GRANDES PORTUGUESES

Com tanto alarido, fui espreitar a lista dos GRANDES PORTUGUESES. Eu sei que é difícil agradar a gregos e troianos. Mas a RTP refinou. Joaquim de Almeida? Maria de Medeiros? Nada me move contra ambos, pelo contrário, mas o sentido das proporções nunca fez mal a ninguém (um dos ausentes é Herman José). Vejam-se os escritores seleccionados. Por que é que Eugénio de Andrade está e Ruy Belo não está? Não teria sido mais sensato “reduzir” a literatura a nomes familiares (e de certo modo inquestionáveis) aos potenciais destinatários do programa? Gil Vicente, Camões, Camilo, Eça, Pessoa, Florbela, Régio, Torga, Natália e Saramago chegavam e sobravam. A contemporaneidade está cheia de alçapões que podem ser evitados. Já agora: em que é que Manuel Teixeira-Gomes, enquanto Presidente da República, foi mais “grande português” do que Francisco Craveiro Lopes? Como a lista parece estar in progress (até ontem não estavam Salazar e Sophia), prevê-se para breve a inclusão da astróloga Maya.

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