OS PATRULHEIROS

Já se sabia que Günter Grass fizera parte do exército nazi, onde fora incorporado em 1942, com 15 anos. Soube-se agora que não foi numa companhia qualquer. Foi nas Waffen-SS. A revelação deu-se à beira de completar 80 anos. Como disse o seu biógrafo Michael Jurgs, citado por Alexandra Prado Coelho, é «o fim de uma instância moral». Eu, que desconfio acima de tudo de moralistas, não fico surpreendido. Ainda me lembro do escândalo provocado pela revelação de que Heiner Müller fora (como tantos artistas e intelectuais da RDA) informador da Stasi. É caso para dizer que estão bem uns para os outros. É também por isso que abomino patrulheiros.

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