Capas

Não será ainda o desastre total, mas a capa que a Bertrand ofereceu à reedição dos Contos, de Vergílio Ferreira, que chegou por estes dias às livrarias, é bem feia e desnecessária. Eles não o entenderão assim, ou não teriam abandonado aquele modelo constituído apenas pelo nome do autor, pelo título do livro e pelo logótipo da editora, um modelo que remonta a 1974, à primeira edição de Rápida, a Sombra, que a extinta Arcádia, então dirigida por Nelson de Matos, lançou. Quando Vergílio passou para a Bertrand, aquele tipo de capas seguiu‑o, por muitos e bons anos, mantendo‑se mesmo quando a editora procedeu a diversas transformações no grafismo dos outros livros que ia lançando. Agora, parece que chegou o fim desse modelo, sem ganhos visíveis, mas talvez o pior ainda esteja para vir.

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