A FEIRA DE LISBOA

A pedido da minha editora, passei hoje cerca de três horas na Feira do Livro de Lisboa. Como dizia Simone de Beauvoir sobre uma sua estadia em Chicago, derreti ao sol. Mas esteve uma tarde bonita, o valter foi uma óptima companhia (o mesmo se diga da Maria do Rosário e da Ana), vários amigos foram à barraquinha dar dois dedos de conversa e, hélas!, pude conferir a Praça Leya. Então é assim: dois terços do espaço são ocupados por um kindergarten, o staff das marcas anda fardado, há uma caixa central e não, não há fundos editoriais. Pois é. Editoras com fundos imemoriais, como a Asa, a Dom Quixote, a Caminho, etc., reduzidas às novidades dos últimos 15 dias. As míticas barracas em novo formato são uma espécie de contentores onde se entra. O pior é que, em tendo 4 pessoas lá dentro, já ninguém vê nada. Portanto, em vez da batalha campal, a concorrência devia estar agradecida. Dali não vem (não pode vir) prejuízo. Muito mais eficaz e concorrida é a tenda dos pequenos editores.
Etiquetas: Cena literária, Edição, Lisboa

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