Sexta-feira, Março 23, 2007

TAP, TELEFONES


A experiência diz-nos que os telefones da TAP são inúteis. Ninguém atende. Nem no balcão do Marquês, nem no aeroporto, nem nos call-centers. Como não há outro processo, a gente tenta. Vamos ao site da companhia. Vários números. Escolhemos informações sobre partidas e chegadas. É preciso saber se o voo de ontem aterrou em Maputo, cujo aeroporto foi encerrado ao fim da tarde por causa das explosões no paiol militar, se ficou retido em Luanda ou Joanesburgo, ou foi desviado para a Beira. Ligamos. O número mudou. Com má dicção e a correr, uma voz debita o novo. Ligamos outra vez. Ao cabo de vários cliques (se quer isto e mais aquilo, se prefere assim ou assado, nesta ou naquela língua), música, publicidade, música, informação sobre cliques alternativos, música, publicidade. Isto dura vinte minutos. Desligamos. Repetimos a dose. Mais vinte minutos. Nada. Não era preferível acabar com os telefones? Continuo sem saber se o avião chegou a Maputo. E, como eu, as famílias (e os amigos) dos passageiros.

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