MUITA PARRA, POUCA UVA

A Visão e Sábado publicam extensos dossiês sobre o Caso Freeport. É para isso que serve a imprensa. Quem ontem ouvisse as televisões a publicitar as duas revistas, ficava na expectativa de factos novos. Pois se ontem mesmo a procuradora Cândida Almeida, directora do DCIAP, falando em nome do Ministério Público, voltara a insistir na inexistência, em Portugal, de suspeitos ou arguidos no caso em apreço, e duas revistas, logo duas, prometiam foguetório, era porque algo se passara entre as declarações matutinas da magistrada e os telejornais das oito. Um e-mail explosivo ao entardecer? Teria a BBC interrompido a sua emissão para anunciar um escândalo à beira-Tejo? E, com tanta novidade, as televisões não abichavam nada, contentando-se em citar terceiros? Hoje mesmo, os jornais da manhã limitam-se à promoção da concorrência. Porquê? Ninguém lhes deu uma dica substantiva?
Afinal, que novidades dão a Visão e a Sábado hoje postas à venda? Nenhuma. Ambas sistematizam a informação conhecida, remoendo o já dito. Factos: a polícia inglesa, ou, para sermos exactos, o Serious Fraud Office (o bureau britânico encarregue dos crimes económicos), responde à carta rogatória da PJ. Essa resposta chegou à PJ no passado dia 19. Nessa resposta, o nome do primeiro-ministro consta de uma lista de 7 pessoas suspeitas de ter “solicitado, recebido ou facilitado” pagamentos no âmbito do licenciamento do Freeport. Ponto. Mas isto já se sabia há três semanas. E o MP sabia desde a reunião do Eurojust em Novembro do ano passado. Até prova em contrário, continuamos na estaca zero. Aguardar a prometida («nas próximas horas») comunicação do Procurador-Geral da República. Ver se Pinto Monteiro confirma ou infirma as declarações que Cândida Almeida fez ontem à noite (repetindo o que tinha dito de manhã), na Rádio Renascença, já depois do sururu dos telejornais das oito.
Afinal, que novidades dão a Visão e a Sábado hoje postas à venda? Nenhuma. Ambas sistematizam a informação conhecida, remoendo o já dito. Factos: a polícia inglesa, ou, para sermos exactos, o Serious Fraud Office (o bureau britânico encarregue dos crimes económicos), responde à carta rogatória da PJ. Essa resposta chegou à PJ no passado dia 19. Nessa resposta, o nome do primeiro-ministro consta de uma lista de 7 pessoas suspeitas de ter “solicitado, recebido ou facilitado” pagamentos no âmbito do licenciamento do Freeport. Ponto. Mas isto já se sabia há três semanas. E o MP sabia desde a reunião do Eurojust em Novembro do ano passado. Até prova em contrário, continuamos na estaca zero. Aguardar a prometida («nas próximas horas») comunicação do Procurador-Geral da República. Ver se Pinto Monteiro confirma ou infirma as declarações que Cândida Almeida fez ontem à noite (repetindo o que tinha dito de manhã), na Rádio Renascença, já depois do sururu dos telejornais das oito.

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