Domingo, Abril 27, 2008

ESCAPADA


Três dias no Algarve, por causa da Bienal de Poesia de Silves. Oportunidade para reencontrar amigos, conhecer gente nova, descobrir vocações. Um tempo magnífico (a imagem foi obtida a partir da varanda do meu quarto, às 10 da manhã de ontem), a hospitalidade generosa de Maria Gabriela Rocha Gouveia e de todo o staff da autarquia, as magníficas instalações da nova Biblioteca Municipal, onde decorreram as sessões, o ambiente descontraído dos almoços e jantares, tudo contribuiu para um fim-de-semana diferente. O manuel a. domingos também andou por lá. Houve de tudo: cantares à desgarrada (nanja eu), egos inflacionados, gossip político (o PS tem um peso-pesado para apresentar em Silves nas próximas autárquicas), poemas ao vivo, provas de vinho, cavaqueio sobre Clarice Lispector e Caio Fernando Abreu com Denise Ferraz, uma simpática scholar brasileira, um pianista cego com voz de barítono, um episódio boliviano que envolveu Maria Estela Guedes, a força da natureza que é Luís Carlos de Abreu, etc. Também houve uma homenagem a Urbano Tavares Rodrigues, marcada para o fim da tarde de hoje, a que já não pude assistir, com grande pena, mas tinha outro compromisso em Lisboa. Do muito que ouvi, retive com particular agrado a comunicação de Marco Alexandre Rebelo, um jovem mestre em estudos portugueses e teoria da literatura da Universidade Nova de Lisboa, bem como os poemas de Aida Monteiro e manuel a. domingos. Ontem à noite, num serão informal, o romancista Domingos Lobo, cuja poesia não conhecia, surpreendeu toda a gente com a leitura de um (magnífico) poema de homenagem a Luiz Pacheco. Valeu a pena. Está explicado o motivo porque hoje não pus em linha o habitual Ler os Outros.

Etiquetas: ,