RSI & MORAL

O Correio da Manhã está indignado com a atribuição de 365,56 euros de rendimento social de inserção a uma família que não tem meios de subsistência. Porquê? Porque essa família, em 2001, ganhou 600 mil euros no Totoloto, comprou duas casas e três carros topo de gama. Por razões que não nos dizem respeito, a família espatifou o dinheiro. Mãe, pai e filho estão desempregados. Eu percebo a indignação do jornal. O jornal vende rancor, e a história tem todos os condimentos para excitar o pagode.
Mas não percebo Helena Matos. O rendimento social de inserção é um instrumento de apoio. Não é uma bengala moral. Se a Helena acha que duas casas se vendem num abrir e fechar de olhos, devia mudar de profissão. Quem sabe não enriquecia no ramo imobiliário.
Os velhos das Avenidas Novas que têm casas de 150 metros quadrados e pagam 90 euros de renda (inquilinos há mais de 50 anos), mas não têm dinheiro para fazer uma sopa de nabiças, talvez devessem ter também direito ao RSI. Ou será que devem reinstalar-se na Buraca, porque a Avenida de Roma é para quem pode?
Mas não percebo Helena Matos. O rendimento social de inserção é um instrumento de apoio. Não é uma bengala moral. Se a Helena acha que duas casas se vendem num abrir e fechar de olhos, devia mudar de profissão. Quem sabe não enriquecia no ramo imobiliário.
Os velhos das Avenidas Novas que têm casas de 150 metros quadrados e pagam 90 euros de renda (inquilinos há mais de 50 anos), mas não têm dinheiro para fazer uma sopa de nabiças, talvez devessem ter também direito ao RSI. Ou será que devem reinstalar-se na Buraca, porque a Avenida de Roma é para quem pode?
Etiquetas: Segurança Social

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