CINCO

Respondendo ao desafio do Rodrigo Adão da Fonseca, aqui deixo cinco sugestões de leitura:
O Continente, de Érico Verissimo (1905-1975), em oportuníssima reedição. Dividido em dois tomos, O Continente é o primeiro título da saga O Tempo e o Vento [sete volumes, o último sai em Novembro]. Duzentos anos da história do Brasil, em particular do Rio Grande do Sul, entre 1745 e 1945. Por razões políticas, Verissimo nunca teve vela acesa na Meca da intelligentzia, ao contrário de outros, infinitamente menores. Nas suas mais de duas mil páginas, O Tempo e o Vento é uma obra-prima absoluta. Li pela primeira vez há cerca de quarenta anos, e estou a reler com o deslumbramento do primeiro dia. Esta reedição inclui prefácio de Maria Lúcia Lepecki. [ed. Ambar]
Diário de um Deus Criacionista, de Álvaro Santos Pereira (n. 1972), só podia ter sido escrito por um português expatriado no mundo de língua inglesa. Mais do que uma provocação — «Este é um diário da história de Deus...» —, o livro de Santos Pereira, docente de economia na Universidade de York, é uma obra singular no contexto da literatura portuguesa contemporânea. [ed. Guerra & Paz]
Época de Acasalamento, de P. G. Wodehouse (1881-1975), traduzido por Alexandre Soares Silva, com uma ajudinha, na adaptação para português de Portugal, de Carla Hilário Quevedo e Fernanda Mira Barros. The Mating Season (1949) não é um título central na obra de Mr. Pelham Grenville, mas não deixa por isso de ser divertidíssimo. A escrita? Nota 20! [ed. Cotovia]
Correr com Tesouras, de Augusten Burroughs (n. 1965), traduzido por Duarte Sousa Tavares, leva as questões de género ao paroxismo: há os gays, as lésbicas e os outros. Running with Scissors (2002) descreve sem subtileza algumas engasgadelas. [ed. Bico de Pena]
Philip Glass, de Robert T. Jones (ed.), traduzido por Vasco Gato, é uma boa introdução à obra do compositor americano, mesmo com algumas gralhas dispensáveis. Inclui portfolio de retratos (muitos), discografia e pautas de música. [ed. Quasi]
E agora, como é a minha vez de desafiar outros cinco bloggers a fazerem as suas escolhas, deixo o repto a Miss Pearls, ao Paulo Gorjão (sim, o ensaio político é bem-vindo!), ao Henrique Raposo, ao João Gonçalves e ao Rui Bebiano.
O Continente, de Érico Verissimo (1905-1975), em oportuníssima reedição. Dividido em dois tomos, O Continente é o primeiro título da saga O Tempo e o Vento [sete volumes, o último sai em Novembro]. Duzentos anos da história do Brasil, em particular do Rio Grande do Sul, entre 1745 e 1945. Por razões políticas, Verissimo nunca teve vela acesa na Meca da intelligentzia, ao contrário de outros, infinitamente menores. Nas suas mais de duas mil páginas, O Tempo e o Vento é uma obra-prima absoluta. Li pela primeira vez há cerca de quarenta anos, e estou a reler com o deslumbramento do primeiro dia. Esta reedição inclui prefácio de Maria Lúcia Lepecki. [ed. Ambar]
Diário de um Deus Criacionista, de Álvaro Santos Pereira (n. 1972), só podia ter sido escrito por um português expatriado no mundo de língua inglesa. Mais do que uma provocação — «Este é um diário da história de Deus...» —, o livro de Santos Pereira, docente de economia na Universidade de York, é uma obra singular no contexto da literatura portuguesa contemporânea. [ed. Guerra & Paz]
Época de Acasalamento, de P. G. Wodehouse (1881-1975), traduzido por Alexandre Soares Silva, com uma ajudinha, na adaptação para português de Portugal, de Carla Hilário Quevedo e Fernanda Mira Barros. The Mating Season (1949) não é um título central na obra de Mr. Pelham Grenville, mas não deixa por isso de ser divertidíssimo. A escrita? Nota 20! [ed. Cotovia]
Correr com Tesouras, de Augusten Burroughs (n. 1965), traduzido por Duarte Sousa Tavares, leva as questões de género ao paroxismo: há os gays, as lésbicas e os outros. Running with Scissors (2002) descreve sem subtileza algumas engasgadelas. [ed. Bico de Pena]
Philip Glass, de Robert T. Jones (ed.), traduzido por Vasco Gato, é uma boa introdução à obra do compositor americano, mesmo com algumas gralhas dispensáveis. Inclui portfolio de retratos (muitos), discografia e pautas de música. [ed. Quasi]
E agora, como é a minha vez de desafiar outros cinco bloggers a fazerem as suas escolhas, deixo o repto a Miss Pearls, ao Paulo Gorjão (sim, o ensaio político é bem-vindo!), ao Henrique Raposo, ao João Gonçalves e ao Rui Bebiano.
Etiquetas: Blogues, Literatura

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