2666

Devo ser o único português que ainda não leu 2666 de Roberto Bolaño, o escritor chileno que morreu em 2003 aos 50 anos de idade, vinte livros publicados, entre eles três de poesia. A sua publicação póstuma, em 2004, tornou-se um fenómeno no mundo de língua inglesa. A tradução portuguesa está anunciada pela Quetzal para 26 de Setembro. A quantidade de gente, dos blogues, que lê, por semana, vários livros de mil e tal páginas, deixa-me sempre impressionado. Eu levei para férias (é como quem diz) a Servidão Humana (1915) de W. Somerset Maugham, porque o tinha lido aos 20 anos, e há obras que devemos reler na maturidade. Entre almoços à beira da piscina, sestas, drinks e jantares em Moledo, o livro voltou para Lisboa na p. 419, ou seja, a mais de duzentas do final, num paperback de letra miudinha. Das duas uma: ou ninguém trabalha, ou sou eu que sou lento.
Etiquetas: Literatura

<< Home