Quinta-feira, Janeiro 28, 2010

EM QUE FICAMOS?


Na sua crónica de hoje, no Público, Em defesa do discurso público, Pedro Lomba escreve:


«[...] Um cidadão anónimo colocou no YouTube oito escutas a Pinto da Costa no caso Apito Dourado. Essas escutas dão conta da perversão do nosso mundo futebolístico, de tal maneira que um cidadão comum ouve e pergunta como é possível tanta impunidade. Ficámos esclarecidos sobre o futebol, mas ficámos com dúvidas sobre a eficácia da nossa justiça.

Segredo de justiça, gritaram uns. Privacidade, disseram outros. Escândalo, avisaram todos. Mas por que não dizer: liberdade de expressão? Liberdade de expressão de um desconhecido que entendeu dever trazer para o discurso público factos que nos interessam a todos.

As fugas de informação judicial são uma chaga, admito.
[...] No entanto, em casos como o Apito Dourado acabam por ser um problema menos grave daquilo que ficamos a conhecer por essas fugas. As fugas até podem lesar algumas pessoas, mas o que elas nos mostram lesa todo o Estado de direito. E é inaceitável que se queira fingir que não se viu ou ouviu aquilo que é divulgado, porque todos ouvimos e vimos a sua gravidade.

Três palavras: liberdade de expressão.
[...]»


Os pressupostos são correctos. Contudo, é impressão minha ou não fica claro de que lado se coloca Pedro Lomba?

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