Quinta-feira, Agosto 28, 2008

O GENOCÍDIO DE KOUCHNER


Se dúvidas houvesse acerca da irrelevância da França no mundo, a actual presidência europeia acabava com elas. No imbróglio do Cáucaso, Sarkozy simplesmente não conta. Verdade que Bernard Kouchner não ajuda. O irrequieto ministro das Relações Exteriores do governo Fillon podia ter precipitado (anteontem) uma crise planetária ao denunciar a iminência do “genocídio” que a Rússia preparava para... a madrugada seguinte, na Geórgia. Assim como quem anuncia a próxima estreia das Folies-Bergère. Sucede que pelo menos a Europa conhece o currículo de Kouchner (militância comunista, expulsão, fundação da organização Médicos sem Fronteiras, dissidência, fundação da organização Médicos do Mundo, apoio ao PDKI curdo, o Biafra, o Kosovo, apoio à invasão do Iraque ao arrepio da posição oficial da França, colaboração com o Movimento Emaús, etc.), razão pela qual o “aviso” não provocou sequer um comentário de circunstância. Como pode a Europa ser levada a sério? A silly season não explica tudo.

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