KATYN

Tenho dificuldade em aceitar que um homem culto como Filipe Nunes Vicente dê troco a uma coisa destas. Lembrar o massacre de Katyn para concluir, e passo a citar, «que os russos lidam melhor com o seu próprio passado do que os responsáveis pela difusão de filmes e pela programação das televisões em Portugal, os quais, seja por ignorância ou por sectarismo ideológico, nunca tiveram a percepção da necessidade de aqui se conhecerem também os crimes do comunismo», não lembrava ao Diabo. O jornal, of course!
Para quem não sabe, o massacre de Katyn consistiu na execução em massa de perto de 22 mil polacos, dos quais metade eram oficiais do exército, e os restantes refugiados do lado alemão, polícias (cerca de sete mil), militantes da resistência, altos-funcionários, intelectuais, escritores, artistas, professores, empresários, padres, jornalistas, judeus, etc. A matança foi ordenada por Estaline em Fevereiro de 1940. As execuções começaram em Abril e tiveram lugar em locais diferentes: Kharlov, Kalinine, Katyn e outros (eram vários os campos de internamento). Andrzej Wajda fez há três anos um filme sobre os acontecimentos, Katyn.
Infelizmente, este horror é simétrico ao praticado pelas Waffen SS, que dispunham de autonomia judicial face ao exército alemão. No método e em resultados, nada distingue o KKVD da Brigada Caveira. Pretender estabelecer qualquer paralelo entre estes factos e os “crimes do comunismo português”... releva de absoluto nonsense.
[Foto: Richard Baker, 1990.]
Para quem não sabe, o massacre de Katyn consistiu na execução em massa de perto de 22 mil polacos, dos quais metade eram oficiais do exército, e os restantes refugiados do lado alemão, polícias (cerca de sete mil), militantes da resistência, altos-funcionários, intelectuais, escritores, artistas, professores, empresários, padres, jornalistas, judeus, etc. A matança foi ordenada por Estaline em Fevereiro de 1940. As execuções começaram em Abril e tiveram lugar em locais diferentes: Kharlov, Kalinine, Katyn e outros (eram vários os campos de internamento). Andrzej Wajda fez há três anos um filme sobre os acontecimentos, Katyn.
Infelizmente, este horror é simétrico ao praticado pelas Waffen SS, que dispunham de autonomia judicial face ao exército alemão. No método e em resultados, nada distingue o KKVD da Brigada Caveira. Pretender estabelecer qualquer paralelo entre estes factos e os “crimes do comunismo português”... releva de absoluto nonsense.
[Foto: Richard Baker, 1990.]
Etiquetas: Nonsense

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