POUCA AMBIÇÃO

Quatro quintos dos trezentos analistas que se têm pronunciado sobre o OGE para 2010 são unânimes: trata-se de um documento pouco ambicioso. Alguns estão só a citar jornais franceses, mas isso não importa. Facto é que, de Henrique Neto (o patrão da Iberomoldes, deputado de Guterres, que não perdoa a Sócrates não o ter feito ministro) às luminárias da economia de mercado, ninguém tem poupado a pouca ambição de Teixeira dos Santos.
Verdade que o OGE para 2010 congela os vencimentos dos funcionários públicos (ou seja, de cerca de 700 mil portugueses, médicos, enfermeiros, militares, polícias e professores incluídos). Mas os nossos analistas prefeririam, na esteira das teses de Medina Carreira, Miguel Cadilhe e Bagão Félix, ver-se livres de, no mínimo, 40% dos funcionários públicos, cujas funções ao serviço da administração central e local seriam asseguradas por empresas privadas de outsourcing. Como de resto já sucede com algumas funções menores (mas indispensáveis). É fácil fazer contas: trocar cerca de 300 mil funcionários, com vencimento médio de 900 euros, e 40 e muitos anos de idade, por igual número de trabalhadores, eventualmente mais escolarizados, na casa dos 20 e poucos anos, a remunerar pelo salário mínimo... é tentador! Em linguagem vernacular, uma mama! No fundo, a pouca ambição de que acusam o governo resume-se à obsessão com o peso do Estado. Não aprenderam nada com o crash de 2008.
Verdade que o OGE para 2010 congela os vencimentos dos funcionários públicos (ou seja, de cerca de 700 mil portugueses, médicos, enfermeiros, militares, polícias e professores incluídos). Mas os nossos analistas prefeririam, na esteira das teses de Medina Carreira, Miguel Cadilhe e Bagão Félix, ver-se livres de, no mínimo, 40% dos funcionários públicos, cujas funções ao serviço da administração central e local seriam asseguradas por empresas privadas de outsourcing. Como de resto já sucede com algumas funções menores (mas indispensáveis). É fácil fazer contas: trocar cerca de 300 mil funcionários, com vencimento médio de 900 euros, e 40 e muitos anos de idade, por igual número de trabalhadores, eventualmente mais escolarizados, na casa dos 20 e poucos anos, a remunerar pelo salário mínimo... é tentador! Em linguagem vernacular, uma mama! No fundo, a pouca ambição de que acusam o governo resume-se à obsessão com o peso do Estado. Não aprenderam nada com o crash de 2008.
Etiquetas: Política nacional

<< Home