Sábado, Abril 07, 2007

A UNi E OS MEDIA


Nuno Rocha, que durante uma década foi o mais influente jornalista da direita democrática — foi no jornal que fundou, o semanário Tempo, que Paulo Portas, então adolescente, começou a escrever —, publicou ontem no Público uma esclarecedora memorabilia da sua passagem pela UnI. Discurso directo: «Depois de ter vendido o Tempo, recebi um convite para ensinar Jornalismo na Universidade Independente.» O artigo é muito interessante por seguir passo a passo a evolução do referido curso. Tendo declinado ser o seu director, nem por isso Rocha deixou de moldar o respectivo corpo docente, convidando para professores alguns políticos, como Carlos Encarnação, actual presidente da Câmara de Coimbra, Jorge Coelho e Ruben de Carvalho, bem como uma mão cheia de jornalistas, casos de Baptista Bastos, Joaquim Vieira, Mário Crespo, Cristina Branco, Joaquim Letria, Diniz de Abreu e Fernando Balsinha, mas também Fernando Cascais, presidente do Cenjor, e Bárbara Guimarães. Na pessoa de J. Timoteo Alvarez, a Complutense de Madrid deu uma mãozinha. Em consequência, «Chegámos a ser o curso universitário de Jornalismo com mais alunos inscritos.» Por ausência de datas (excepto a da saída de Rocha, em Julho de 2002, por doença), não fica claro se o magistério de Emídio Rangel coincide com a fase heróica dos anos 1990. Numa altura em que tantos jornalistas andam à cata de obscuros burocratas que passaram pela UnI como alunos ou docentes, atirando-lhes à cara, como uma mancha, esse facto, o artigo de Nuno Rocha vem lembrar algumas evidências.


Já agora, ler esta reflexão de José Adelino Maltez sobre o fundo da questão.

Etiquetas: , ,