Sexta-feira, Janeiro 01, 2010

CINCO ANOS DEPOIS


Este blogue faz hoje cinco anos. Até ao momento em que escrevo recebeu mais de 1,7 milhões de visitas (não tendo estado ligado a nenhum contador nos primeiros sete meses e meio de vida). Os números de 2009 são os seguintes: mais de meio milhão de visitas (504.473), mais de 700 mil page views (709.899). Ou seja, uma média de mil e quatrocentos visitantes por dia, e de cerca de duas mil page views em cada 24 horas. Para um blogue que não está ligado a nenhuma corporação influente (magistratura, media, agências de clipping, internacional universitária, maçonaria, etc.), é um score não negligenciável.

Nestes cinco anos vi chegar e partir muita gente. Uns quantos foram triturados pelos equívocos em que se deixaram enredar. Alguns, mais do que seria desejável, insistem em transpor para a actualidade os métodos que definiram o conflito entre partisans e collaborationnistes. Um triste reflexo da falta de cultura democrática dos órfãos de Vichy. Felizmente, vivemos em democracia, o que significa que as coisas são como são porque uma maioria significativa quer que sejam exactamente assim. No dia em que a maioria decidir o contrário, o contrário será. Tão simples como isto.

Os analfabetos de serviço gostariam de ver este blogue entalado nas baias da literatura. Se fossem um bocadinho mais lidos, sabiam que a New York Review of Books, por si só, já dedicou mais páginas à Era Bush e ao Iraque que toda a imprensa portuguesa. Escusam portanto de espernear. O Da Literatura continuará a reflectir os meus interesses: cultura, actualidade política, identidade gay, Lisboa, sociedade, media e cena literária.

É devido um agradecimento aos “seguidores”, a todos os leitores (em particular aos que por correio comentam os textos) e, last but not least, aos bloggers de vários quadrantes ideológicos que se têm dado ao trabalho de me citar, nem sempre de forma elogiosa.

Seja-me permitida uma saudação especial a toda a equipa Jugular, muito cá de casa, à Isabel, ao Francisco, ao Tomás, ao Nuno, à Carla, ao Henrique, ao Ricardo, ao Pedro, ao Paulo, à Joana Carvalho Dias, ao André Couto, ao Nuno Seabra Lopes, ao Luís Carmelo, ao Luis Januário, ao Filipe Nunes Vicente, ao Luis M. Jorge, ao João Pombeiro, ao Miguel Abrantes himself, ao Pedro Magalhães, à Sofia Loureiro dos Santos, ao Luís Novaes Tito, ao Paulo Ferreira, à Teresa Castro, ao Eduardo Graça, à Isabela Figueiredo, ao Rui Herbon, ao Pedro Vieira, ao Lauro António, à Isabel Goulão, ao Vítor Coelho da Silva, ao Manuel S. Fonseca, à Isabella Oliveira, ao Carlos Santos, ao Paulo Gorjão, ao Pedro Adão e Silva e ao Porfírio Silva.

A imagem? Um blogue é (ou pretende ser) uma câmera de alta precisão.

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