Sexta-feira, Dezembro 12, 2008

BUCHHOLZ, O ESPAÇO


Como anunciado aqui, o pólo do Chiado da Livraria Buchholz tinha inauguração prevista para o fim da tarde de ontem, «com o alto patrocínio de S. Ex.ª o Sr. Ministro da Cultura». E foram muitos os que se deslocaram ao n.º 30 do Largo Rafael Bordalo Pinheiro. Além dos ministros da Cultura (Pinto Ribeiro) e do Ensino Superior (Mariano Gago), passaram por lá happy fews como António Mega Ferreira, Jorge Silva Melo, José Pacheco Pereira, Rui Machete, Saarsfield Cabral e outros. Mas, «para espanto de todos» — e estou a citar Isabel Coutinho, na edição de hoje do Público«o que se inaugurou foi o espaço, ainda em obras. A livraria não tinha as portas de entrada, fios de electricidade viam-se pelas paredes, não havia computador para registar as vendas (embora se estivessem a vender livros e a passar recibos) e ao fundo, no pátio, estava um gigantesco monte de entulho. As prateleiras, pouquíssimas, tinham poucos livros, na sua maioria das editoras do grupo Editorial Fundação Agostinho Fernandes. [...] “Esta é uma antestreia, uma antevisão do que será a livraria”, tentou explicar Sérgio Moreno, porta-voz da Fundação Agostinho Fernandes, e realçou o empenho na recuperação destas antigas cavalariças com tecto em abóbada e lajes de pedra que serviam de armazém à Sá da Costa. “Em vez de inaugurarmos uma livraria, inauguramos um espaço”, acrescentou Karen Sousa Ferreira, da Buchholz Livreiros, que conta ter livros estrangeiros em Janeiro.» Eu não quero ser desmancha-prazeres, e posso garantir ao meu amigo Pacheco Pereira que não me move qualquer espécie de schadenfreude. Pelo contrário. Fico é deprimido com estes sucessivos passos em falso do sector livreiro. Apesar de todas as desgraças, a Byblos já tinha as portas colocadas no dia em que foi inaugurada.

Veja aqui as fotos (sobretudo as últimas 7 da série) dos Booktailors. Elas falam por si.

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