Terça-feira, Janeiro 29, 2008

O editor com assinatura


A propósito de Christian Bourgois, escrevi que se tratava de um editor com marca de autor, o que pode ser facilmente comprovado pela criação da chancela a que atribuiu o seu nome. Este procedimento, relativamente habitual noutros países, encontra agora um magnífico exemplo entre nós, com a criação das Edições Nelson de Matos. O antigo responsável da Moraes e da Dom Quixote regressa a uma actividade que conhece como poucos, inaugurando o novo catálogo com O Lavagante, uma ficção inédita de José Cardoso Pires (na fotografia). O que a escolha de um título como este significa é, para além da vontade de marcar uma posição forte no panorama editorial português, a intenção de conferir desde o início a marca do editor às opções que vão ser feitas. Ao mesmo tempo, é do lado da melhor literatura que as Edições Nelson de Matos se colocam, o que se torna num motivo de natural expectativa, ainda por cima no contexto conhecido, que é o das profundas transformações a que o sector tem vindo a ser submetido. A partir do final de Fevereiro, os leitores poderão começar a responder às ofertas da nova chancela, que contemplarão já mais dois títulos, como se pode ler aqui ou aqui.

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