MUSEU DO ORIENTE

É inaugurado daqui a pouco o Museu do Oriente, sob direcção de Natália Correia Guedes. Instalado no antigo armazém frigorífico da Rocha do Conde de Óbidos, em Alcântara, dispõe de um acervo de 13 mil peças, das quais estão para já expostas 970. O edifício original, da autoria de João Simões, remonta aos anos 1930, tendo sido agora renovado por Carrilho da Graça. Nesta reencarnação, que custou cerca de 30 milhões de euros (só a adaptação a museu), em vez de bacalhau, o antigo armazém vai abrigar colecções de arte oriental. Uma das peças mais interessantes é o pagode em osso e marfim que o Real Senado de Macau ofereceu a D. Maria I quando a família real portuguesa foi para o Brasil. A colecção Kwok On, doada à Fundação Oriente pelo sinólogo francês Jacques Pimpaneau, constitui outro dos atractivos, a par dos dois Budas que Joe Berardo emprestou. Podem ainda ver-se os famosos frascos de rapé de fabrico chinês do escritor Manuel Teixeira-Gomes, bem como a colecção do poeta Camilo Pessanha, que vieram do Museu Machado de Castro, de Coimbra. Outros museus e entidades que emprestaram peças são o Museu Nacional de Arte Antiga, o Museu da Ciência, o Museu do Traje, o Palácio Nacional de Sintra e a Fundação Casa de Bragança. Ciclos de música e cinema vão ter lugar no auditório do museu (com 360 lugares), já a partir de amanhã. O pianista Mário Laginha é o primeiro artista convidado.

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