A CARTA

Li agora, na íntegra, a carta rogatória da Polícia da Cidade de Londres e da Serious Fraud Office sobre o Caso Freeport, disponível na edição em linha do Expresso. Tal como havia dito a procuradora Cândida Almeida, directora do DCIAP e responsável pela investigação do caso, as autoridades inglesas não pedem qualquer tipo de informação sobre as contas bancárias de José Sócrates. Não pedem, ponto. O único pedido de informação desse tipo refere-se ao cidadão britânico William McKinney. Deve ser por isso que alguns espíritos mais sofisticados referem não ser importante seguir o rasto do dinheiro. Mas a revista Sábado pôs na sua capa essa mentira (ampliada na p. 38 da “reportagem”) reproduzida ad nauseam pela concorrência. Eu sei que os jornais precisam de ganhar dinheiro. O que não sabia é que há tanta gente capaz de alinhar pelo mesmo diapasão. Estamos sempre a aprender.
É evidente que o caso não se esgota numa alegada devassa às contas bancárias do primeiro-ministro, as quais, por imperativo legal, são públicas. Isto apenas traduz o verdadeiro móbil da tramóia.
É evidente que o caso não se esgota numa alegada devassa às contas bancárias do primeiro-ministro, as quais, por imperativo legal, são públicas. Isto apenas traduz o verdadeiro móbil da tramóia.

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