Sábado, Fevereiro 27, 2010

DIÁRIO DAS CORRENTES, 3


Quinta, 25-Fev, 10-16h. Infelizmente, é o último dia em que estou nas Correntes. Logo à noite terei de estar em Coimbra, na Comunidade de Leitores Almedina, a convite da professora Ana Paula Arnaut, que organiza estas conversas com escritores, patrocinadas pelo Centro de Literatura Portuguesa da FLUC, as Ideias Concertadas e a Livraria Almedina.

Passo a manhã no hotel, em luta com os caprichos do wireless. Isabel Coutinho consegue desatar o nó cego, permitindo que escreva e ponha em linha o primeiro capítulo deste diário. Ao pequeno almoço, José Carlos de Vasconcelos, em resposta a dúvidas de Leonor Xavier, faz o historial do comércio do ouro na Póvoa.

Nessa manhã, Dulce Maria Cardoso, João Tordo e Maria do Rosário Pedreira, entre outros, andaram por escolas da cidade. Entretanto, vai chegando gente que não pôde vir mais cedo: A. M. Pires Cabral, João Pombeiro, João Paulo Sousa, etc. Ao almoço, a sala do restaurante abarrota. Mesmo à minha frente, o Pedro comete com afinco os rabiscos Vieira. Às 15h, um membro do secretariado arranca-me ao gossip porque o motorista espera por mim. Gilda Nunes Barata vai comigo pois regressa a Lisboa.

A partida intempestiva faz com que não tenha podido estar com Malangatana, que não vejo desde 1975; com Onésimo Teotónio de Almeida, idem, desde um seminário na Arrábida (2000); com Luís Carmelo e Vítor Coelho da Silva, amigos e companheiros do PNET Literatura; com o Rui Zink, o José Mário Silva e... sabe Deus com quem mais. Em contrapartida, conheci na Póvoa a Cristina Ovídio, simpática editora da Planeta; o Luís Naves, do Albergue; o Pedro Justino Alves, do Diário Digital; o Luís Ricardo Duarte, do JL; a Tânia Ganho e a Inês Botelho, novíssimas autoras da Asa (só conhecia as excelentes traduções da Tânia); o incontornável Zuenir Ventura, que salvou a 1.ª mesa do flop total..., etc. [A propósito: quando é que em Portugal as mesas, ditas redondas, deixam de ser sinónimo de leitura de comunicações?] Se me esqueci de alguém, I’m very sorry! Nunca tomo notas, assumo o risco de escrever de memória.

Não quero terminar este diário sem testemunhar publicamente a minha admiração pela equipa liderada por Manuela Ribeiro e Francisco Guedes. O gosto, profissionalismo e empatia com que todos nos acolhem, zelando para que nada falhe, é digno de realce. Seria injusto não acrescentar os nomes de Luís Diamantino Carvalho Batista, vereador da Cultura, e Francisco Casanova, do gabinete de Relações Publicas, cuja atenção aos convidados excede o exigido pelo protocolo.

Por último mas não em último, recomendar a leitura da excelente cobertura que o Pedro Teixeira Neves tem feito no PNET Literatura; os rabiscos do Pedro Vieira; bem como os textos da Sara Figueiredo Costa e dos Booktailors. Claro que há mais gente a escrever sobre as Correntes, eu é que não tenho tempo para tudo...

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