Segunda-feira, Julho 06, 2009

ASSIM É QUE É


A inadmissibilidade ética de candidaturas duplas, assunto que havia comentado aqui, imposta agora por decisão (muito acertada) de Sócrates, traz em polvorosa alguns socialistas: Leonor Coutinho e Sónia Sanfona, por ex., não concordam. Ana Gomes já disse que, se ganhar Sintra, manda Bruxelas às urtigas. (Embora passe a auferir um terço do salário que ganharia no Parlamento Europeu; mas a noção de serviço público é isso.) O caso de Elisa Ferreira é diferente, porque Elisa Ferreira teve a infelicidade de dizer o que lhe ia na alma. Fatal. Estamos a mais de três meses das autárquicas de 11 de Outubro, vai muito a tempo de desistir. Manter «até ao fim», como diz, a candidatura ao Porto, parece um acordo tácito para manter Rui Rio na Invicta. Não é a primeira vez que, no PS, a ideia de impossibilitar duplas candidaturas foi tentada. Mas nem Constâncio nem Guterrres tiveram força. Só Sócrates a conseguiu impor agora. Houve aliás dois socialistas de peso, António Costa e Paulo Pedroso, que já tinham dado um passo em frente: vão lutar apenas por Lisboa e Almada, respectivamente. E o actual presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, o socialista Fonseca Ferreira, anunciou há meses que vai abandonar o cargo para se candidatar à Câmara de Palmela. Assim mesmo é que é. A vida é feita de opções.

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