não chega. É preciso continuar. Com o seguinte:
1.º Suspender imediatamente os grandes projectos (o novo aeroporto, o TGV, a TTT). 2.º Não construir um único quilómetro de auto-estrada. 3.º Proibir a contratação de mais funcionários públicos. 4.º Eliminar serviços sem objecto ou mesmo nocivos (por exemplo, o Instituto do Livro). 5.º Congelar as promoções no funcionalismo, pelo menos, durante 5 anos. 6 Acabar com o chamado “subsídio de férias” (para subsídio, já bastam as férias pagas). 7.º Pôr um limite legal à despesa do Estado. 8.º Aumentar o IVA dois por cento. 9.º Regular a banca estrita e rigorosamente. É muito? É de mais. Acham que sim? Brinquem, brinquem e depois não se queixem.»

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